Espécie endêmica do Brasil (Flores, 2020), com distribuição: no estado de Alagoas — no município Quebrangulo —, no estado da Bahia — nos municípios Barra do Choça, Ibirapitanga, Ilhéus, Itacaré, Jequié, Maracás, Morro do Chapéu, Una, Uruçuca e Vitória da Conquista —, no estado do Ceará — nos municípios Aratuba e Guaramiranga —, no estado do Espírito Santo — nos municípios Baixo Guandu, Guarapari e Linhares —, no estado de Minas Gerais — no município Dores de Guanhães —, Paráíba — no município Mataraca —, no estado de Pernambuco — nos municípios Araripina e Jaqueira —, e no estado do Rio de Janeiro — nos municípios Itaguaí, Natividade, Rio de Janeiro e Silva Jardim.
Trichilia ramalhoi é uma árvore de grande porte, que ocorre em Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila e Restinga, na Mata Atlântica, Apresenta EOO= 675711km² e mais de 10 situações de ameaças, visto as ocorrências em áreas protegidas ou em locais com baixa pressão das atividades pecuaristas ou antrópicas relacionadas à infraestrutura urbana. T. ramalhoi foi considerada com Menor Preocupação (LC), o valor de EOO e o número de situações de ameaças, extrapolam os limiares para incluir a espécie em uma categoria de ameaça. Somado a isto, não existem dados de declínios populacionais para aplicação de outros critérios. Demandando assim, ações de pesquisa (tendências e números populacionais) a fim de se ampliar o conhecimento disponível e garantir sua perpetuação na natureza no futuro.
| Ano da valiação | Categoria |
|---|---|
| 2012 | NT |
Descrita em: Leandra 4/5: 11, 1974. É reconhecida pelas flores branco-esverdeadas, frutos maduros castanhos, contendo uma semente com um arilódio vermelho (Pennington, 2016). Popularmente conhecida como Caixão-preto na Bahia (Pennington, Styles e Taylor, 1981). A espécie foi avaliada como Vulnerável (VU, A1ac) na Lista Vermelha da IUCN (Pires O'Brien, 1998).
| Ação | Situação |
|---|---|
| 5.1.2 National level | on going |
| A espécie ocorre no território de abrangência do Plano de Ação Nacional para a conservação da flora endêmica ameaçada de extinção do estado do Rio de Janeiro (Pougy et al., 2018). | |
Referências:
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| Ação | Situação |
|---|---|
| 5.1.2 National level | needed |
| A espécie ocorre em territórios que poderão ser contemplados por Planos de Ação Nacional (PAN) Territorial, no âmbito do projeto GEF Pró-Espécies - Todos Contra a Extinção: Território Rio de Janeiro - 32 (RJ), Território PAT Capixaba-Gerais - 33 (ES, RJ), Território Itororó - 35 (BA). | |
| Ação | Situação |
|---|---|
| 1.1 Site/area protection | on going |
| A espécie foi registrada nas seguintes Unidades de Conservação: Área de Proteção Ambiental Baía de Camamu, Área de Proteção Ambiental Costa de Itacaré/Serra Grande, Área de Proteção Ambiental da Pedra Branca, Área de Proteção Ambiental da Serra de Baturité, Área de Proteção Ambiental de Setiba, Área de Proteção Ambiental do Rio Guandu, Área de Proteção Ambiental Itaguaí Itingussú Espigão Taquara, Parque Nacional da Tijuca, Refúgio de Vida Silvestre de Una, Reserva Biológica de Pedra Talhada, Reserva Biológica de Poço das Antas, Reserva Biológica de Una, Reserva Particular do Patrimônio Natural Reserva Florestal Engenheiro João Furtado de Mendonça e Reserva Particular do Patrimônio Natural Sítio Lagoa. | |
| Uso | Proveniência | Recurso |
|---|---|---|
| 14. Research | natural | leaf |
| Em estudos realizados nos últimos anos diversos autores (Ambrozin et al., 2004, Fazel Nabavi et al., Gomes et al., 2020) puderam constatar que extratos da casca do caule, ramos e folhas de Trichilia ramalhoi Rizzini apresentam atividades anti-inflamatórias e antinociceptivas, além de alto poder antiparasitário contra Trypanosoma cruzi revelando ser uma fonte promissora para a busca de novos fármacos para a doença de Chagas. | ||
Referências:
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