Meliaceae

Trichilia tetrapetala C.DC.

LC

EOO:

1.568.532,556 Km2

AOO:

112,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Espécie endêmica do Brasil (Flores, 2020), com distribuição: no estado da Bahia — nos municípios Arataca, Barro Preto, Ipiaú , Una e Uruçuca —, no estado do Espírito Santo — nos municípios Cachoeiro de Itapemirim, Conceição do Castelo, Itapemirim , Linhares, Mimoso do Sul, Nova Venécia e Vitória —, no estado do Maranhão — no município Bom Jesus das Selvas —, no estado do Paraná — nos municípios Jaguariaíva e Morretes —, no estado do Rio de Janeiro — nos municípios Barra Mansa, Niterói, Nova Friburgo, Petrópolis, Rio de Janeiro, São Francisco de Itabapoana e Volta Redonda —, e no estado de Santa Catarina — nos municípios Blumenau e Ibirama.

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2021
Avaliador: Eduardo Amorim
Revisor: Lucas Jordão
Categoria: LC
Justificativa:

Trichilia tetrapetala é uma árvore que ocorre nas Florestas Ombrófilas da Mata Atlântica. Apresenta EOO= 1320449km² e mais de 10 situações de ameaças. Apesar das os registro das espécie ocorrerem em municípios com perdas significativas da vegetação pelas atividades pecuaristas, não há indícios das ameaças incidentes sobre a espécie pela análise de sobreposição do AOO com o uso do solo. Assim, T. tetrapetala foi considerada de Menor Preocupação (LC) neste momento. Demandando assim, ações de pesquisa (tendências e números populacionais) a fim de se ampliar o conhecimento disponível e garantir sua perpetuação na natureza no futuro.

Possivelmente extinta? Não
Histórico:
Ano da valiação Categoria
2012 LC

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Descrita em: Fl. Bras. 11(1): 211, 1878. É reconhecida conhecido pelo indumentum que é uma mistura de minúsculos pelos basifixos e dibráquicos adpressos, folíolos 5 – 10, alternados ou opostos, oblongos largos, elípticos ou lanceolados, inflorescência em um pequeno tirso subglabro, pétalas livres ou fundidas a um terço de seu comprimento, valvado, tubo estaminal urceolado ou ciatiforme, filamentos completamente fundidos, semente solitária, completamente circundada por um arilo carnoso (Pennington, 2016). Popularmente conhecida como baga-de-morcego (Freitas, 2013). A espécie foi avaliada como Em Perigo (EN, B1+2c) na Lista Vermelha da IUCN (Pires O'Brien, 1998).

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Desconhecido
Detalhes: Não é conhecido valor econômico da espécie.

População:

Flutuação extrema: Desconhecido
Detalhes: Em estudo realizado em 0,2 ha da Reserva Biológica de Una, Bahia, foram registrados quatro indivíduos de Trichilia tetrapetala C.DC. (Lopes, Mariano-Neto e Amorim, 2015). No entanto, Freitas (2013), encontrou apenas um indivíduo no Parque Natural Municipal do Curió, Paracambi, RJ, com 914 ha de área total.
Referências:
  1. Freitas, M.A.P.G. de, 2013. Espécies arbóreas ameaçadas de extinção ocorrentes no Parque Natural Municipal do Curió, Paracambi, RJ. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - TCC - Engenharia Florestal - Seropédica, RJ.
  2. Lopes, L.C.M., Mariano-Neto, E., Amorim, A.M., 2015. Estrutura e composição florística da comunidade lenhosa do sub-bosque em uma floresta Tropical no Brasil. Bol. Mus. Biol. Mello Leitão 37, 361–391.

