Espécie endêmica do Brasil (Soares, 2022), com distribuição: no estado de Minas Gerais — nos municípios Padre Paraíso e Ponto dos Volantes.
Palmeira de até 8 m de altura, endêmica do estado de Minas Gerais, nos municípios Padre Paraíso e Ponto dos Volantes, ocorre na Mata Atlântica, em fitofisionomias de Floresta Ombrófila e Vegetação Sobre Afloramentos Rochosos. Apresenta EOO igual a 2km², AOO igual a 8km² e duas localizações condicionadas à ameaça. Considerando as áreas de atividades pecuaristas e silvicultura como os principais vetores de ameaça contra a perpetuação da espécie. Em 2020, a espécie apresentava 35,37% (424,47 ha) da sua AOO e 51,11% (145,49 ha) da sua EOO convertidos em áreas de pastagem, conversão que tem crescido a uma taxa de 2,61% ao ano desde 2002 até 2020. Em 2020, a espécie apresentava 18,64% (223,74 ha) da sua AOO e 26,65% (75,87 ha) da sua EOO convertidos em áreas de mosaico de agricultura e pastagem. Além disso, o município Ponto dos Volantes (MG) possui 6,31% (7645ha) do seu território convertido em áreas de silvicultura. Assim, infere-se declínio continuado de extensão de ocorrência, área de ocupação e qualidade de habitat. Desta maneira, a espécie foi avaliada como Em Perigo (EN) de extinção. Recomendam-se buscas por novos registros de ocorrências, ações de pesquisa e de conservação in situ e ex situ a fim de ampliar o conhecimento disponível e garantir sua sobrevivência na natureza.
Descrita em: Palms 54(1): 21, 2010. Popularmente conhecida como coco-de-quarta. Apresenta feixes de fibras adaxiais curtos com formato irregular a arredondado; camada de cutícula muito espessa. Syagrus kellyana é afim de S. cearensis, S. picrophylla, S. guaratinguensis e S. lorenzoniorum pelo endosperma de seus frutos mcom cavidade central. Difere de S. cearensis pelo estipe sempre solitário, frutos ovais, com um bico e epicarpo recoberto por indumento ferrugíneo apenas na extremidade (S. cearensis: estipe solitário, porém mais comumente formando caules gêmeos ou em múltiplos de dois, frutos globosos, achatados no ápice, densamente recobertos por indumento em toda superfície). Difere de Syagrus picrophylla e de S. lorenzoniorum através da sua inflorescência cuja as extremidades das ráquilas da inflorescência secam e ficam retorcidas durante a maturação dos frutos; e pelos frutos com mesocarpo suculento (Ráquilas retas, grossas, que permanecem com as pontas verdes mesmo durante a maturação dos frutos, além de frutos fibrosos e pouco suculentos em S. picrophylla e S. lorenzoniorum) (Soares, 2022).
| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 2.1.4 Scale Unknown/Unrecorded | habitat | past,present,future | regional | high |
| Em 2020, a espécie apresentava 18,64% (223,74 ha) da sua AOO convertidos em áreas de mosaico de agricultura e pastagem, atividade que diminui a uma taxa de -0,48% aa desde 1985 até 2020. No entanto, desde 1997 até 2020, a conversão tem diminuído a uma taxa de -0,42% aa. Em 2020, a espécie apresentava 26,65% (75,87 ha) da sua EOO convertidos em áreas de mosaico, atividade que diminui a uma taxa de -0,48% aa desde 1985 até 2020. No entanto, desde 1997 até 2020, a conversão tem diminuído a uma taxa de -0,42% aa (MapBiomas, 2022). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 2.2.3 Scale Unknown/Unrecorded | habitat | past,present,future | regional | medium |
| De acordo com o IBGE, o município Ponto dos Volantes (MG) possui 6,31% (7645ha) do seu território convertido em áreas de silvicultura, segundo dados de 2020 (IBGE, 2022). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 2.3.4 Scale Unknown/Unrecorded | habitat | past,present,future | regional | medium |
| De acordo com o Atlas das Pastagens Brasileiras, os municípios Padre Paraíso (MG) e Ponto dos Volantes (MG) possuem, respectivamente, 18,07% (9837,77ha) e 22,02% (26698,6ha) de seus territórios convertidos em áreas de pastagem, segundo dados de 2020 (Lapig, 2022). De acordo com o MapBiomas, os municípios Padre Paraíso (MG) e Ponto dos Volantes (MG) possuem, respectivamente, 17,75% (9663,62ha) e 21,73% (26349,9ha) de seus territórios convertidos em áreas de pastagens, segundo dados de 2020 (MapBiomas, 2022a). Em 2020, a espécie apresentava 35,37% (424,47 ha) da sua AOO convertidos em áreas de pastagem, atividade que diminui a uma taxa de -0,32% aa desde 1985 até 2020. No entanto, desde 2002 até 2020, a conversão tem crescido a uma taxa de 2,61% aa. Em 2020, a espécie apresentava 51,11% (145,49 ha) da sua EOO convertidos em áreas de pastagem, atividade que diminui a uma taxa de -0,32% aa desde 1985 até 2020. No entanto, desde 2002 até 2020, a conversão tem crescido a uma taxa de 2,61% aa. Em 2020, a espécie apresentava 18,64% (223,74 ha) da sua AOO convertidos em áreas de mosaico de agricultura e pastagem, atividade que diminui a uma taxa de -0,48% aa desde 1985 até 2020. No entanto, desde 1997 até 2020, a conversão tem diminuído a uma taxa de -0,42% aa. Em 2020, a espécie apresentava 26,65% (75,87 ha) da sua EOO convertidos em áreas de mosaico, atividade que diminui a uma taxa de -0,48% aa desde 1985 até 2020. No entanto, desde 1997 até 2020, a conversão tem diminuído a uma taxa de -0,42% aa (MapBiomas, 2022b). | |||||
Referências:
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| Ação | Situação |
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| 1.1 Site/area protection | needed |
| A espécie não é conhecida em nenhuma unidade de conservação, mas claramente existe a necessidade de melhorar a proteção do habitat nos locais onde se sabe que ela ocorre. São necessárias pesquisas adicionais para determinar se esta espécie está ou não experimentando um declínio efetivo ou está passando por flutuações naturais da população. | |
| Uso | Proveniência | Recurso |
|---|---|---|
| 17. Unknown | ||