Espécie endêmica do Brasil (Soares, 2020), com distribuição: no estado da Bahia — nos municípios Alagoinhas, Belmonte, Cairu, Cardeal da Silva, Dom Macedo Costa, Entre Rios, Feira de Santana, Ilhéus, Itaguaçu da Bahia, Jandaíra, Jequié, Nova Viçosa, Porto Seguro, Salvador, Una e Uruçuca —, no estado do Espírito Santo — nos municípios Aracruz, Linhares, Pinheiros e São Mateus —, e no estado de Minas Gerais — no município Mantena.
Syagrus botryophora é uma palmeira com até 20 m de altura, endêmica do Brasil, ocorre em Floresta Ciliar e Floresta Ombrófila associados à Mata Atlântica, conhecida popularmente como pati e patitoba (Soares, 2020). Apresenta EOO= 230094km², AOO= 120km² e oito a nove situações de ameaças. A espécie tem registros no Estado do Espírito Santo, nos municípios Aracruz e Linhares, no estado da Bahia e Minas Gerais. Consideram-se as ameaças os registros próximos a áreas de infraestrutura urbana, silvicultura e em áreas e mosaicos de pastagem e agricultura, como fatores que possam levar as subpopulações à extinção. Cerca de 24,74% (2176,98ha) do AOO útil da espécie ocorre em áreas e mosaicos de pastagem e agricultura (MapBiomas, 2021). Cinco situações de ameaças distintas foram consideradas para os registros ocorrentes dentro dos limites de unidades de conservação. Diante o cenário de ameaças vigentes infere-se o declínio contínuo de qualidade de habitat. Anteriormente, a espécie foi avaliada como de Menor Preocupação (LC), mas com a melhoria na qualidade dos dados e análises, S. botryophora foi considerada Vulnerável (VU) de extinção. Recomendam-se ações de pesquisa (busca por novas áreas de ocorrência, censo e tendências populacionais, estudos de viabilidade populacional) e conservação (Plano de Ação, garantia de efetividade de UCs) a fim de se garantir sua perpetuação na natureza, pois as pressões verificadas ao longo de sua distribuição podem ampliar seu risco de extinção.
| Ano da valiação | Categoria |
|---|---|
| 2012 | LC |
Descrita em: Voy. Amér. Mér. 133, 1834 [1847]. É reconhecida pelo estipe solitário/elevado que apresenta folhas com pinas regularmente distribuídas e inseridas em um único plano sobre a raque fortemente recurvada. A bráctea peduncular da inflorescência é muito espessa, entre 8 – 15 mm (comparada apenas com S. pseudococos). Popularmente conhecida como pati e patitoba na Bahia (Soares, 2020).
| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 1.1 Housing & urban areas | habitat,occupancy | past,present,future | regional | medium |
| De acordo com o MapBiomas, o município Feira de Santana (BA) possui 12% (15653ha) do seu território convertido em áreas de infraestrutura urbana, segundo dados de 2019 (MapBiomas, 2021a). Em 2014, a espécie apresentava 6,49% (570,87ha) da sua AOO útil (8800ha) em áreas de infraestrutura urbana. Em 2019, a espécie apresentava 6,74% (593,21ha) da sua AOO útil (8800ha), o que representou um acréscimo de 0,25% (22,34ha) em áreas de infraestrutura urbana (MapBiomas, 2021b). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 2.1.4 Scale Unknown/Unrecorded | habitat,occupancy | past,present,future | regional | low |
| De acordo com o MapBiomas, os municípios Pinheiros (ES) e São Mateus (ES) possuem, respectivamente, 5,24% (5103ha) e 11,12% (26083ha) de seus territórios convertidos em áreas de culturas agrícolas (exceto soja e cana-de-açúcar), segundo dados de 2019 (MapBiomas, 2021a). Em 2014, a espécie apresentava 9,14% (804,61ha) da sua AOO útil (8800ha) em áreas de mosaico de agricultura e pastagem, enquanto em 2019, a espécie apresentava 10,55% (928,11ha), o que representou um acréscimo de 1,41% (123,5ha) em áreas de mosaico de agricultura e pastagem (MapBiomas, 2021b). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 2.2.3 Scale Unknown/Unrecorded | habitat | past,present,future | national | low |
| De acordo com o MapBiomas, os municípios Aracruz (ES), Cardeal da Silva (BA), Entre Rios (BA), Linhares (ES), Nova Viçosa (BA), Pinheiros (ES), Porto Seguro (BA) e São Mateus (ES) possuem, respectivamente, 27,32% (38796ha), 6,82% (2001ha), 5,73% (6804ha), 6,21% (21723ha), 54,58% (71852ha), 5,62% (5467ha), 11,04% (25243ha) e 24,35% (57119ha) de seus territórios convertidos em áreas de silvicultura, segundo dados de 2019 (MapBiomas, 2021). De acordo com o IBGE, os municípios Alagoinhas (BA), Aracruz (ES), Belmonte (BA), Cardeal da Silva (BA), Entre Rios (BA), Jandaíra (BA), Nova Viçosa (BA), Pinheiros (ES), Porto Seguro (BA) e São Mateus (ES) possuem, respectivamente, 12,18% (8625ha), 23,68% (33630ha), 9,69% (18800ha), 13,68% (4014ha), 17,44% (20715ha), 5,88% (3768ha), 41,62% (54786ha), 11,09% (10792ha), 7,52% (17200ha) e 18,26% (42849ha) de seus territórios convertidos em áreas de silvicultura, segundo dados de 2019 (IBGE, 2021). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 2.3.4 Scale Unknown/Unrecorded | habitat,occupancy | past,present,future | national | medium |
