TROPAEOLACEAE

Tropaeolum pentaphyllum Lam.

LC

EOO:

276.085,516 Km2

AOO:

84,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Detalhes:

Ocorre nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Souza, 2012).

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2012
Avaliador: Diogo Marcilio Judice
Revisor: Tainan Messina
Categoria: LC
Justificativa:

?<i>T. pentaphyllum </i>ocorre amplamente no sul do Brasil, apresentando EOO de 248.613 Km². Apesar de possuir propriedades medicinais, aparentemente a exploração da espécie não influencia em sua capacidade de regeneração e manutenção de populações. Deste modo, a espécie não se encontra em risco iminente de extinção, enquadrando-se na categoria <i>Least concern </i>(LC).

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Descrita em Encycl. [J. Lamarck & al.] 1(2): 612. 1785. Nomes populares: "Chagas-da-miúda", "Capuchinha", "Sapatinhos-do-diabo" e "Chagas" (Mentz et al., 1997).

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Sim
Detalhes: Espécie utilizada para fins medicinais (Mentz et al., 1997).

População:

Flutuação extrema: Sim

Ecologia:

Biomas: Mata Atlântica
Fitofisionomia: Ocorre em floresta ombrófila densa (Oliveira, C.T. In Plantas da Floresta Atlântica; Stehmann, J.R. et al., 2009).
Habitats: 1.6 Subtropical/Tropical Moist Lowland, 3 Shrubland, 3.5 Subtropical/Tropical Dry, 4 Grassland, 4.5 Subtropical/Tropical Dry Lowland
Detalhes: Carateriza-se por ervas trepadeiras; apresenta síndrome de dispersão zoocórica (Venturi, 2000); floresce principalmente de Setembro a Dezembro (Rix, 2010).

Ameaças (1):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1 Habitat Loss/Degradation (human induced)
​AMata Atlântica já perdeu mais de 93% de sua área (Myers et al., 2000) e menos de 100.000 km² de vegetação remanesce.Algumas áreas de endemismo, agora possuem menos de 5% de sua floresta original(Galindo-Leal & Câmara, 2003). Dez porcento da cobertura florestal remanescentefoi perdida entre 1989 e 2000 apenas, apesar de investimentos consideráveis emvigilância e proteção (A. Amarante, dados não publicados). Antes cobrindo áreasenormes, as florestas remanescentes foram reduzidas a vários arquipélagos defragmentos florestais muito pequenos, bastante separados entre si (Gascon etal., 2000). As matas do nordeste já estavam em grande parte devastadas (criaçãode gado e exploração de madeira mandada para a Europa) no século XVI(Coimbra-Filho & Câmara, 1996). Dean (1996) identificou as causas imediatasda perda de habitat: a sobrexplotação dos recursos florestais por populaçõeshumanas (madeira, frutos, lenha, caça) e a exploração da terra para uso humano(pastos, agricultura e silvicultura). Subsídios do governo brasileiroaceleraram a expansão da agricultura e estimularam a superprodução agrícola(açúcar, café e soja; Galindo-Leal et al., 2003; Young, 2003). A derrubada deflorestas foi especialmente severa nas últimas três décadas; 11.650km2 deflorestas foram perdidos nos últimos 15 anos (284 km² por dia; Fundação SOSMata Atlântica & INPE, 2001; Hirota, 2003). Em adição à incessante perda dehábitat, as matas remanescentes continuam a ser degradadas pela extração delenha, exploração madeireira ilegal, coleta de plantas e produtos vegetais einvasão por espécies exóticas (Galetti & Fernandez, 1998; Tabarelli et al.,2004) (Tabarelli, M. et al., 2005).

Ações de conservação (1):

Ação Situação
1.2.1.3 Sub-national level
Espécie considerada Vulnerável (VU) pela Lista vermelha da flora do Rio Grande do Sul (CONSEMA-RS, 2002).

Ações de conservação (1):

Uso Proveniência Recurso
Bioativo
​As raízes de T. pentaphyllum são utilizadas como depurativas em certas dermatoses, e são antiescorbúticas (Mentz et al., 1997).