Espécie endêmica do Brasil, encontrada nas regiões Nordeste, Centro-Oeste (Goiás, Distrito Federal), Sudeste (Minas Gerais) (Guimarães 2010). Guimarães (1997) cita a ocorrência da espécie para a Bahia. No estado do Paraná ocorre apenas sob cultivo sendo utilizada na arborização urbana (Meyer, 2008).
<i>Tibouchina candolleana</i> (Mart. ex DC.) Cogn. é amplamente distribuída em território nacional e ocorre em diferentes fisionomias vegetacionais do Cerrado. Segundo Oliveira-Filho e Fontes (2000) a espécie pertence à formação florestal Atlântica Semi-Decídua Montana e Sub-Montana do oeste. Existem registros de ocorrência em Matas Ciliares (Guimarães 1997), Veredas em Uberlândia (Araújo <i>et al</i>. 2002), Floresta Semidecíduas em RPPN Fazenda Carneiro (MG, Siqueira <i>et al</i>. 2006), áreas de Cerrado Típico e Cerrado Sujo na Estação ecológica de Águas Emendadas (SNUC; Silva 2007) e Campos Rupestres na Serra de Delfinópolis (MG, Oliveira & Romero 2008). A espécie está protegida por outras unidades de conservação e é cultivada em Jardins Botânicos, além de ser utilizada na arborização urbana (Guizzo & Jasper 2005, Kurihara <i>et al</i>. 2005, Bertoldo et al. 2007). Por estas razões, <i>Tibouchina candolleana</i> (Mart. ex DC.) Cogn. foi considerada sob baixo risco de extinção e classificada como <i>Least Concern</i> (LC).
Guimarães (1997) cita os seguintes sinônimos para a espécie:Lasiandra candolleana Mart. ex DC.Rhexia candolleana Mart.Tibouchina setulosa Spreng ex Cogn. Nome popular: quaresma (van der Berg; Oliveira-Filho, 2000). Pode ser facilmente diferenciada das outras espécies pela presença de tricomas estrigosos, com ramificações pequenas e por isso denominados dendríticos, nas folhas, hipanto e lacínias. Na folha a face adaxial apresenta tricomas que estão distribuídos nos espaços entre as nervuras, além de nervuras supra-basais (Meyer, 2008).
| Ação | Situação |
|---|---|
| 1.2.1.3 Sub-national level | on going |
| Vulnerável (VU). Lista vermelha da flora de São Paulo (SMA-SP,2004). | |
| Ação | Situação |
|---|---|
| 4.4.2 Establishment | on going |
| Encontrada nas seguintes unidades de conservação (SNUC): Parque Florestal Quedas do Rio Bonito (MG, Marques et al., 2000); Reserva Eológica IBGE (DF), Parque Nacional da Serra da Canastra (MG), entre outras (CNCFLora, 2011). | |
| Uso | Proveniência | Recurso |
|---|---|---|
| Ornamental | ||
| Utilizada como arborização urbana (Guizo; Jasper, 2005; Kurihara; Imaña-Encinas; Paula, 2005). No estado do Paraná ocorre apenas sob cultivo sendo utilizada na arborização urbana (Meyer, 2008). | ||