Ecologia:

Substrato: terrestrial
Forma de vida: tree
Longevidade: perennial
Biomas: Mata Atlântica
Vegetação: Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial)
Habitats: 1.6 Subtropical/Tropical Moist Lowland Forest
Detalhes: Árvore com até 5 m de altura (Pennington, Styles e Taylor, 1981). Ocorre na Mata Atlântica, em Floresta Ombrófila (Flores, 2020).
Referências:
  1. Flores, T.B., 2020. Meliaceae. Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. URL http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB10017 (acesso em 08 de setembro de 2021)
  2. Pennington, T.D., Styles, B.T., Taylor, D.A.H., 1981. Meliaceae, with Accounts of Swietenioideae and Chemotaxonomy. Flora Neotrop. 28, 1–470.

Reprodução:

Detalhes: De acordo com Pennington, Styles e Taylor (1981), as flores foram registradas de novembro a janeiro, sendo que o único exemplar frutífero é de novembro. No Espírito Santo, Trichilia tetrapetala floresce nos meses mais chuvosos do ano (novembro, dezembro e janeiro) e frutifica entre abril e outubro (Flores, Souza e Coelho, 2017).
Fenologia: flowering (Nov~Jan), fruiting (Apr~Oct)
Síndrome de polinização: entomophily
Síndrome de dispersão: zoochory
Referências:
  1. Flores, T.B., Souza, V.C., Coelho, R.L.G., 2017. Flora do Espírito Santo: Meliaceae. Rodriguésia 68, 1693–1723. https://doi.org/10.1590/2175-7860201768512
  2. Pennington, T.D., Styles, B.T., Taylor, D.A.H., 1981. Meliaceae, with Accounts of Swietenioideae and Chemotaxonomy. Flora Neotrop. 28, 1–470.

Ameaças (1):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.2 Ecosystem degradation 7.1.3 Trend Unknown/Unrecorded habitat,occupancy past,present,future national low
Um total de 5,6% (6,05km²) da AOO útil da espécie queimaram em 2019 [Formação Florestal (2,34%), Pastagem (2,14%), Mosaico Agricultura e Pastagem (1,12%)] (MapBiomas-Fogo, 2021).
Referências:
  1. MapBiomas-Fogo, 2021. Projeto MapBiomas Fogo - Coleção 5 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 2019. URL https://https://mapbiomas.org (acesso em 13 de setembro de 2021).

Ações de conservação (3):

Ação Situação
5.1.2 National level on going
A espécie ocorre no território de abrangência do Plano de Ação Nacional para a conservação da flora endêmica ameaçada de extinção do estado do Rio de Janeiro (Pougy et al., 2018).
Referências:
  1. Pougy, N., Martins, E., Verdi, M., Fernandez, E., Loyola, R., Silveira-Filho, T.B., Martinelli, G. (Orgs.), 2018. Plano de Ação Nacional para a conservação da flora endêmica ameaçada de extinção do estado do Rio de Janeiro. Secretaria de Estado do Ambiente-SEA: Andrea Jakobsson Estúdio, Rio de Janeiro. 80 p.
Ação Situação
5.1.2 National level needed
A espécie ocorre em territórios que poderão ser contemplados por Planos de Ação Nacional (PAN) Territorial, no âmbito do projeto GEF Pró-Espécies - Todos Contra a Extinção: Território PAT Paraná-São Paulo - 19 (PR), Território Rio de Janeiro - 32 (RJ), Território PAT Capixaba-Gerais - 33 (ES), Território Itororó - 35 (BA).
Ação Situação
1.1 Site/area protection on going
A espécie foi registrada nas seguintes Unidades de Conservação: Área de Proteção Ambiental de Petrópolis, Área de Proteção Ambiental Estadual da Escarpa Devoniana, Área de Proteção Ambiental Lagoa Encantada, Área de Relevante Interesse Ecológica Floresta da Cicuta, Floresta Nacional de Ibirama, Parque Estadual da Serra da Tiririca, Parque Nacional da Serra das Lontras, Parque Nacional da Tijuca e Parque Natural Municipal de Niterói.

Ações de conservação (1):

Uso Proveniência Recurso
17. Unknown
Não existem dados sobre usos efetivos ou potenciais.