Lauraceae

Urbanodendron verrucosum (Nees) Mez

LC

EOO:

325.800,998 Km2

AOO:

232,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Espécie endêmica do Brasil (Quinet, 2020), com distribuição: no estado do Espírito Santo — nos municípios Linhares, Pinheiros, São Mateus, Serra e Sooretama —, no estado de Minas Gerais — nos municípios Carangola, Caratinga, Descoberto, Dionísio, Marliéria, Rio Novo, São Gonçalo do Rio Abaixo, São Pedro dos Ferros e Timóteo —, no estado de Pernambuco — no município Recife —, e no estado do Rio de Janeiro — nos municípios Cachoeiras de Macacu, Casimiro de Abreu, Guapimirim, Macaé, Magé, Mangaratiba, Maricá, Miguel Pereira, Niterói, Nova Iguaçu, Paraty, Petrópolis, Rio de Janeiro, Santa Maria Madalena, Silva Jardim e Volta Redonda.

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2022
Avaliador: Monira Bicalho
Revisor: Lucas Arguello Aragão
Categoria: LC
Justificativa:

Árvore com até 8 m de altura (Assis e Forzza, 2005), endêmica do Brasil (Quinet, 2020). Foi coletada em Floresta Estacional Decidual e Floresta Ombrófila associadas à Mata Atlântica nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco e Rio de Janeiro. Apresenta distribuição ampla, EOO=274981 km², mais de 10 situações de ameaças e constante presença em herbários, inclusive com coletas recentes, e ocorrência confirmada dentro dos limites de Unidades de Conservação de Proteção Integral e em áreas onde ainda predominam na paisagem extensões significativas de ecossistemas florestais em estado prístino de conservação. Os valores de EOO e o número de situações de ameaça, extrapolam os limiares para a inclusão da espécie em uma categoria de ameaça. Adicionalmente, não existem dados de declínios populacionais para aplicação de outros critérios, além de não serem descritos usos potenciais ou efetivos que comprometam sua perpetuação na natureza. Assim, foi considerada como de Menor Preocupação (LC), demandando ações de pesquisa (distribuição, tendências e números populacionais) a fim de ampliar o conhecimento disponível e garantir sua sobrevivência na natureza.

Último avistamento: 2016
Possivelmente extinta? Não
Histórico:
Ano da valiação Categoria
2012 LC

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Descrita em: Jahrb. Königl. Bot. Gart. Berlin 5: 80, 1889. É reconhecida por folhas de estreitamente lanceoladas a elípticas, ramos angulares, inflorescências envolvidas por escamas foliáceas de disposição verticilada na base, estames férteis 9 com anteras com 2 microsporângios, todos com par de glândulas e por seus frutos elipsoides envolvidos por cúpula de margem dupla (Quinet, 2020).

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Desconhecido
Detalhes: Não é conhecido valor econômico da espécie.

População:

Flutuação extrema: Desconhecido
Detalhes: A espécie foi relatada como frequente na floresta atlântica do Rio de Janeiro, e rara nos estados do Espírito santo e Minas Gerais (Assis e Forzza, 2005).
Referências:
  1. Assis, L.C.S., Forzza, R.C., 2005. A família Lauraceae na Reserva Biológica da Represa do Grama, Descoberto. Bol. Botânica 23, 113. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9052.v23i1p113-139

Ecologia:

Substrato: terrestrial
Forma de vida: tree
Biomas: Mata Atlântica
Vegetação: Floresta Estacional Decidual, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial)
Habitats: 1.5 Subtropical/Tropical Dry Forest, 1.6 Subtropical/Tropical Moist Lowland Forest, 1.9 Subtropical/Tropical Moist Montane Forest
Detalhes: Árvore com até 8 m de altura (Assis e Forzza, 2005). Ocorre na Mata Atlântica, em Floresta Estacional Decidual e Floresta Ombrófila (Quinet, 2020).
Referências:
  1. Quinet, A., 2020. Urbanodendron. Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. URL http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB8535 (acesso em 11 mar. 2022)
  2. Assis, L.C.S., Forzza, R.C., 2005. A família Lauraceae na Reserva Biológica da Represa do Grama, Descoberto. Bol. Botânica 23, 113. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9052.v23i1p113-139

Reprodução:

Detalhes: Geralmente floresce de fevereiro a maio, e ocasionalmente em outras épocas do ano (Rohwer, 1988).
Fenologia: flowering (Fev~May)
Referências:
  1. Rohwer, J.G., 1988. The genera Dicypellium, Phyllostemonodaphne, Systemonodaphne and Urbanodendron (Lauraceae). Bot. Jahrb. Syst 110, 157–171.

