CAMPANULACEAE

Siphocampylus lycioides (Cham.) G.Don

NT

EOO:

221.374,649 Km2

AOO:

136,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Endêmica do Brasil; ocorre nos Estados de Goiás, São Paulo e Paraná (Godoy, 2012); entre 800-900 m de altitude (Godoy, 2003).

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2012
Avaliador: Luiz Antonio Ferreira dos Santos Filho
Revisor: Tainan Messina
Categoria: NT
Justificativa:

?<i>Siphocampyluslycioides</i> caracteriza-se por subarbustos de até 50 cmde altura. Endêmica do Brasil, ocorre nos Estados de Goiás, Distrito Federal,São Paulo e Paraná. Encontrada nos biomas Cerrado e Mata Atlântica, desenvolve-seem formações campestres, preferencialmente em locais úmidos, entre 800-1200 m dealtitude. Espécie bem representada em coleções científicas, porém apresentaescassos registros recentes. Apesar de protegida pelo Parque Estadual doGuartelá, Parque Estadual de Vila Velha e Parque Estadual dos Pirineus,encontra-se sob constante ameaça, na região do Cerrado devido à degradação dosolo e de seus ecossistemas nativos, atividades agropecuárias e queimadas, e aintensa antropização e supressão dos habitats originais de Mata Atlântica. É necessário oinvestimento em pesquisa científica e esforços de coleta a fim de certificar daexistência de novas subpopulações, considerando sua viabilidade populacional,sua proteção, e sua manutenção na natureza, sendo necessário uma estratégia deconservação adequada, para que em um futuro próximo a espécie não seja incluídaem alguma categoria de ameaça.

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Descrita em Gen. Hist. 3: 703. 1834.

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Desconhecido

População:

Flutuação extrema: Sim

Ecologia:

Biomas: Cerrado
Fitofisionomia: Ocorre em formações campestres (Godoy, 2003); em savana gramíneo lenhosas e savana higrófila (Cervi et al., 2007).
Habitats: 1 Forest, 1.9 Subtropical/Tropical Moist Montane, 3 Shrubland, 3.7 Subtropical/Tropical High Altitude, 4 Grassland
Detalhes: Caracterizada por subarbustos, de até 50 cm de altura (Godoy, 2003).

Ameaças (1):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Agriculture
A degradação do solo e dos ecossistemas nativos e a dispersão de espécies exóticas são as maiores e mais amplas ameaças à biodiversidade. A partir de um manejo deficiente do solo, a erosão pode ser alta: em plantios convencionais de soja, a perda da camada superficial do solo é, em média, de 25ton/ha/ano. Aproximadamente 45.000km2 do Cerrado correspondem a áreas abandonadas, onde a erosão pode ser tão elevada quanto a perda de 130ton/ha/ano. O amplo uso de gramíneas africanas para a formação de pastagens é prejudicial à biodiversidade, aos ciclos de queimadas e à capacidade produtiva dos ecossistemas. Para a formação das pastagens, os cerrados são inicialmente limpos e queimados e, então, semeados com gramíneas africanas, como Andropogon gayanusKunth., Brachiaria brizantha (Hochst. ex. A. Rich) Stapf, B. decumbens Stapf,Hyparrhenia rufa (Nees) Stapf e Melinis minutiflora Beauv. (molassa ou capim-gordura). Metade das pastagens plantadas (cerca de 250.000km2 - uma área equivalente ao estado de São Paulo) está degradada e sustenta poucas cabeças de gado em virtude da reduzida cobertura de plantas, invasão de espécies não palatáveis e cupinzeiros (Klink; Machado, 2005).

Ações de conservação (2):

Ação Situação
1.2.1.3 Sub-national level
Espécie considerada Vulnerável (VU) pela Lista vermelha da flora de São Paulo (SMA-SP, 2004).
Ação Situação
4.4.3 Management
Espécie ocorre em unidade de conservação SNUC): Parque Estadual do Guartelá (CNCFlora, 2012) e Parque Estadual de Vila Velha (Cervi et al., 2007), no Estado do Paraná; e Parque Estadual dos Pirineus, em Goiás (Bosquetti, 2008).