Espécie endêmica do Brasil (Flora do Brasil 2020 em construção, 2019), com ocorrência nos estados: ESPÍRITO SANTO, município de Castelo (Pirani 2822), Itarana (Salviani 1844); MINAS GERAIS, município Caratinga (Andrade 309), Januária (Bahia s.n.), Marliéria (Stehmann 2964); RIO DE JANEIRO, municípios Carmo (Neves 97), Nova Friburgo (Nadruz 331).
Árvore de até 20 m de altura, endêmica do Brasil (Flora do Brasil 2020 em construção, 2019). Foi coletada em Área antrópica, Floresta Ombrófila Densa associada à Mata Atlântica e no Cerrado Lato sensu nos estados Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Apresenta distribuição ampla, EOO= 87967 km² e AOO=32 km². Perda de habitat como consequência do desmatamento pelo desenvolvimento urbano, mineração, agricultura e pecuária representa a maior causa de redução na biodiversidade da Mata Atlântica. Estima-se que restem apenas entre 11,4% a 16% da vegetação original deste hotspot, e cerca de 42% da área florestal total é representada por fragmentos menores que 250 ha (Ribeiro, et al. 2009). No Cerrado a taxa de desmatamento tem aumentado, principalmente devido à expansão do gado, indústrias de soja, reservatórios de hidrelétricas e expansão de áreas urbanas (Françoso, et al. 2015, Ratter et al. 1997). Na região do médio rio Doce, onde a espécie ocorre apresenta remanescentes de florestas que sofreram diferentes graus de perturbação, seja pela ação de desmatamentos, corte seletivo de madeira e/ou fogo (França e Stehmann, 2013). Não existem dados sobre tendências populacionais e não são descritos usos efetivos ou potenciais que comprometam sua sobrevivência na natureza. A espécie ocorre no território de abrangência do Plano de Ação Nacional para a conservação da flora endêmica ameaçada de extinção do estado do Rio de Janeiro (Pougy, et al. 2018), porém a espécie aparenta ser rara no Cerrado. Diante do exposto, a espécie foi considerada Quase Ameaçada (NT), demandando ações de pesquisa (tendências e tamanho populacional) e conservação ex-situ a fim de se garantir sua conservação na natureza.
Descrita em: Flora Brasiliensis 13(3): 505. 1900.
| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 2.1.3 Agro-industry farming | habitat | past,present | regional | very high |
| A Região Noroeste Fluminense, área largamente utilizada por atividades agropecuárias, destacando o café no Estado do Espírito Santo e a cana-de-açúcar e pecuária no Rio de Janeiro (Lumbreras et al.,2004, Zoccal et al. 2006). No passado, a monocultura do café constituía a grande riqueza fluminense, influenciando o cultivo dos cafezais capixabas na região sul do estado. No entanto, erosão dos solos e a abolição da escravatura provocaram sua decadência, sendo substituído pelo plantio de cana-de-açúcar, principalmente na região norte-fluminense. Adicionalmente, o cultivo da cana-de açúcar, foi responsável pelo desaparecimento quase que completo das formações florestais (Fundação CIDE, 2001). A cana-de-açúcar, item mais expressivo da produção agrícola no fim do século XX, mantém-se como principal produto agrícola, com seu cultivo concentrado na região de Campos. Ainda hoje, o cultivo da cana e a produção do açúcar/álcool se posicionam com destaque na economia. No sul do Espírito Santo, o café continua sendo a principal atividade agrícola (SEAMA 2018). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 2.3 Livestock farming & ranching | habitat | past,present,future | regional | very high |
| No passado, a Fazenda Muribeca, que abrangia o sul do Espírito Santo e norte do estado do Rio de Janeiro, era considerada a maior propriedade pecuarista do Brasil e se configurava como um importante elemento de interação da fronteira Espírito Santo- Rio de Janeiro, de forma a otimizar um trânsito populacional e financeiro constante na região. Além da pecuária, produzia-se cana-de-açúcar, mandioca e pescados (Plano de Desenvolvimento: Presidente Kennedy, 2018). Segundo a classificação de uso do solo, atualmente o pasto ocupa a maior parte da área dos municípios na região sul do Espirito Santo (SEAMA 2018). A região Noroeste Fluminense a agropecuária (pecuária leiteira) é a principal atividade econômica. A pecuária é extensiva, com a estrutura fundiária concentrada e uso inadequado do solo. Além disso, nesta região o longo período de atividades agropecuárias, o uso regular de fogo e mecanização intensiva resultou em elevado grau de degradação dos solos e, por conseguinte, na decadência sócio-econômicada região, na qual as atividades de uso atual das terras são pastagens degradadas (Gama-Rodrigues & May, 2001). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.2 Ecosystem degradation | 2.3 Livestock farming & ranching | habitat | past,present | regional | high |
