Espécie endêmica do Brasil, ocorrendo exclusivamente no Estado da Bahia (Stehmann et al.,2011). Foi registrada sempre próxima ao nível do mar, até cerca de 50 m de altitude (Knapp, 2002; Biodiversitas, 2005). A espécie foi considerada "Rara por Agra (2009) de acordo com os critérios de raridade adotados por Giulietti et al. (2009).
<i>Solanum santosii</i> é uma espécie rara, com distribuição restrita e especificidade de hábitat, cuja AOO é de 40 km². O número de situações de ameaça identificadas é inferior a 10. A espécie ocorre em alguns locais severamente desmatados, como os municípios de Salvador e Jussari (BA), que tiveram mais de 90% da superfície original de Mata Atlântica destruída, e em locais onde a expansão de atividades agropecuárias e silviculturais é uma ameaça bastante evidente no presente. Devido a isso, considera-se que esteja havendo declínio na extensão e na qualidade do hábitat, e se suspeita também de um declínio no número de indivíduos maduros.
Descrita por S. Knapp em 1989 na obra Bull. Brit. Mus. Nat. Hist. (Bot.) 19: 106, fig. 5. É caracterizada por folhas elípticas, glabras, com o pecíolo alado; flores pequenas, com corola verde a alvacenta. É similar a S. warmingii e S. caavurana, podendo diferenciar-se destas pelas flores e lobos do cálice marcadamente menores. As espécies próximas não ocorrem em simpatria com S. santosii (Knapp, 2002).
| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 Habitat Loss/Degradation (human induced) | |||||
| A espécie ocorre em uma região carente, onde grande parte da população utiliza-se dos recursos naturais abundantes da região como principal fonte de sustento. Áreas de florestas vêm sendo amplamente suprimidas para dar lugar ao plantio de Eucalipto. Os sistemas tradicionais de cabrucas (plantações de cacau,Theobroma cacao), que apesar de manterem parte do componente arbóreo das florestas intacto, não permite que plantas do sub bosque da floresta, como S. santosii e S. bahianum, mantenham suas populações viáveis, uma vez que estes são imediatamente suprimidos (Araujo et al. 1998). O cultivo da seringueira (Hevea brasiliensis) também é responsável pela supressão de trechos significativos de florestas. A expansão da pecuária e consequente abertura de pastagens sobre fragmentos florestais em propriedades particulares têm aumentado significativamente após a crise no cultivo de cacau, e segundo Araujo et al. (1998), esta atividade possui enorme potencial para expandir-se nos próximos anos. A Fundação Biodiversitas indica como principais ameaças a sobrevivência desta espécie na natureza a perda e degradação do habitat, conforme descrito acima, além da espécie representar um endemismo extremo em uma área que sofre com as constantes alterações na forma de uso e manejo do substrato no qual ocorre (Biodiversitas, 2005). | |||||
| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1.4 Livestock | |||||
| A expansão da pecuária e consequente abertura de pastagens sobre fragmentos florestais em propriedades particulares têm aumentado significativamente após a crise no cultivo de cacau, e segundo Araujo et al. (1998), esta atividade possui enorme potencial para expandir-se nos próximos anos. | |||||
| Ação | Situação |
|---|---|
| 1.2.1.2 National level | on going |
| A espécie consta no Anexo II da Instrução Normativa nº6 de 23 de setembro de 2008 (MMA, 2008), sendo, portanto, considerada "Deficiente de Dados" (DD). | |