SOLANACEAE

Solanum jabrense Agra & M.Nee

EN

EOO:

268.287,347 Km2

AOO:

76,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Espécie endêmica do Brasil, ocorrendo exclusivamente na região Nordeste, nos Estados do Ceará, Paraíba, Pernanbuco e Bahia (Agra, 2004; Agra, 2009; Stehmann et al.,2011). Foi registrada entre 500 e 1200 m de altitude (Biodiversitas, 2005; Agra et al., 2009).

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2012
Avaliador: Tainan Messina
Revisor:
Critério: B2ab(iii,v)
Categoria: EN
Justificativa:

<i>Solanum jabrense</i> ocorre exclusivamente nos Brejos de Altitude, enclaves de Floresta Úmida em meio ao agreste nordestino. A AOO é de 88 km². Devido a sua distribuição naturalmente fragmentada e ao grande desmatamento a que os brejos vêm sendo submetidos, suspeita-se que as subpopulações sejam pequenas e estejam isoladas umas das outras, e também que esteja havendo declínio na extensão e qualidade do hábitat e no número de indivíduos maduros da espécie.

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Espécie caracterizada por caule e ramos cilíndricos, glabros ou tomentosos, tricomas estrelados sésseis, acúleos aciculares (Agra et al., 2009).

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Sim
Detalhes: Espécie com uso potencial como fonte de flavonóides ou de interesse farmacológico (Silva et al., 2009).

População:

Flutuação extrema: Sim
Detalhes: A espécie possui população distribuída de forma descontinua pelos Brejos de Altitude Nordestinos. Foram identificadas por Agra et al. (2009; Biodiversitas, 2005) e Nee (CNCFlora, 2011) 11 subpopulações nos seus Estados de ocorrência. São elas: Pico do Jabre; Serra de Jabitacá; Serra Branca; São José dos Cordeiros (RPPN Faz. Almas) (PB), Brejos dos Cavalos; município de Caruaru; município de Bonito (PE), Pico Alto na Serra do Baturité (CE), Serra da Jiboia; Brejo do Zacarias; Serra do Orobó e Serra da Maravilha (BA). Segundo os pesquisadores que trabalharam com a espécie, esta ocorre de maneira esparsa (Biodiversitas, 2005), sendo considerada pouco comum (Agra et al., 2009).

Ecologia:

Biomas: Caatinga, Mata Atlântica
Fitofisionomia: Floresta ombrófila densa (Stehmann et al., 2009) inseridas no contexto do semi árido nordestino. Apresenta distribuição restrita aos brejos de altitude da região nordeste, acima de 500 m de altitude, sendo encontrada em associada a ambientes rochosos constituídos por afloramentos graníticos e gnáissicos (Biodiversitas, 2005; Agra et al., 2009).
Habitats: 1.9 Subtropical/Tropical Moist Montane
Detalhes: Planta de porte arbustivo a arbóreo, terrícola ou saxícola (Agra et al., 2009). Ocorre em Florestas Ombrófilas Densas (Stehmann et al., 2009) inseridas no contexto do semi árido nordestino. Apresenta distribuição restrita aos brejos de altitude da região Nordeste, acima de 500 m de altitude, sendo encontrada associada a ambientes rochosos constituídos por afloramentos graníticos e gnáissicos (Biodiversitas, 2005; Agra et al., 2009).

Ameaças (3):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1 Habitat Loss/Degradation (human induced)
Apesar de importantes do ponto de vista da conservação da biodiversidade, o atual ritmo de degradação pode levar os Brejos de Altitude ao completo desaparecimento em um futuro muito próximo (Rodrigues et al., 2009). As condições privilegiadas dos Brejos de Altitude têm atraído historicamente pecuaristas e agricultores, que, através da criação de gado e do desenvolvimento de lavouras permanentes, como as de banana, café e citros, secundadas por lavouras temporárias, como as de hortaliças, mandioca, milho e feijão, vão suprimindo a vegetação original destes importantes enclaves de florestas úmidas no coração do semiárido (Porto et al., 2004).
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Agriculture
Apesar de importantes do ponto de vista da conservação da biodiversidade, o atual ritmo de degradação pode levar os Brejos de Altitude ao completo desaparecimento em um futuro muito próximo (Rodrigues et al., 2009). As condições privilegiadas dos Brejos de Altitude têm atraído historicamente pecuaristas e agricultores, que, através da criação de gado e do desenvolvimento de lavouras permanentes, como as de banana, café e citros, secundadas por lavouras temporárias, como as de hortaliças, mandioca, milho e feijão, vão suprimindo a vegetação original destes importantes enclaves de florestas úmidas no coração do semiárido (Porto et al., 2004).
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1.4 Livestock
Apesar de importantes do ponto de vista da conservação da biodiversidade, o atual ritmo de degradação pode levar os Brejos de Altitude ao completo desaparecimento em um futuro muito próximo (Rodrigues et al., 2009). As condições privilegiadas dos Brejos de Altitude têm atraído historicamente pecuaristas e agricultores, que, através da criação de gado e do desenvolvimento de lavouras permanentes, como as de banana, café e citros, secundadas por lavouras temporárias, como as de hortaliças, mandioca, milho e feijão, vão suprimindo a vegetação original destes importantes enclaves de florestas úmidas no coração do semiárido (Porto et al., 2004).

Ações de conservação (1):

Ação Situação
1.2.1.2 National level on going
A espécie consta no Anexo II da Instrução Normativa nº 6, de 23 de setembro de 2008 (MMA, 20080), sendo, portanto, considerada "Deficiente de Dados" (DD).

Ações de conservação (1):

Uso Proveniência Recurso
Bioativo
​Espécie com uso potencial como fonte de flavonóides, além de possuírem reconhecido valor farmacológico, tanto pelas comunidades tradicionais como pela industria farmacêutica (Biodiversitas, 2005).