Ameaças (4):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 1.1 Housing & urban areas habitat past,present,future national low
De acordo com o MapBiomas, o município Magé (RJ) possui 11,04% (4315ha) do seu território convertido em áreas de infraestrutura urbana, segundo dados de 2019 (MapBiomas, 2022).
Referências:
  1. MapBiomas, 2022. Projeto MapBiomas - Coleção 6 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 2019. Município: Magé (RJ). URL https://mapbiomas-br-site.s3.amazonaws.com/Estat%C3%ADsticas/Dados_Cobertura_MapBiomas_5.0_UF-MUN_SITE_v2.xlsx (acesso em 15 de março de 2022).
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 2.1.4 Scale Unknown/Unrecorded habitat past,present,future regional low
De acordo com o MapBiomas, os municípios Pinheiros (ES) e São Mateus (ES) possuem, respectivamente, 5,24% (5103ha) e 11,12% (26083ha) de seus territórios convertidos em áreas de culturas agrícolas (exceto soja e cana-de-açúcar), segundo dados de 2019 (MapBiomas, 2021). O município de Sooretama com 58641 ha apresenta 16306 ha (28%) convertidos em cultivos anuais e perenes (MapBiomas, 2019).
Referências:
  1. MapBiomas, 2022. Projeto MapBiomas - Coleção 6 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 2019. Municípios: Pinheiros (ES) e São Mateus (ES). URL https://mapbiomas-br-site.s3.amazonaws.com/Estat%C3%ADsticas/Dados_Cobertura_MapBiomas_5.0_UF-MUN_SITE_v2.xlsx (acesso em 15 de março de 2022).
  2. Projeto MapBiomas, 2019. Projeto de Mapeamento Anual da Cobertura e Uso do Solo no Brasil. Coleção [versão] da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil. URL http://mapbiomas.org/map#coverage (acesso em 02 de junho de 2019).
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 2.2.3 Scale Unknown/Unrecorded habitat past,present,future regional low
De acordo com o MapBiomas, os municípios Caratinga (MG), Dionísio (MG), Linhares (ES), Pinheiros (ES), São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), São Mateus (ES) e Sooretama (ES) possuem, respectivamente, 5% (6294ha), 16,03% (5440ha), 6,21% (21723ha), 5,62% (5467ha), 12,96% (4716ha), 24,35% (57119ha) e 6,73% (3953ha) de seus territórios convertidos em áreas de silvicultura, segundo dados de 2019 (MapBiomas, 2021).
Referências:
  1. MapBiomas, 2022. Projeto MapBiomas - Coleção 6 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 2019. Municípios: Caratinga (MG), Dionísio (MG), Linhares (ES), Pinheiros (ES), São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), São Mateus (ES) e Sooretama (ES). URL https://mapbiomas-br-site.s3.amazonaws.com/Estat%C3%ADsticas/Dados_Cobertura_MapBiomas_5.0_UF-MUN_SITE_v2.xlsx (acesso em 15 de março de 2022).
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 2.3.4 Scale Unknown/Unrecorded habitat past,present,future regional low
De acordo com o MapBiomas, os municípios Cachoeiras de Macacu (RJ), Carangola (MG), Caratinga (MG), Casimiro de Abreu (RJ), Descoberto (MG), Dionísio (MG), Guapimirim (RJ), Linhares (ES), Macaé (RJ), Magé (RJ), Mangaratiba (RJ), Maricá (RJ), Marliéria (MG), Miguel Pereira (RJ), Nova Iguaçu (RJ), Petrópolis (RJ), Pinheiros (ES), Rio de Janeiro (RJ), Rio Novo (MG), Santa Maria Madalena (RJ), São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), São Mateus (ES), São Pedro dos Ferros (MG), Serra (ES), Silva Jardim (RJ), Sooretama (ES), Timóteo (MG) e Volta Redonda (RJ) possuem, respectivamente, 24,17% (23075ha), 45,72% (16157ha), 35,94% (45228ha), 41,75% (19326ha), 61,31% (13069ha), 28,56% (9692ha), 26,59% (9530ha), 32,93% (115132ha), 44,77% (54488ha), 14,77% (5772ha), 7,85% (2887ha), 16,24% (5870ha), 15,58% (8502ha), 31,1% (8956ha), 17,55% (9134ha), 18,22% (14418ha), 25,25% (24572ha), 6,48% (7783ha), 75,68% (15842ha), 38,25% (31016ha), 31,98% (11636ha), 37,12% (87089ha), 53,27% (21453ha), 32,61% (17857ha), 39,27% (36823ha), 11,4% (6693ha), 13,67% (1974ha) e 30,5% (5554ha) de seus territórios convertidos em áreas de pastagens, segundo dados de 2019 (MapBiomas, 2022).
Referências:
  1. MapBiomas, 2022. Projeto MapBiomas - Coleção 6 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 2019. Municípios: Cachoeiras de Macacu (RJ), Carangola (MG), Caratinga (MG), Casimiro de Abreu (RJ), Descoberto (MG), Dionísio (MG), Guapimirim (RJ), Linhares (ES), Macaé (RJ), Magé (RJ), Mangaratiba (RJ), Maricá (RJ), Marliéria (MG), Miguel Pereira (RJ), Nova Iguaçu (RJ), Petrópolis (RJ), Pinheiros (ES), Rio de Janeiro (RJ), Rio Novo (MG), Santa Maria Madalena (RJ), São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), São Mateus (ES), São Pedro dos Ferros (MG), Serra (ES), Silva Jardim (RJ), Sooretama (ES), Timóteo (MG) e Volta Redonda (RJ). URL https://mapbiomas-br-site.s3.amazonaws.com/Estat%C3%ADsticas/Dados_Cobertura_MapBiomas_5.0_UF-MUN_SITE_v2.xlsx (acesso em 15 de março de 2022).