| De acordo com o Atlas das Pastagens Brasileiras, os municípios Alagoinhas (BA), Aracruz (ES), Belmonte (BA), Cardeal da Silva (BA), Dom Macedo Costa (BA), Entre Rios (BA), Feira de Santana (BA), Ilhéus (BA), Itaguaçu da Bahia (BA), Jandaíra (BA), Jequié (BA), Linhares (ES), Mantena (MG), Nova Viçosa (BA), Pinheiros (ES), Porto Seguro (BA), Salvador (BA), São Mateus (ES) e Una (BA) possuem, respectivamente, 60,18% (42598ha), 37,48% (53228ha), 33,58% (65134ha), 29,83% (8754ha), 90,98% (8623ha), 35,54% (42210ha), 81,94% (106881ha), 13,02% (20677ha), 27,97% (120569ha), 33,16% (21249ha), 33,7% (100062ha), 47,21% (165042ha), 65,25% (44713ha), 22,02% (28989ha), 72,16% (70218ha), 38,19% (87302ha), 11,01% (7632ha), 48,51% (113804ha) e 11,75% (13242ha) de seus territórios convertidos em áreas de pastagem, segundo dados de 2019 (Lapig, 2021). De acordo com o MapBiomas, os municípios Alagoinhas (BA), Aracruz (ES), Belmonte (BA), Cardeal da Silva (BA), Dom Macedo Costa (BA), Entre Rios (BA), Feira de Santana (BA), Ilhéus (BA), Itaguaçu da Bahia (BA), Jandaíra (BA), Jequié (BA), Linhares (ES), Mantena (MG), Nova Viçosa (BA), Pinheiros (ES), Porto Seguro (BA), São Mateus (ES) e Una (BA) possuem, respectivamente, 55,2% (39070ha), 25,51% (36231ha), 32,47% (62969ha), 28% (8217ha), 91,11% (8635ha), 32,58% (38694ha), 74,14% (96710ha), 11,69% (18576ha), 6,07% (26174ha), 31,09% (19924ha), 23,32% (69248ha), 32,93% (115132ha), 65,31% (44751ha), 12,04% (15852ha), 25,25% (24572ha), 34,4% (78636ha), 37,12% (87089ha) e 13,13% (14799ha) de seus territórios convertidos em áreas de pastagens, segundo dados de 2019 (MapBiomas, 2021a). Em 2014, a espécie apresentava 25,96% (2284,83ha) da sua AOO útil (8800ha) em áreas de pastagem e 9,14% (804,61ha) em áreas de mosaico de pastagem e agricultura, enquanto em 2019, a espécie apresentava 24,74% (2176,98ha) em áreas de pastagem e 10,55% (928,11ha) em áreas de pastagem e agricultura, o que representou um acréscimo de 0,19% (15,66ha) em áreas de pastagem e mosaico de pastagem e agricultura (MapBiomas, 2021b). | |||||
Referências:
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| Ação | Situação |
|---|---|
| 5.1.2 National level | needed |
| A espécie ocorre em territórios que poderão ser contemplados por Planos de Ação Nacional (PAN) Territorial, no âmbito do projeto GEF Pró-Espécies - Todos Contra a Extinção: Território PAT Capixaba-Gerais - 33 (ES, MG), Território Itororó - 35 (BA). | |
| Ação | Situação |
|---|---|
| 1.1 Site/area protection | on going |
| A espécie foi registrada nas seguintes Unidades de Conservação: Área de Proteção Ambiental Caminhos Ecológicos da Boa Esperança, Área de Proteção Ambiental Costa de Itacaré/Serra Grande, Área de Proteção Ambiental Lagoa Encantada, Área de Relevante Interesse Ecológico Corredor Ecológico Lagoa Encantada/Serra do Conduru, Reserva Biológica de Una e Reserva Biológica do Córrego do Veado. | |
| Ação | Situação |
|---|---|
| 5.1.3 Sub-national level | on going |
| A espécie foi avaliada como Vulnerável (VU) na lista oficial das espécies ameaçadas de extinção no Estado do Espírito Santo (Espírito Santo, 2005). | |
Referências:
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| Uso | Proveniência | Recurso |
|---|---|---|
| 1. Food - human | natural | fruit |
| Seus frutos são alaranjados e doces, um pouco fibrosos. A amêndoa é comestível e saborosa (Tropical Plants Database, 2021). As sementes são ricas em óleo comestível (e-jardim, 2021). | ||
Referências:
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| Uso | Proveniência | Recurso |
|---|---|---|
| 9. Construction/structural materials | natural | stalk |
| A planta às vezes é colhida na natureza para uso local como fonte de materiais de construção, colhido dos caules (Tropical Plants Database, 2021). | ||
Referências:
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| Uso | Proveniência | Recurso |
|---|---|---|
| 13. Pets/display animals, horticulture | natural | whole plant |
| Uma planta muito ornamental, muitas vezes é cultivada em jardins. Uma planta de crescimento fácil e rápido que é tolerante a uma ampla gama de condições, desde que haja um suprimento adequado de umidade para as raízes. As plantas estabelecidas são resistentes à seca (Tropical Plants Database, 2021). Indicada para o paisagismo de parques e jardins, devendo ser plantada em número ímpar para maior realce de suas características ornamentais (e-jardim, 2021). | ||
Referências:
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