ACANTHACEAE

Staurogyne minarum (Nees) Kuntze

EN

EOO:

2.856,151 Km2

AOO:

28,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Endêmica do estado de Minas Gerais (Profice et al., 2009); coletada nos município de Catas Altas (R.C. Mota 838), Santa Bárbara (M.F. Vasconcelos s.n., BHCB 37416), Nova Lima (P.M. de Andrade s.n., BHCB 19943) e Conceição do Mato Dentro, na Serra do Cipó (M.B. Fortes 1834). Ocorre acima de 700 m de altitude (Braz, 2005).

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2014
Avaliador: Laila Araujo
Revisor: Tainan Messina
Critério: B1ab(i,ii,iii)+2ab(i,ii,iii)
Categoria: EN
Justificativa:

Endêmica do estado de Minas Gerais (Braz, 2005; Profice et al., 2013), foi coletada nos municípios de Catas Altas (RPPN Santuário do Caraça) e Nova Lima (Reserva Biológica do Jambreiro) (Kameyama, 2009), bem como em Santa Bárbara e Conceição do Mato Dentro (Serra do Cipó) (CNCFlora, 2013), acima de 700 m de altitude (Braz, 2005). Apresenta EOO de 3.144 km² e AOO de 32 km² e está sujeita a quatro situações de ameaça considerando seus municípios de ocorrência. Sua área de distribuição sofre com o constante declínio da EOO, AOO e qualidade do hábitat em decorrência, principalmente, das atividades mineradoras (Santos, 2010; MMA/ICMBio, 2013) e carvoeira (MMA/ICMBio, 2013). O turismo desordenado (Machado, 2008) e a invasão de espécies exóticas (MMA/ICMBio, 2013) também configuram importantes ameaças à região de ocorrência da espécie.

Quantidade de locations: 4
Possivelmente extinta? Não
Severamente fragmentada? Desconhecido

Perfil da espécie:

Obra princeps:

A espécie foi descrita pela primeira vez em Revis. Gen. Pl. 2: 497. 1891 [5 Nov 1891]. Pode ser identificada como S. anigozanthus (Nees) Kuntze devido a um síntipo Incluído no basiônimo dessa espécie. Estas são próximas pelos tricomas glandulosos presentes apenas na corola e pela corola tubulosa relativamente curta, amarelo-esverdeada, denso pilosa, mas diferenciam-se, entre outros aspectos, pelas folhas sempre pilosas, pelas brácteas petalóides, bem mais largas (6-11 mm) e imbricadas em S. anigozanthus (Braz, 2005).

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Desconhecido
Detalhes: Não se conhece informações sobre valor econômico para a espécie.

Ecologia:

Forma de vida: bush
Longevidade: unkown
Biomas: Mata Atlântica, Cerrado
Fitofisionomia: Floresta Estacional Sempre-verde de Submontana, Floresta Estacional Decidual de Submontana, Floresta Estacional Semidecidual de Submontana
Habitats: 2.2 Moist Savana, 1.6 Subtropical/Tropical Moist Lowland Forest
Clone: unkown
Rebrotar: unkown
Detalhes: Caracteriza-se por arbusto (Kameyama et al, 2009); substrato terrícola (Profice et al., 2013). Ocorre no Interior de Matas de Galeria (Kameyama et al., 2009) e em Floresta Estacional Decidual e Semidecidual (M.F. Vasconcelos s.n., BHCB 37416).
Referências:
  1. KAMEYAMA, C.; CORTÊS, A.L.A.; PROFICE, S.R.; BRAZ, D.M., DALY, D.C. Acanthaceae. In: GIULIETTI, A. M.; RAPINI, A.; ANDRADE, M. J. G.; QUEIROZ, L. P. DE; SILVA, J. M. C. D. (Eds.). Plantas Raras do Brasil. Belo Horizonte: Conservação Internacional; Universidade Estadual de Feira de Santana, 2009. pp. 39 - 43.
  2. PROFICE, S.R.; KAMEYAMA, C.; CORTÊS, A.L.A.; BRAZ, D.M.; INDRIUNAS, A.; VILAR, T.; PESSOA, C.; EZURRA, C.; WASSHAUSEN, D. 2013. Acanthaceae In Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB33)

Reprodução:

Detalhes: Floresce de fevereiro a julho e frutifica de julho a setembro (Braz, 2005).
Fenologia: flowering (Fev~Jul), fruiting (Jul~Sep)
Estratégia: unknown
Sistema: unkown
Referências:
  1. DENISE MONTE BRAZ. Revisão taxonômica de Staurogyne wall. (Acanthaceae) nos neotrópicos. Rio claro, SP: Universidade Estadual Paulista, 2005.

