Espécie endêmica do Brasil, com ocorrência nos estados do ESPÍRITO SANTO, município de Itaguaçu (Brade 18087), Linhares (Kuhlmann 215); e RIO DE JANEIRO, município de Campos dos Goytacazes (Ramiz Galvão 422).
Árvore de até 5 m, endêmica do Brasil (Flora do Brasil 2020 em construção, 2019). Foi documentada em Floresta Ombrófila Densa associada a Mata Atlântica nos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro. Apresenta distribuição restrita, AOO=20 km², especifidade de haitat, três situações de ameaça e ocorrência em fitofisionomia florestal severamente fragmentada. Os estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro resguardam 10,5% e 18,7%, respectivamente, de remanescentes da Mata Atlântica original (SOS Mata Atlântica e INPE, 2019). Os ecossistemas florestais de terras baixas onde a espécie ocorre foram drasticamente afetados por atividades antrópicas altamente impactantes, como desmatamento para ampliação de áreas agrícolas e pastagens, corte seletivo de madeiras-de-lei, plantações de cana-de-açúcar, silvicultura, café, cacau, fogo, crescimento urbano e turistico desordenado (SEAMA 2018; Burla, 2011; Tavares e Zonta, 2010; Lumbreras et al., 2004; Rolim e Chiarello, 2004). No território do Norte Fluminense, onde foi documentada de forma esparsa e aparenta ser bastante rara, o histórico de degradação intensa a partir da retirada das florestas para o estabelecimento de atividades agropecuárias acompanham atualmente a crescente taxa de urbanização (Lemos et al., 2014) e ampliação da especulação imobiliária e turismo desordenado (Costa, 2015). Em Campos dos Goytacazes, por exemplo, restam somente 7,5% de remanescentes florestais originais (SOS Mata Atlântica e INPE, 2019). Foi registrada dentro dos limites de Unidades de Conservação. Poderia ser classificada como "Vulnerável" (VU) pelo seu valor de EOO. Entretanto, diante desse cenário de degradação ao longo de sua distribuição e potenciais extinções locais, R. ramiziana foi considerada "Em perigo" (EN) de extinção novamente. Infere-se declínio contínuo em EOO, AOO, extensão e qualidade de habitat. Recomenda-se ações de pesquisa (distribuição, números e tendências populacionais) e conservação (Plano de Ação) urgentes a fim de se garantir sua perpetuação na natureza, uma vez que a persistência dos vetores de stress descritos podem ampliar seu risco de extinção no futuro. É crescente a demanda para que se concretize o estabelecimento de um Plano de Ação Nacional (PAN) previsto para o estado do Espírito Santo e Rio de Janeiro.
A espécie foi avaliada como "Vulnerável" (VU) à extinção na lista vermelha da IUCN (WCMC, 1998). Posteriormente, avaliada pelo CNCFlora/JBRJ em 2013 (Martinelli e Moraes, 2013) e consta como "Em Perigo" (EN) na Portaria 443 (MMA, 2014), sendo então necessário que tenha seu estado de conservação re-acessado após cinco anos da última avaliação.
| Ano da valiação | Categoria |
|---|---|
| 2012 | EN |
Descrita em: Phytologia 53: 255 (-257), fig. 1983. Rinorea ramiziana se diferencia de R. maximiliani e R. laevigata pelas inflorescências tirsóides, e pelos pedicelos e estilete menores que 3 mm (Hekking, 1988).
| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 5.3 Logging & wood harvesting | habitat | past,present,future | regional | high |
| A cobertura vegetal do estado do Espirito Santo, antes praticamente toda recoberta pela Mata Atlântica, tem uma história de devastação cujos registros remontam aos do início de sua colonização. A destruição e degradação do habitat é, sem dúvida, a maior causa de perda de biodiversidade no estado. Subsequentes ciclos econômicos, como o da exploração da madeira, da agricultura cafeeira, dos "reflorestamentos" homogêneos (Pinus e Eucaliptus), a incidência de espécies exóticas invasoras e sobre-exploração de plantas ornamentais são algumas principais ameaças incidentes sobre a flora do estado (Simonelli ; Fraga, 2007). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 1.1 Housing & urban areas | habitat | past,present,future | national | very high |
| A Mata Atlântica da costa brasileira já atingiu um estágio muito avançado de fragmentação, e a preservação de suas áreas remanescentes foi apontada como um dos maiores problemas de Conservação do País. No estado do Rio de Janeiro, a Mata Atlântica que outrora cobria toda a sua extensão encontra-se hoje reduzida a menos de 20% de sua cobertura original, estando os grandes remanescentes, em sua maioria, sobre áreas montanhosas. A mata de baixada da costa fluminense, conhecida pela alta diversidade e endemismos da fauna e flora, durante séculos foi alvo de intensas perturbações antrópicas, intensificadas nas últimas sete décadas através da extração madeireira, caça ou da substituição de suas florestas por áreas agrícolas (Dean, 1996) e pelo processo de urbanização desordenada. A paisagem atual desta região encontra-se muito fragmentada e desconectada, com pequenas manchas florestais, isoladas, perturbadas em sua maioria e circundadas por extensas matrizes antrópicas como pastos e monocultura além de áreas de desenvolvimento urbano (Carvalho et al.,2004). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 2.3 Livestock farming & ranching | locality,habitat | past,present,future | regional | high |
| O município de Itaguaçu com 53150 ha tem 37% de seu território ( 19651 ha) transformados em pastagens. (Lapig, 2018). O município de Linhares com 350371 ha, possui 34% de sua área (117270 ha) convertida em pastagem (Lapig 2018). O município Campos dos Goytacazes possui 173248 ha dedicadas à pastagem, equivalente a 43% da área do município (Lapig, 2018) | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.2 Ecosystem degradation | 7.1 Fire & fire suppression | locality,habitat | past,present,future | regional | high |
| A prática de queimar os canaviais com a finalidade de diminuir a quantidade de palha e, desta forma, facilitar a colheita se consolidou na década de 1970, com o surgimento do Programa Nacional do Álcool. Ao contrário de outras regiões canavieiras do País, na região de Linhares (ES), os solos de tabuleiro passaram a ser cultivados com cana-de-açúcar apenas nas últimas décadas (Mendonza et al., 2000). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 2 Agriculture & aquaculture | locality,habitat | past,present,future | regional | high |
| O município Campos dos Goytacazes atualmente possui menos de 3% de sua cobertura florestal original, em conseqüência do intenso desmatamento iniciado no século XIX para a implementação de monoculturas de cana-de-açúcar (Carvalho, et al. 2006). Campos dos Goytacazes possui 44.970 ha de plantações de Cana equivalente ao 11,17% da área total do município e o valor da produção foi 128.164.896 R$ em 2015 (Lapig, 2018) | |||||
Referências:
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| Ação | Situação |
|---|---|
| 5.1.2 National level | on going |
| Citada no Anexo II da Lista de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção do Brasil (MMA, 2008) e na Lista da Biodiversitas de espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção na categoria VU (Biodiversitas, 2005). Citada como LC na Lista de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção do Espírito Santo (Simonelli e Fraga, 2007). A espécie foi avaliada como "Vulnerável" (VU) à extinção na lista vermelha da IUCN (WCMC, 1998). Citada no LIVRO VERMELHO CNCFlora 2013 como EN. A espécie avaliada como "Em perigo" está incluída no ANEXO I da Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção (MMA, 2014). | |
Referências:
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| Ação | Situação |
|---|---|
| 1 Land/water protection | on going |
| Coletada na Reserva Florestal da CVRD (Paula-Souza, J. 5686) | |
| Ação | Situação |
|---|---|
| 1 Land/water protection | needed |
| A espécie ocorre na área do GEF Pró-espécies TER 33 (ES) e deve ser incluída no Plano de Ação territorial que será definido como parte do programa | |
| Uso | Proveniência | Recurso |
|---|---|---|
| 17. Unknown | ||
| Não existem dados sobre usos efetivos ou potenciais. | ||