Ações de conservação (3):

Ação Situação
5.1.2 National level on going
A espécie ocorre no território de abrangência do Plano de Ação Nacional para a conservação da flora endêmica ameaçada de extinção do estado do Rio de Janeiro (Pougy et al., 2018).
Referências:
  1. Pougy, N., Martins, E., Verdi, M., Fernandez, E., Loyola, R., Silveira-Filho, T.B., Martinelli, G. (Orgs.), 2018. Plano de Ação Nacional para a conservação da flora endêmica ameaçada de extinção do estado do Rio de Janeiro. Secretaria de Estado do Ambiente-SEA: Andrea Jakobsson Estúdio, Rio de Janeiro. 80 p.
Ação Situação
5.1.2 National level needed
A espécie ocorre em territórios que poderão ser contemplados por Planos de Ação Nacional (PAN) Territorial, no âmbito do projeto GEF Pró-Espécies - Todos Contra a Extinção: Território Vale do Paraíba - 30 (RJ), Território Rio de Janeiro - 32 (RJ), Território PAT Espinhaço Mineiro - 10 (MG), Território PAT Capixaba-Gerais - 33 (ES).
Ação Situação
1.1 Site/area protection on going
A espécie foi registrada nas seguintes Unidades de Conservação: Área de Proteção Ambiental Aldeia-Beberibe, Área de Proteção Ambiental da Bacia do Rio São João - Mico Leão, Área de Proteção Ambiental da Pedra Branca, Área de Proteção Ambiental da Prainha, Área de Proteção Ambiental de Cairuçu, Área de Proteção Ambiental de Grumari, Área de Proteção Ambiental de Mangaratiba, Área de Proteção Ambiental de Petrópolis, Área de Proteção Ambiental de Tinguá, Área de Proteção Ambiental do Alto Iguaçu, Área de Proteção Ambiental do Morro dos Cabritos, Área de Proteção Ambiental do Rio Guandu, Área de Proteção Ambiental Estadual Mestre Álvaro, Área de Proteção Ambiental Suruí, Monumento Natural dos Morros do Pão de Açúcar e Urca, Monumento Natural Municipal da Pedra de Inoã, Parque Estadual Cunhambebe, Parque Estadual da Serra da Tiririca, Parque Estadual de Dois Irmãos, Parque Estadual do Desengano, Parque Estadual do Rio Doce, Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Parque Nacional da Tijuca, Parque Natural Municipal da Prainha, Parque Natural Municipal de Niterói, Reserva Biológica de Poço das Antas, Reserva Biológica de Sooretama, Reserva Biológica do Córrego do Veado e Reserva Particular do Patrimônio Natural Recanto das Antas.

Ações de conservação (1):

Uso Proveniência Recurso
17. Unknown
Não existem dados sobre usos efetivos ou potenciais.