Fabaceae

Senegalia hatschbachii Seigler,Ebinger & P. G. Ribeiro

LC

EOO:

525.152,79 Km2

AOO:

56,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Espécie endêmica do Brasil (Flora do Brasil 2020 em construção, 2019), com ocorrência nos estados do ESPÍRITO SANTO, municípios de Conceição da Barra (Ribeiro 8640), Domingos Martins (Martinelli 10874); MINAS GERAIS, municípios de Conceição do Mato Dentro (Faria 5998), Leme do Prado (Cardoso 3755), Manhumirim (Hatschbach 31392); PARANÁ, municípios de Jaguariaíva (Dusén 16963), Maringá (Hatschbach 13247), Ortigueira (FUEL26475), Ponta Grossa (Smith 14887); RIO DE JANEIRO, municípios de Cabo Frio (Ribeiro 22), Guapimirim (Schott 1446), Itatiaia (Brandes 94), Magé (Quinet 19/76), Rio de Janeiro (Sucre 8852),

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2019
Avaliador: Eduardo Fernandez
Revisor: Marta Moraes
Categoria: LC
Justificativa:

Árvore de até 6 m, endêmica do Brasil (Flora do Brasil 2020 em construção, 2019) foi documentada em Floresta de Galeria e Floresta Secundária entre o nível do mar até cerca de 1000 m.a.n.m. (Seigler et al., 2014) nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Apresenta distribuição ampla, EOO=453710 km², 14 situações de ameaça, considerado-se o estado de conservação dos municípios em que foi registrada e constante frequência de coletas, inclusive realizadas recentemente e dentro dos limites de Unidades de Conservação. Ainda, S. hatschbachii apresenta amplitude de habitat, inclusive em áreas regenerantes ou perturbadas e, não possui uso especifico conhecido ou pressão a partir do corte seletivo que acarrete em redução direta no número de indivíduos maduros. Além disso, foi registrada dentro dos limites de Unidades de Conservação de proteção integral e em territórios que serão contemplados com Planos de Ação Nacional - PAN. Mesmo diante da incidência de ameaças antrópicas históricas e atuais na Mata Atlântica (Fernandes et al., 2005); Lapig, 2018; SOS Mata Atlântica/INPE - Aqui tem Mata, 2019; Pereira et al., 2011), particularmente dentro do contexto do EOO de S. hatschbachii, a espécie foi considerada como de Menor Preocupação (LC) neste momento. Recomenda-se ações de pesquisa (distribuição, números e tendências populacionais) e conservação (Plano de Ação), a fim de se ampliar o conhecimento sobre a espécie e suas subpopulações para assim garantir sua perpetuação na natureza, uma vez que a persistência dos vetores de stress conhecidos, podem ampliar seu risco de extinção no futuro.

Último avistamento: 2016
Quantidade de locations: 14
Possivelmente extinta? Não
Severamente fragmentada? Desconhecido

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Espécie descrita em: J. Bot. Res. Inst. Texas 8(1): 66 (2014).

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Desconhecido
Detalhes: Não é conhecido o valor econômico da espécie.

População:

Detalhes: Não existem dados sobre a população.

Ecologia:

Substrato: terrestrial
Forma de vida: bush, small tree
Biomas: Mata Atlântica
Vegetação: Floresta Ciliar e/ou de Galeria
Fitofisionomia: Vegetação Secundária de Floresta Ombrófila Densa Montana
Habitats: 1 Forest
Detalhes: Arbusto escandente ou pequena árvore com até 6 m de altura, com ocorrência na Mata Atlântica, em Floresta de Galeria e Floresta Secundária, do nível do mar até 1000 m de altitude (Seigler et al, 2014).
Referências:
  1. Seigler, D., Ebinger, J.E., Ribeiro, P.G., de Queiroz, L.P., 2014. Three new species of Senegalia (Fabaceae) from Brazil. J. Bot. Res. Inst. Texas 8(1): 61-69

