Marcus Alberto Nadruz Coelho; Miguel d'Avila de Moraes. 2012. Proteopsis argentea (ASTERACEAE). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Ocorre na Cadeia do Espinhaço e serras adjacentes em Minas Gerais (Loeuille, 2011).
?Espécie com AOO<500 Km². Apesar da ocorrência em unidades de conservação (SNUC), está sujeita a menos de 10 situações de ameaça. Embora a distribuição da espécie no perímetro de ocorrência seja ampla, algumas subpopulações são encontradas fora de unidades de conservação (SNUC), sofrendo, consequentemente, com atividades extrativistas e agricultura de subsistência, que comprometem o habitat e causam o declínio de EOO e de sua qualidade.
Subarbusto rosetiforme, que apresenta folhas lanceoladas prateadas, inflorescências com 0,4-1,5 m de altura, brácteas involucrais com apêndices espinhosos e capítulos organizados em panículas a umbelas em um receptáculo secundário, ou em glomérulos corimbiformes (Loeuille, 2011).
| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.3 Extraction | |||||
| O Espinhaço é marcado, empraticamente toda a sua extensão, por uma ocupação humana antiga vinculada àextração de ouro ou diamantes e atividades associadas. No entanto, com odeclínio das jazidas no final do século XIX, as cidades perderam importância evárias delas vivem atualmente de sua história, encontrando no turismo suaprincipal atividade econômica. Outras estão resignadas a atividades em pequenaescala, como a agricultura de subsistência e o extrativismo. Devido àtopografia irregular e ao solo impróprio para agricultura, os campos rupestresnão parecem sofrer pressão antrópica acentuada. No entanto, estão sujeitos aqueimadas frequentes. Em alguns pontos, estão sendo substituídos pormonoculturas de eucaliptos e pinheiros. Em outros, principalmente próximos aoscentros urbanos, o aumento no número de casas de veraneio e pousadas ésurpreendente. São comuns também a coleta de toneladas de capítulos de "sempre-vivas" (principalmente Eriocaulaceae e Xyridaceae) para exportação, aretirada de orquídeas, cactos e bromélias para cultivo e a extração dediferentes espécies de "canelas-de-ema" (ou "candombás") resinosas para combustível(Giulietti et al., 1997). Muitas dessas populações são pequenas ea retirada de indivíduos nesses casos pode reduzir significativamente e demaneira irreversível sua variabilidade (e.g. Cavallari et al., 2006),podendo desencadear um processo que culminará com sua extinção. A interferênciahumana nas comunidades dos campos rupestres, portanto, não é desprezível e játem sido notada através da menor variabilidade genética e morfológica empopulações de plantas do espinhaço (e.g., Gomes et al., 2004;Pereira et al., 2007). O grande número de espécies vegetaisexclusivas dos campos rupestres rende à sua flora a condição de insubstituível.Suas espécies microendêmicas são muitas vezes representadas apenas por pequenaspopulações e estão por isso mais suscetíveis a episódios estocásticos naturaisou provocados pelo homem. Portanto, os campos rupestres são intrinsecamentericos em espécies vulneráveis e necessitam de proteção especial (Burman,1991 apud Rapini et al., 2008). A consciência de que a flora das serras do espinhaço deve ser conservada não é recente e tem sido reforçada acada novo levantamento. Ainda são poucos os estudos capazes de estabelecerprioridades para a conservação da biodiversidade nos campos rupestres, apesarde importantes, várias unidades de conservação (SNUC) não representam toda aheterogeneidade biológica regional e não possuem uma configuração ideal paraconservação e manejo efetivo de sua biodiversidade (Funch; Harley, 2007). Parase proteger os campos rupestres é imprescindível conhecer as espécies que aliocorrem e como elas estão distribuídas (Rapini et al., 2008). | |||||
| Ação | Situação |
|---|---|
| 4.4 Protected areas | on going |
| Ocorre no Parque Estadual Grão Mogol, Grão Mogol; no Parque Estadual Serra do Cabral, Joaquim Felício; no Parque Estadual Rio Preto, São Gonçalo do Rio Preto; no Parque Nacional Serra da Canastra, São Roque de Minas; Parque Nacional Serra do Cipó, Santana do Riacho. Todas as unidades ocorrem em Minas Gerais. | |
| Ação | Situação |
|---|---|
| 1.2.1.2 National level | on going |
| Considerada "Deficiente de dados" (DD) pela Lista de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção do Brasil (MMA 2008), anexo II. | |
| Ação | Situação |
|---|---|
| 1.2.1.3 Sub-national level | on going |
| Considerada "Vulnerável" (VU) pela Lista Vermelha da flora ameaçada de Minas Gerais (COPAM-MG, 1997). | |