| O município de Caratinga (MG) com 125877 tem 63061 (50%) de seu território convertidos em pastagem (Lapig, 2019). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 1.1 Housing & urban areas | regional | high | ||
| As ocupações urbanas das cidades de Januária e Itacarambi, notoriamente, constam de ausência de infra-estrutura de saneamento básico, informação esta revelada nas análises de água efetuadas em dois pontos do rio São Francisco e nos dados estatísticos de cada município. Com relação às vilas rurais, estas ocasionam impactos nos recursos hídricos, considerando-se os seguintes aspectos: Uso do solo sem práticas agrícolas adequadas, inclusive de Áreas de Proteção Permanente (APP) dos rios Peruaçu e São Francisco, ocasionando carreamento de material inconsolidado (erosão laminar)para a calha dos rios, propiciando o assoreamento; Uso dos recursos hídricos para abastecimento e para irrigação, sem licença, ocasionando retirada excessiva; Uso de agrotóxicos nas plantações adjacentes aos corpos d´água, bem como em outras áreas, sendo parte dos químicos carreados pelas águas das chuvas e pela águas subterrâneas para os cursos d´água principais; Ausência de sistema de tratamento de esgoto e instalação inadequada de fossas sépticas, permitindo a condução de coliformes fecais para os cursos d´água e aqüíferos subterrâneos, agravando o quadro de endemias como a esquistossose (ICMBio, 2005). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 2.1 Species mortality | 5.3 Logging & wood harvesting | habitat | past,present | regional | high |
| A região do médio rio Doce apresenta remanescentes de florestas que sofreram diferentes graus de perturbação, seja pela ação de desmatamentos, corte seletivo de madeira e/ou fogo (França e Stehmann, 2013). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 2.1.3 Agro-industry farming | habitat | past,present | national | very high |
| Estudos apontam que no Cerrado brasileiro restam apenas 50% da cobertura florestal natural. A taxa de desmatamento tem aumentado, principalmente devido à expansão do gado, indústrias de soja, reservatórios de hidrelétricas e expansão de áreas urbanas (Françoso et al,. 2015, Ratter et al., 1997). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 2.1 Species mortality | 5.3 Logging & wood harvesting | habitat,mature individuals | past,present | national | very high |
| Estima-se que restem apenas entre 11,4% a 16% da vegetação original da Mata Atlântica, e cerca de 42% da área florestal total é representada por fragmentos menores que 250 ha (Ribeiro, et al. 2009). | |||||
Referências:
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| Ação | Situação |
|---|---|
| 5.1.2 National level | needed |
| A espécie ocorre em um território que será contemplado por Plano de Ação Nacional (PAN) Territorial, no âmbito do projeto GEF pró-espécies: todos contra a extinção: Território Espírito Santo- 33 (ES). | |
| Ação | Situação |
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| 5.1.2 National level | on going |
| A espécie ocorre no território de abrangência do Plano de Ação Nacional para a conservação da flora endêmica ameaçada de extinção do estado do Rio de Janeiro (Pougy et al., 2018). A espécie será beneficiada por ações de conservação que estão sendo implantadas no PAN Rio, mesmo não sendo endêmica e não contemplada diretamente por ações de conservação. | |
Referências:
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| Uso | Proveniência | Recurso |
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| 17. Unknown | ||
| Não existem dados sobre usos efetivos ou potenciais. | ||