Verbenaceae

Stachytarpheta sessilis Moldenke

LC

EOO:

673.518,108 Km2

AOO:

296,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Espécie endêmica do Brasil (Cardoso e Salimena, 2023), com distribuição: no estado da Bahia — nos municípios Canudos, Dias d'Ávila e Juazeiro —, no estado do Ceará — nos municípios Abaiara, Aracati, Arneiroz, Beberibe, Canindé, Caridade, Caucaia, Crateús, Crato, Fortaleza, General Sampaio, Icó, Independência, Itapajé, Jaguaribe, Mauriti, Missão Velha, Parambu, Pedra Branca, Quixadá, Quixeré e Santa Quitéria —, no estado do Maranhão — no município Loreto —, Paráíba — nos municípios Areia, Cajazeiras, Condado e Santa Teresinha —, no estado de Pernambuco — nos municípios Mirandiba, Parnamirim, Petrolândia e Petrolina —, no estado do Piauí — nos municípios Buriti dos Lopes e Floriano —, no estado do Rio Grande do Norte — nos municípios Angicos, Baraúna, Caicó, Campo Redondo, Caraúbas, Carnaubais, Florânia, Grossos, João Câmara, Jucurutu, Macau, Natal, Pau dos Ferros, Pedro Velho, São João do Sabugi, São Miguel do Gostoso, São Vicente, Serra Caiada, Serra Negra do Norte e Touros —, e no estado de Sergipe — no município Itaporanga d'Ajuda.

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2023
Avaliador: Fernanda Ribeiro de Mello Fraga
Revisor:
Categoria: LC
Justificativa:

A espécie é descrita como erva, hermafrodita, sem usos ou potencial econômico. É endêmica do Brasil, onde se distribui nos estados da Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, num total de 57 municípios. Ocorre no seguinte domínio e vegetações: Caatinga em Área antrópica e Caatinga (stricto sensu). Devido a ausência de estudos sobre tendências populacionais e análises quantitativas, a espécie pode ser avaliada apenas pelo critério B (distribuição geográfica). Apresenta 93 registros de ocorrência, distribuídos numa extensão de ocorrência (EOO) igual a 548818 km², ocupando uma área (AOO) de 300 km². A conversão de habitat em áreas de pastagem, principal ameaça para a espécie, é responsável pela redução de 9,72% da AOO, atividade que persiste e está em crescimento. Assim infere-se o declínio contínuo de qualidade de habitat, e área de ocupação. A espécie também se encontra em 9 unidades de conservação, 4 delas de proteção integral. Visto que a espécie se enquadra nos limiares de AOO e no subcritério b, mas não nos subcritérios a e c, a mesma é aqui avaliada como Menos Preocupante - LC.

Possivelmente extinta? Não

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Descrita em: Phytologia 2: 371, 1947. Popularmente conhecida como rabo-de-tatu no Rio Grande do Norte.

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Desconhecido
Detalhes: Não é conhecido valor econômico da espécie.

População:

Flutuação extrema: Desconhecido
Detalhes: Não existem dados populacionais.

Ecologia:

Substrato: terrestrial
Forma de vida: herb
Biomas: Caatinga
Vegetação: Área antrópica, Caatinga (stricto sensu)
Habitats: 14.1 Arable Land, 14.2 Pastureland, 14.3 Plantations, 15.4 Salt Exploitation Sites, 14.5 Urban Areas, 14.6 Subtropical/Tropical Heavily Degraded Former Forest, 2.1 Dry Savanna
Detalhes: Erva ca. 50 cm de altura (Cardoso e Salimena, 2023). Ocorre no seguinte domínio e vegetações: Caatinga em Área antrópica e Caatinga (stricto sensu) (Cardoso e Salimena, 2023).
Referências:
  1. Cardoso, P.H., Salimena, F.R.G., 2023. Stachytarpheta. Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. URL https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB21487 (acesso em 01 de março de 2023)