Ameaças (4):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
3.2 Mining & quarrying habitat present,future regional very high
Atividade mineradora em expansão, nas minas de Fazendão e Lavra Azul, no município de Catas Altas, e as minas Tamanduá e Capitão do Mato, no município de Nova Lima, em Minas Gerais (Santos, 2010). Outra região que também sempre foi alvo das atividades de garimpo/mineração, é o entorno do Parque Natural do Caraça, localizam-se empresas como a Anglogold Ashanti, a Vale (antes chamada de Companhia Vale do Rio Doce), a Samarco Mineração, a Mina Serra do Oeste e a Pedreira Um; infelizmente, a região sofre com o crescimento acelerado desses empreendimentos de significativo impacto ambiental, fazendo que a RPPN Santuário do Caraça se torne uma ilha, caso nenhuma medida seja tomada pelos órgãos competentes (MMA/ICMBIO, 2013).
Referências:
  1. MMA/ICMBio. Plano de Manejo da RPPN “Santuário do Caraça”. Catas Altas/Santa Bárbara, MG. Disponível em <http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/servicos/crie-sua-reserva/plano_de_manejo_rppn/Plano_de_Manejo_-_RPPN_Santu%C3%A1rio_do_Cara%C3%A7a_-_MG.pdf>. Acessado em 09 set. 2013.
  2. LIDIA MARIA DOS SANTOS. Restauração de Campos Ferruginosos Mediante Resgate de Flora e Uso de Topsoil no Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais. Belo Horizonte, MG: Universidade Federal de Minas Gerais, 2005.
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
5.3.2 Intentional use: large scale (species being assessed is the target) [harvest] present regional high
Na região onde existe o Parque Natural do Caraça a atividade de carvoaria é muito forte para o cidadão que têm propriedade e/ou vive nas zonas rurais (MMA/ICMBIO, 2013).
Referências:
  1. MMA/ICMBio. Plano de Manejo da RPPN “Santuário do Caraça”. Catas Altas/Santa Bárbara, MG. Disponível em <http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/servicos/crie-sua-reserva/plano_de_manejo_rppn/Plano_de_Manejo_-_RPPN_Santu%C3%A1rio_do_Cara%C3%A7a_-_MG.pdf>. Acessado em 09 set. 2013.
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
8.1 Invasive non-native/alien species/diseases occupancy,occurrence present regional high
Diversas espécies invasoras foram encontradas no Parque Natural do Caraça como as braquiárias (Urochloa decumbens) e capim-gordura (Melinis minutiflora); outras espécies de vegetal exóticas, também introduzidas no histórico do Santuário do Caraça, como cipreste, eucalipto, bambu, limoeiros, mangueiras e animais como abelha européia africanizada (Apis mellifere) (MMA/ICMBIO, 2013).
Referências:
  1. MMA/ICMBio. Plano de Manejo da RPPN “Santuário do Caraça”. Catas Altas/Santa Bárbara, MG. Disponível em <http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/servicos/crie-sua-reserva/plano_de_manejo_rppn/Plano_de_Manejo_-_RPPN_Santu%C3%A1rio_do_Cara%C3%A7a_-_MG.pdf>. Acessado em 09 set. 2013.
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.3 Tourism & recreation areas present regional medium
Na Serra do Caraça há atividade turística desordenada (Machado, 2008).
Referências:
  1. ANNA CRISTINA ALVARES RIBEIRO MACHADO. Ecoturismo na Serra do Caraça: contribuições da interpretação para a conservação ambiental. Belo Horizonte, MG: Universidade Federal de Minas Gerias, 2008.

Ações de conservação (1):

Ação Situação
1.1 Site/area protection on going
Ocorre no Parque Natural do Caraça (Catas Altas) e na Reserva Biológica do Jambreiro (Nova Lima) em Minas Gerais (Kameyama et al., 2009).
Referências:
  1. KAMEYAMA, C.; CORTÊS, A.L.A.; PROFICE, S.R.; BRAZ, D.M., DALY, D.C. Acanthaceae. In: GIULIETTI, A. M.; RAPINI, A.; ANDRADE, M. J. G.; QUEIROZ, L. P. DE; SILVA, J. M. C. D. (Eds.). Plantas Raras do Brasil. Belo Horizonte: Conservação Internacional; Universidade Estadual de Feira de Santana, 2009. pp. 39 - 43.