Arecaceae

Trithrinax brasiliensis Mart.

LC

EOO:

33.812,686 Km2

AOO:

68,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

A espécie ocorre no Brasil e Paraguai (Cano et al., 2013). No Brasil, apresenta distribuição: no estado do Paraná — nos municípios Cerro Azul, Francisco Beltrão, Pato Branco e Santa Maria do Oeste —, no estado do Rio Grande do Sul — nos municípios Bagé, Bom Jesus, Caçapava do Sul, Cachoeira do Sul, Canela, Caxias do Sul, Farroupilha, Jaquirana, Nonoai, Nova Petrópolis, Porto Alegre, São Martinho da Serra, Taquari, Torres e Vacaria —, e no estado de Santa Catarina — no município Araranguá.

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2021
Avaliador: Eduardo Amorim
Revisor: Monira Bicalho
Categoria: LC
Justificativa:

Trithrinax brasiliensis é uma palmeira que ocorre na região sul do Brasil. Possui distribuição na Mata Atlântica e nos Pampas (Campos Sulinos), em diferentes fitofisionomias. Apresenta extenso EOO= 222030km², constante presença em herbários, inclusive com coletas recentes, e ocorrência confirmada dentro dos limites de Unidades de Conservação de Proteção Integral. Apesar o AOO encontrar-se dentro do limite para aplicação do critério B2, não foram encontrados evidências de ameaças que comprometam a distribuição da espécie na natureza. Adicionalmente, não existem dados sobre tendências populacionais que atestem para potenciais reduções no número de indivíduos maduros, além de não serem descritos usos potenciais ou efetivos que comprometam sua perpetuação na natureza. A espécie foi avaliada anteriormente como Quase ameaça, contudo novas informações sobre sua distribuição foram incorporadas, possibilitando maior acurácia sobre suas ocorrência. Assim, T. brasiliensis foi considerada como de Menor Preocupação (LC), demandando ações de pesquisa (distribuição, tendências e números populacionais) a fim de ampliar o conhecimento disponível e garantir sua sobrevivência na natureza.

Possivelmente extinta? Não
Histórico:
Ano da valiação Categoria
2012 NT

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Descrita em: Hist. Nat. Palm. 2: 150, 1823. Pode ser diferenciada de T. acanthocoma através das folhas verde-grisáceas (verde-escuras em T. acanthocoma), com segmentos longo bifurcados, 22–35 cm a partir do ápice (curto bifurcados, 6–16 cm em T. acanthocoma), ápice não pungente e flexível (ápice pungente e rígido em T. acanthocoma), espinhos das fibras da bainha pouco persistentes (longo persistentes em T. biflabellada) (Soares, 2020). Popularmente conhecido como buriti-palito (Soares, 2020) ou carandá (Sühs e Putzke, 2010).

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Sim

População:

Flutuação extrema: Desconhecido
Detalhes: Não existem dados populacionais.

Ecologia:

Substrato: terrestrial
Forma de vida: tree
Luminosidade: heliophytic
Biomas: Pampa (Campos Sulinos)
Vegetação: Campo Limpo, Floresta Estacional Decidual, Floresta Estacional Semidecidual, Vegetação sobre afloramentos rochosos
Habitats: 1.5 Subtropical/Tropical Dry Forest, 6 Rocky Areas [e.g. inland cliffs, mountain peaks]
Detalhes: Palmeira com até 6,5 m de altura (Soares, 2020), heliófila (Soares et al., 2014). Ocorre no Pampa (Campos Sulinos) e na Floresta Atlântica, em Floresta Estacional Decidual, Floresta Estacional Semidecidual, Campo Limpo e Vegetação sobre afloramentos rochosos (Soares, 2020).
Referências:
  1. Soares, K.P., 2020. Trithrinax. Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. URL http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB34088 (acesso em 25 de setembro de 2021)
  2. Soares, K.P., Longhi, S.J., Witeck Neto, L., Assis, L.C. de 2014. Palmeiras (Arecaceae) no Rio Grande do Sul, Brasil. Rodriguésia 65, 113–139.

Ações de conservação (4):

Ação Situação
5.1.2 National level on going
A espécie ocorre no território de abrangência do Plano de Ação Nacional Lagoas do Sul para a conservação da flora melhorar o estado de conservação das espécies ameaçadas e dos ecossistemas das lagoas da planície costeira do sul do Brasil (ICMBio, 2018).
Referências:
  1. ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, 2018. Portaria nº 751, de 27 de agosto de 2018. Diário Oficial da União, 29/08/2018, Edição 167, Seção 1, p. 54. URL https://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/docs-pan/pan-lagoas-do-sul/1-ciclo/pan-lagoas-do-sul-portaria-aprovacao.pdf (acesso em 08 de outubro de 2021).
Ação Situação
5.1.2 National level needed
A espécie ocorre em territórios que poderão ser contemplados por Planos de Ação Nacional (PAN) Territorial, no âmbito do projeto GEF Pró-Espécies - Todos Contra a Extinção: Território PAT Paraná-São Paulo - 19 (PR), Território PAT Planalto Sul - 24 (RS), Território Santa Maria - 25 (RS), Território PAT Campanha Sul-Serra do Sudeste - 27 (RS).
Ação Situação
1.1 Site/area protection on going
A espécie foi registrada nas seguintes Unidades de Conservação: Parque Estadual de Itapeva, Parque Estadual do Ibitiriá e Parque Estadual Vitório Piassa.
Ação Situação
5.1.3 Sub-national level on going
A espécie foi avaliada como Criticamente em Perigo (CR)[A4acd] na lista oficial das espécies da flora ameaçadas de extinção no Estado do Rio Grande do Sul (Rio Grande do Sul, 2014).
Referências:
  1. Rio Grande do Sul, 2014. Lista de espécies da flora nativa ameaçadas de extinção no Estado do Rio Grande do Sul. Decreto nº 52.109, 01/12/2014, Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Sul, 02/12/2014, nº 233, pp. 2-12. URL http://www.al.rs.gov.br/filerepository/repLegis/arquivos/DEC%2052.109.pdf (acesso em 08 de outubro de 2021).

Ações de conservação (1):

Uso Proveniência Recurso
17. Unknown
Não existem dados sobre usos efetivos ou potenciais.