Ameaças (2):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 1.1 Housing & urban areas habitat past,present,future regional low
De acordo com o MapBiomas, os municípios Caucaia (CE), Dias d'Ávila (BA), Fortaleza (CE) e Natal (RN) possuem, respectivamente, 7,49% (9163,85ha), 13,38% (2458,05ha), 84,22% (26306,4ha) e 63,23% (10584,86ha) de seus territórios convertidos em áreas de infraestrutura urbana, segundo dados de 2020 (MapBiomas, 2022).
Referências:
  1. MapBiomas, 2022. Projeto MapBiomas - Coleção 6 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 2020. Municípios: Caucaia (CE), Dias d'Ávila (BA), Fortaleza (CE) e Natal (RN). URL https://drive.google.com/file/d/1RT7J2jS6LKyISM49ctfRO31ynJZXX_TY/view?usp=sharing (acesso em 16 de março de 2023).
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 2.3.4 Scale Unknown/Unrecorded habitat past,present,future regional medium
De acordo com o Atlas das Pastagens Brasileiras, os municípios Abaiara (CE), Arneiroz (CE), Crateús (CE), Crato (CE), Icó (CE), Independência (CE), Itapajé (CE), Jaguaribe (CE), Mauriti (CE), Missão Velha (CE), Parambu (CE), Pedra Branca (CE), Quixadá (CE), Santa Quitéria (CE), Caicó (RN), Campo Redondo (RN), Caraúbas (RN), Carnaubais (RN), Florânia (RN), João Câmara (RN), Jucurutu (RN), Pau dos Ferros (RN), Pedro Velho (RN), Serra Caiada (RN), São João do Sabugi (RN), São Miguel do Gostoso (RN), São Vicente (RN), Serra Negra do Norte (RN), Touros (RN), Mirandiba (PE), Parnamirim (PE), Petrolândia (PE), Petrolina (PE), Itaporanga d'Ajuda (SE), Canudos (BA), Dias d'Ávila (BA) e Juazeiro (BA) possuem, respectivamente, 44,15% (7984,24ha), 20,64% (22053,67ha), 12,62% (37620,82ha), 8,16% (9284,51ha), 20,75% (38725,49ha), 25% (80560,47ha), 6,76% (2923,6ha), 17,85% (33511,38ha), 34,01% (36700,45ha), 17,74% (10879,14ha), 6,85% (15850,14ha), 17,11% (22283,81ha), 10,8% (21825,73ha), 5,41% (23056,58ha), 18,25% (22425,98ha), 16,72% (3572,66ha), 8,64% (9470,36ha), 11,04% (5717,22ha), 9,91% (5002,33ha), 9,14% (6531,25ha), 6,16% (5754,6ha), 45,92% (11938,08ha), 33,24% (6405,54ha), 46,06% (10018,85ha), 12,34% (3417,88ha), 5,15% (2223,38ha), 13% (2570,83ha), 16,94% (9528,21ha), 9,44% (7116,37ha), 14,69% (12072,35ha), 16,78% (43793,58ha), 19,64% (20756,31ha), 17,42% (79457,41ha), 38,09% (28177,41ha), 13,43% (47885,23ha), 39,03% (7172,9ha) e 11,91% (80051,28ha) de seus territórios convertidos em áreas de pastagem, segundo dados de 2020 (Lapig, 2022). De acordo com o MapBiomas, os municípios Abaiara (CE), Arneiroz (CE), Caicó (RN), Campo Redondo (RN), Canudos (BA), Caraúbas (RN), Crateús (CE), Dias d'Ávila (BA), Florânia (RN), Icó (CE), Independência (CE), Itapajé (CE), Itaporanga d'Ajuda (SE), Jaguaribe (CE), Juazeiro (BA), Jucurutu (RN), Mauriti (CE), Mirandiba (PE), Missão Velha (CE), Parambu (CE), Parnamirim (PE), Pau dos Ferros (RN), Pedra Branca (CE), Pedro Velho (RN), Petrolândia (PE), Petrolina (PE), Quixadá (CE), São João do Sabugi (RN), São Vicente (RN), Serra Caiada (RN) e Serra Negra do Norte (RN) possuem, respectivamente, 17,78% (3215,63ha), 19,64% (20987,53ha), 17,71% (21757,45ha), 15,45% (3301,57ha), 11,52% (41058,61ha), 5,47% (5997,04ha), 11,61% (34604,05ha), 30,81% (5662,08ha), 8,98% (4558,64ha), 15,98% (29812,11ha), 24,14% (77788,07ha), 5,34% (2309,99ha), 36,84% (27247,31ha), 15,96% (29949,46ha), 10,11% (67976ha), 5,94% (5544,94ha), 11,05% (11923ha), 11,98% (9844,56ha), 7,11% (4359,44ha), 6,48% (14987,17ha), 14,95% (39001,4ha), 43,86% (11401,62ha), 13,51% (17596,02ha), 24,24% (4672,02ha), 16,94% (17898,39ha), 14,56% (66437,21ha), 7,16% (14467,95ha), 12% (3323,31ha), 