Uma espécie com ampla distribuição neotropical, desde o Norte do Estado de Vera Cruz de Yucatán no México, e ao longo da encosta atlântica da América Central a Venezuela e Brasil. Também ocorre na Colômbia, Peru, Bolívia e Equador (Neotropical Herbarium Specimens; Tropicos.org; Pennington, 1981). No Brasil, ocorre nas regiões Norte (Pará, Amazonas, Acre, Rondônia), Nordeste (Bahia), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro) e Sul (Paraná) (Sakuragui; Stefano; Calazans, 2012). A ocorrência de mogno fora dos limites de distribuição naturais se justifica na adaptação a ambientes mésicos da América Central e do Sul e pelo alto interesse em sua madeira nobre que favorecem seu cultivo em muitas regiões tropicais (Newton et al., 2003)
<i>Swietenia macrophylla</i> é atualmente a espécie madeireira mais valiosa e explorada do Brasil, já tendo sido extraída de forma predatória até mesmo em alguns locais remotos da Amazônia. A espécie apresenta baixas densidades populacionais, e sua distribuição coincide em grande parte com a região em que se concentram as mais altas taxas de desmatamento da Amazônia brasileira. Devido a esses fatores, suspeita-se que ao longo das últimas três gerações a população da espécie tenha declinado no mínimo em 30%.
Nome popular: mogno (Sakuragui; Stefano; Calazans, 2012). Swietenia Jacq. é um gênero de sementes aladas e fruto tipo cápsula septífraga (Swietenioideae) (Pennington et al., 1981). Nesta subfamília, Swietenia, Cedrela e Carapa ocorrem no Brasil (Sakuragui, Stefano; Calazans, 2012). O mogno S. macrophylla é uma árvore de folha caduca emergente e tem uma madeira dura. a revisão taxonômica mais importante e recente foi descrita por Pennington (1981). É interessante notar que esta espécie foi descrita pela primeira vez a partir de árvores coletadas na Índia, a qual está além das fronteiras naturais da espécie na América Latina. As quatro espécies descritas para a América Central e do Sul baseiam-se me pequenas diferenças de comprimento dos pecíolos e da forma e tamanho de folíolos. Mas sem razões para o status de variedade, foram sinonimizadas em S. macrophylla (Pennington, 1981).
| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.3.3.2 Selective logging | very high | ||||
| S. macrophylla é uma das espécies de mogno mais comercializada, embora em escala comercial apenas tenha surgido na década de 1850, devido ao declínio acentuado S. mahagoni. Atualmente há poucos incentivos na conjuntura econômica para manejo de populações naturais de forma sustentável e plantações não têm apresentados sucessos devido ao longo tempo para colheita e por causa do ataque de pragas, sobretudo a praga-do-cedro (Newton et al., 2003). No Brasil, a exploração de mogno tem sido frequentemente associada com práticas predatórias e ilegais pelas madeireiras. Mogno está ameaçado em toda sua extensão na América do Sul, resultante da sobre-explotação e destruição do habitat, que claramente tem reduzido o tamanho de populações locais levando muitas a extinção. A extração da espécie tem sida tão intensa na região de ocorrência que a diversidade genética das populações remanescentes pode estar muito comprometida por deriva genética e endogamia (Lemes et al., 2003; Novick et al., 2003 ; Lemes et al., 2010). | |||||
| Ação | Situação |
|---|---|
| 1.2.1.3 Sub-national level | on going |
| Vulnerável. Listavermelha da flora do Pará (COEMA-PA, 2007). | |
| Ação | Situação |
|---|---|
| 1.2.1.2 National level | on going |
| Ameaçada. Listavermelha da flora do Brasil (MMA, 2008), anexo 1. | |
| Ação | Situação |
|---|---|
| 1.2.1.1 International level | on going |
| Vulnerável. A1cd+2cd. Lista vermelha IUCN 2011 (World Conservation Monitoring Centre, 1998) | |
| Ação | Situação |
|---|---|
| 1.2.1.1 International level | on going |
| Incluída no apêndice II da CITES (2002). | |