Espécie endêmica do Brasil (Flora do Brasil 2020 em construção, 2018), com ocorrência no estado: ESPÍRITO SANTO, município de Santa Leopoldina (Demuner 3697), Santa Maria de Jetibá (Fontana 3105), Santa Teresa (Lopes 353).
Árvore de até 11 m, endêmica do Brasil (. Foi coletada em Floresta Ombrófila Densa Montana associada a Mata Atlântica no estado do Espírito Sant, municípios de Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá e Santa Teresa. Apresenta distribuição restrita, EOO=325 km², quatro situações de ameaça e ocorrência em fitofisionomias severamente fragmentada. Estima-se que restem atualmente cerca de 15% da vegetação original da Mata Atlântica (SOS Mata Atlântica e INPE, 2018). Sabe-se que grande parte dos ecossistemas florestais capixabas encontram-se fragmentados como resultado de atividades antrópicas realizadas no passado e atualmente, restando somente 12,6% de remanescentes florestais originais (SOS Mata Atlântica e INPE, 2018). Esse processo acelerou-se significativamente em função do cultivo do café e do ciclo de exploração de madeira, que perdurou por mais de meio século (Thomaz, 2010). Atualmente, florestas plantadas de Eucalyptus spp. ocupam áreas desmatadas e improdutivas e representam uma das maiores produtividades potenciais em silvicultura do mundo (Siqueira et al., 2004). Apesar de contar com constante presença em herbários e ocorrência confirmada dentro dos limites de Unidades de Conservação de proteção integral, sabe-se que vetores de stress incidem sobre subpopulações de X. decorticans dentro dos limites destas áreas (Mendes e Padovan, 2000). Assim, a espécie foi considerada Em Perigo (EN) de extinção. Infere-se declínio contínuo em qualidade e extensão de habitat. Recomenda-se ações de pesquisa (distribuição, censo, números e tendências populacionais) e conservação (Plano de Ação, garantia de efetividade das UCs) urgentes a fim de se garantir a perpetuação desta espécie no futuro.
Descrita em: Contr. Univ. Michigan Herb. 25: 208. 2007.
| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 1 Residential & commercial development | habitat,mature individuals | past,present,future | national | very high |
| Perda de habitat como conseqüência do desmatamento pelo desenvolvimento urbano, mineração, agricultura e pecuária representa a maior causa de redução na biodiversidade da Mata Atlântica. Estima-se que restem apenas entre 11,4% a 16% da vegetação original deste hotspot, e cerca de 42% da área florestal total é representada por fragmentos menores que 250 ha (Ribeiro et al., 2009). Os centros urbanos mais populosos do Brasil e os maiores centros industriais e de silvicultura encontram-se na área original da Mata Atlântica (Critical Ecosystem Partnership Fund, 2001). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 2 Agriculture & aquaculture | habitat,mature individuals | past,present,future | national | very high |
| A Mata Atlântica, que no início da colonização do solo capixaba, originalmente cobria quase 90% do seu território, foi sendo reduzida durante sucessivos ciclos econômicos. Esse processo acelerou-se significativamente em função do cultivo do café e de um ciclo de exploração de madeira que perdurou por mais de meio século (Thomaz, 2010). Na região de Santa Teresa as plantações de café e banana são os usos do solo que ocasionam a fragmentação e aparecimento de ilhas florestais (Oliveira et al., 2013). O município de Santa Leopoldina, com cerca de 71.809 ha, contém 17,4% de sua área convertida em pastagens (Lapig, 2018). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.2 Ecosystem degradation | 5.3 Logging & wood harvesting | habitat,mature individuals | past,present,future | national | very high |
| A exploração madeireira durante a colonização capixaba agravou-se no início da década de 1960, quando o Espírito Santo foi uma das principais fontes de madeira para a construção de Brasília (Mendes e Padovan, 2000; Thomaz, 2010). O município de Santa Teresa, outrora recoberto em sua totalidade por Mata Atlântica, atualmente possui cerca de 20% de remanescentes florestais (Fundação SOS Mata Atlântica e INPE, 2018). Em Santa Leopoldina e Santa Teresa restam respectivamente cerca de 27,7% e 20,4% da Mata Atlântica original desses municípios (Fundação SOS Mata Atlântica e INPE, 2018). Dados publicados recentemente (Fundação SOS Mata Atlântica e INPE, 2018) apontam para uma redução maior que 85% da área originalmente coberta com Mata Atlântica e ecossistemas associados no Brasil. De acordo com o relatório, cerca de 12,4% de vegetação original ainda resistem. Embora a taxa de desmatamento tenha diminuído nos últimos anos, ainda está em andamento, e a qualidade e extensão de áreas florestais encontram-se em declínio contínuo há pelo menos 30 anos (Fundação SOS Mata Atlântica e INPE, 2018). | |||||
Referências:
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| Ação | Situação |
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| 1 Land/water protection | on going |
| A espécie foi registrada na Estação Biológica de Santa Lúcia (Thomaz 787), Reserva Biológica Augusto Ruschi (Vervloet 220). | |
| Uso | Proveniência | Recurso |
|---|---|---|
| Não existem dados sobre usos efetivos ou potenciais. | ||