8,69% (1718,74ha), 39,9% (8679,81ha) e 15,98% (8985,59ha) de seus territórios convertidos em áreas de pastagens, segundo dados de 2020 (MapBiomas, 2022a). Em 2020, a espécie apresentava 9,27% (2.411,03 ha) da sua AOO convertidos em áreas de pastagem, atividade que cresce a uma taxa de 0,30% aa desde 1985 até 2020. Não foi verificada qualquer reversão de tendência. Em 2020, a espécie apresentava 19,08% (12.851.982,21 ha) da sua EOO convertidos em áreas de pastagem, atividade que cresce a uma taxa de 0,74% aa desde 1985 até 2020. Não foi verificada qualquer reversão de tendência. Em 2020, a espécie apresentava 9,83% (2.554,85 ha) da sua AOO convertidos em áreas de mosaico de agricultura e pastagem, atividade que diminui a uma taxa de -0,48% aa desde 1985 até 2020. No entanto, desde 2002 até 2020, a conversão tem diminuído a uma taxa de -0,99% aa. Em 2020, a espécie apresentava 8,09% (5.451.178,04 ha) da sua EOO convertidos em áreas de mosaico de agricultura e pastagem, atividade que diminui a uma taxa de -0,50% aa desde 1985 até 2020. Não foi verificada qualquer reversão de tendência (MapBiomas, 2022b).
Referências:
  1. Lapig - Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento, 2022. Atlas Digital das Pastagens Brasileiras, dados de 2020. Municípios: Abaiara (CE), Arneiroz (CE), Crateús (CE), Crato (CE), Icó (CE), Independência (CE), Itapajé (CE), Jaguaribe (CE), Mauriti (CE), Missão Velha (CE), Parambu (CE), Pedra Branca (CE), Quixadá (CE), Santa Quitéria (CE), Caicó (RN), Campo Redondo (RN), Caraúbas (RN), Carnaubais (RN), Florânia (RN), João Câmara (RN), Jucurutu (RN), Pau dos Ferros (RN), Pedro Velho (RN), Serra Caiada (RN), São João do Sabugi (RN), São Miguel do Gostoso (RN), São Vicente (RN), Serra Negra do Norte (RN), Touros (RN), Mirandiba (PE), Parnamirim (PE), Petrolândia (PE), Petrolina (PE), Itaporanga d'Ajuda (SE), Canudos (BA), Dias d'Ávila (BA) e Juazeiro (BA). URL https://www.lapig.iesa.ufg.br/lapig/index.php/produtos/atlas-digital-das-pastagens-brasileiras (acesso em 16 de março de 2023).
  2. MapBiomas, 2022a. Projeto MapBiomas - Coleção 6 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 2020. Municípios: Abaiara (CE), Arneiroz (CE), Caicó (RN), Campo Redondo (RN), Canudos (BA), Caraúbas (RN), Crateús (CE), Dias d'Ávila (BA), Florânia (RN), Icó (CE), Independência (CE), Itapajé (CE), Itaporanga d'Ajuda (SE), Jaguaribe (CE), Juazeiro (BA), Jucurutu (RN), Mauriti (CE), Mirandiba (PE), Missão Velha (CE), Parambu (CE), Parnamirim (PE), Pau dos Ferros (RN), Pedra Branca (CE), Pedro Velho (RN), Petrolândia (PE), Petrolina (PE), Quixadá (CE), São João do Sabugi (RN), São Vicente (RN), Serra Caiada (RN) e Serra Negra do Norte (RN). URL https://drive.google.com/file/d/1RT7J2jS6LKyISM49ctfRO31ynJZXX_TY/view?usp=sharing (acesso em 16 de março de 2023).
  3. MapBiomas, 2022b. Projeto MapBiomas - Coleção 6 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 1985 e 2020. URL https://https://mapbiomas.org (acesso em 16 de março de 2023).

Ações de conservação (1):

Ação Situação
1.1 Site/area protection on going
A espécie foi registrada nas seguintes Unidades de Conservação: Área de Proteção Ambiental Chapada do Araripe, Área de Proteção Ambiental Piquiri-Una, Área de Proteção Ambiental Serra da Ibiapaba, Estação Ecológica do Pécem, Estação Ecológica do Seridó, Floresta Nacional do Araripe-Apodi, Parque Estadual do Cocó, Parque Nacional da Furna Feia e Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Ponta do Tubarão.

Ações de conservação (1):

Uso Proveniência Recurso
17. Unknown
Não existem dados sobre usos efetivos ou potenciais.