Ameaças (5):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 5.3 Logging & wood harvesting habitat past,present,future regional high
O município de Domingos Martins com 122835 ha possui 29826 ha que representam 24% da Mata Atlântica original do município (SOS Mata Atlântica/INPE - Aqui tem Mata, 2019). Em estudo de degradação ambiental causada pela agricultura em Minas Gerais, o município de Conceição do Mato Dentro obteve índice máximo de degradação ambiental (Fernandes et al., 2005). O município de Leme do Prado (MG) com 28003 ha possui 5576 ha que representam 20% da Mata Atlântica original do município (SOS Mata Atlântica/INPE - Aqui tem Mata, 2019). O município de Manhumirim (MG) com 18290 ha possui 2421 ha que representam 13% da Mata Atlântica original do município (SOS Mata Atlântica/INPE - Aqui tem Mata, 2019). O município de Maringá (PR) com 48705 ha possui 1539 ha que representam 3% da Mata Atlântica original do município (SOS Mata Atlântica/INPE - Aqui tem Mata, 2019). O município de Ortiqueira (PR) com 242956 ha possui 30990 ha que representam 13% da Mata Atlântica original do município (SOS Mata Atlântica/INPE - Aqui tem Mata, 2019). O município de Ponta Grossa (PR) com 206755 ha possui 30816 ha que representam 15% da Mata Atlântica original do município (SOS Mata Atlântica/INPE - Aqui tem Mata, 2019).
Referências:
  1. Lapig, 2018. http://maps.Lapig.iesa.ufg.br/Lapig.html (acesso em outubro, 2018).
  2. SOS Mata Atlântica e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, 2019. Aqui tem Mata? https://aquitemmata.org.br/#/, (acesso em 29 de maio 2019).
  3. Fernandes, E. A., Cunha, N. R. D. S., Silva, R. G. D., 2005. Degradação ambiental no estado de Minas Gerais. Revista de Economia e Sociologia Rural, 43(1):179-198.
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 2.3 Livestock farming & ranching locality,habitat past,present,future regional high
O município de Conceição da Barra com 118489 ha, tem 50% de seu território (60333 ha) desmatados e utilizados para reflorestamento (38794 ha), plantio de cana-de-açúcar (11043 ha) e pastagem (10496 ha) (Lapig, 2018). O município de Domingos Martins com 122835ha tem 12,2% de seu território (15036ha) transformados em pastagens. (Lapig, 2018). O município de Jaguaraíva com 145306 ha tem 15% de seu território (21940 ha) transformado em pastagem (Lapig, 2018). O município de Ortiqueira (PR) com 242956 ha tem 26% de seu território (62204 ha) transformados em pastagem (Lapig, 2019).
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 2.2 Wood & pulp plantations locality,habitat past,present,future regional high
O município de Jaguariaíva com 145306 ha tem 25% de seu território (36441 ha) convertidos em floresta plantadas (Lapig, 2018). Segundo a observação direta na ferramenta Google Earth Pro Version 7.3.2., 2018, nota- se que as àreas de silvicultura são proximas a fábricas de móveis e de papel.
Referências:
  1. Lapig, 2018. http://maps.Lapig.iesa.ufg.br/Lapig.html (acesso em 06 de dezembro 2018).
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 2 Agriculture & aquaculture locality,habitat past,present,future regional high
O município de Maringá (PR) com 48705 ha tem 48% de seu território (23312 ha) transformados em plantações de soja e 38% (18527 ha) de plantação de milho (Lapig, 2019). O município de Conceição da Barra com 118489 ha, tem 50% de seu território (60333 ha) desmatados e utilizados para silvicultura (floresta plantada) (38794 ha), plantio de cana-de-açúcar (11043 ha) e pastagem (10496 ha) (Lapig, 2018). O município de Ortiqueira (PR) com 242956 ha tem 15% de seu território (36400 ha) transformados em plantações de soja e 17% (18527 ha) de florestas plantadas (Lapig, 2019). O município de Ponta Grossa (PR) com 205473 ha tem 32% de seu território (66700 ha) transformados em plantações de soja e 7% (13536 ha) de florestas plantadas (Lapig, 2019).
Referências:
  1. Lapig, 2019. http://maps.lapig.iesa.ufg.br/lapig.html (acesso em 13 de setembro de 2019).
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.2 Ecosystem degradation 1 Residential & commercial development habitat past,present,future regional
Na Praia do Peró, município de Cabo Frio, encontra-se o maior e mais bem preservado campo de dunas móveis da costa fluminense. O projeto do mega-resort Reserva do Peró, conta com 450 ha de área, representando um impacto direto às formações naturais de dunas e à vegetação de restinga associada, o que significaria uma perda do maior remanescente desse ecossistema no estado (Pereira et al., 2011).
Referências:
  1. Pereira, T.G., Oliveira Filho, S.R. de, Corrêa, W.B., Fernandez, G.B., 2011. Diversidade dunar entre Cabo Frio e Cabo Búzios – RJ. Rev. Geogr. 27, 277–290.

Ações de conservação (3):

Ação Situação
1 Land/water protection on going
A espécie foi registrada nas seguintes UCs: ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL ESTADUAL DA ESCARPA DEVONIANA US PARQUE ESTADUAL DO MENDANHA PI ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DE GERICINÓ/MENDANHA US ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DA BACIA DO RIO SÃO JOÃO - MICO LEÃO US ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DE PETRÓPOLIS US PARQUE NACIONAL DO ITATIAIA PI MONUMENTO NATURAL MUNICIPAL DO PICO DO ITAGUARÉ PI
Ação Situação
5 Law & policy needed
A espécie ocorre em territórios que serão contemplados por Plano de Ação Nacional (PAN) Territorial, no âmbito do projeto GEF pró-espécies: todos contra a extinção : TER33 (ES), TER32 (RJ), TER19 (PR), TER10 (MG).
Ação Situação
5 Law & policy on going
Segundo Seigler et al, (2014), a espécie foi considerada DD pela IUCN em 2001, com distribuição limitada e conhecida por menos de 10 coletas. Porém em 2003 e 2005 a espécie foi coletada no Rio e Janeiro, em 2007 no Espírito Santo e em 2015 e 2016 em Minas Gerais.
Referências:
  1. Seigler, D., Ebinger, J.E., Ribeiro, P.G., de Queiroz, L.P., 2014. Three new species of Senegalia (Fabaceae) from Brazil. J. Bot. Res. Inst. Texas 8(1): 61-69

Ações de conservação (1):

Uso Proveniência Recurso
17. Unknown
Não existem dados sobre usos efetivos ou potenciais.