Sapotaceae

Pouteria samborae Alves-Araújo & Mônico

Como citar:

Eduardo Fernandez; Patricia da Rosa. 2018. Pouteria samborae (Sapotaceae). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

DD

EOO:

0,00 Km2

AOO:

8,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Espécie endêmica do Brasil (Flora do Brasil 2020 em construção, 2018), com ocorrência somente no município de Santa Teresa no estado do Espírito Santo (Alves-Araújo e Mônico, 2017).

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2018
Avaliador: Eduardo Fernandez
Revisor: Patricia da Rosa
Categoria: DD
Justificativa:

Árvore de até 8 m, endêmica do Brasil (Alves-Araújo e Mônico, 2017). Foi coletada em Floresta Ombrófila Densa associada a Mata Atlântica no estado do Espírito Santo, município de Santa Teresa. Descrita recentemente, a espécie é conhecida até o momento somente em fitofisionomia florestal legalmente protegida pela Estação Biológica de Santa Lucia, com pouco menos de 50 indivíduos maduros estimados (Alves-Araújo e Mônico, 2017). Embora a EOO e a AOO estimadas para P. samborae atendam ao limiar para ser considerada Criticamente em Perigo (CR) por B e D, a falta de informação e a necessidade de mais esforços de campo para localizar populações adicionais a posicionam como uma espécie com Dados Insuficientes (DD) neste momento. Demanda-se ações de pesquisa (distribuição, busca por novas subpopulações em locais de ocorrência potencial, eventos de pressão específicos, números e tendências populacionais) e conservação (gestão eficiente de Unidade de Conservação e Plano de Ação) urgentes que possibilitem uma reavaliação de seu risco de extinção no futuro à luz de novas e precisas informações.

Último avistamento: 2016
Possivelmente extinta? Não
Severamente fragmentada? Sim

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Descrita em: Syst. Bot. 42(2): 358. 2017.

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Desconhecido
Detalhes: Não é conhecido o valor econômico da espécie.

População:

Detalhes: A única população conhecida até o momento foi registrada na Estação Biológica de Santa Lucia com pouco menos de 50 indivíduos maduros, sendo necessários esforços para localizar populações adicionais (Alves-Araújo e Mônico, 2017).
Referências:
  1. Alves-Araújo, A., Mônico, A.Z., 2017. Pouteria samborae, a new species of Sapotaceae (Chrysophylloideae) from Espírito Santo, Brazil. Syst. Bot. 42, 358–363.

Ecologia:

Substrato: terrestrial
Forma de vida: tree
Fenologia: perenifolia
Longevidade: perennial
Biomas: Mata Atlântica
Vegetação: Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial)
Habitats: 1.6 Subtropical/Tropical Moist Lowland Forest
Clone: unkown
Rebrotar: unkown
Detalhes: Árvores de até 8 m de altura, ocorrendo nas florestas úmidas da Mata Atlântica (Alves-Araújo e Mônico, 2017).
Referências:
  1. Alves-Araújo, A., Mônico, A.Z., 2017. Pouteria samborae, a new species of Sapotaceae (Chrysophylloideae) from Espírito Santo, Brazil. Syst. Bot. 42, 358–363.

Reprodução:

Detalhes: A espécie foi registrada com flores em fevereiro e frutos senescentes em dezembro (Alves-Araújo e Mônico, 2017).
Estratégia: iteropara
Sistema sexual: hermafrodita
Sistema: unkown
Referências:
  1. Alves-Araújo, A., Mônico, A.Z., 2017. Pouteria samborae, a new species of Sapotaceae (Chrysophylloideae) from Espírito Santo, Brazil. Syst. Bot. 42, 358–363.

Ameaças (4):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 1 Residential & commercial development mature individuals,habitat past,present,future national very high
Perda de habitat como conseqüência do desmatamento pelo desenvolvimento urbano, mineração, agricultura e pecuária representa a maior causa de redução na biodiversidade da Mata Atlântica. Estima-se que restem apenas entre 11,4% a 16% da vegetação original deste hotspot, e cerca de 42% da área florestal total é representada por fragmentos menores que 250 ha (Ribeiro et al., 2009). Os centros urbanos mais populosos do Brasil e os maiores centros industriais e de silvicultura encontram-se na área original da Mata Atlântica (Critical Ecosystem Partnership Fund, 2001).
Referências:
  1. Critical Ecosystem Partnership Fund (CEPF), 2001. Atlantic Forest Biodiversity Hotspot, Brazil. Ecosystem Profiles. https://www.cepf.net/sites/default/files/atlantic-forest-ecosystem-profile-2001-english.pdf (acesso em 31 de agosto 2018).
  2. Ribeiro, M.C., Metzger, J.P., Martensen, A.C., Ponzoni, F.J., Hirota, M.M., 2009. The Brazilian Atlantic Forest: How much is left, and how is the remaining forest distributed? Implications for conservation. Biol. Conserv. 142, 1141–1153.
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 2 Agriculture & aquaculture habitat,mature individuals past,present,future regional high
O município de Santa Teresa (ES), com cerca de 68.315 ha, contém 12% de sua área convertida em pastagens (Lapig, 2018). As pastagens são de fato o principal uso e ocupação do solo no Espirito Santo (Siqueira et al., 2004).
Referências:
  1. Lapig, 2018. http://maps.lapig.iesa.ufg.br/lapig.html (acesso em 05 de outubro 2018).
  2. Siqueira, J.D.P., Lisboa, R.S., Ferreira, A.M., Souza, M.F.R., Araújo, E., Lisbão-Júnior, L., Siqueira, M. de M., 2004. Estudo ambiental para os programas de fomento florestal da Aracruz Celulose S.A. e extensão florestal do governo do estado do Espírito Santo. Floresta 34, 3–67.
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 2.2 Wood & pulp plantations habitat,occurrence past,present,future national very high
As florestas plantadas de Eucalyptus spp. estão distribuídas estrategicamente, em sua maioria, nos estados de Minas Gerais, com maior área plantada, São Paulo, Bahia, Espírito Santo e Rio Grande do Sul (Baesso et al., 2010). Segundo Siqueira et al. (2004) a partir da criação de programas de extensão e fomento florestal do governo e de empresas privadas na década de 1990 iniciou-se a ocupação de extensas áreas com plantios homogêneos, principalmente Eucalyptus e Pinus no estado do Espírito Santo. O Estado possui cerca de 35% de sua área com aptidão preferencial para a atividade florestal, apresentando os maiores índices mundiais de produtividade de Eucalyptus (Siqueira et al., 2004).
Referências:
  1. Baesso, R.C.E., Ribeiro, A., Silva, M.P., 2010. Impacto das mudanças climáticas na produtividade do eucalipto na região norte do Espírito Santo e sul da Bahia. Ciência Florest. 20, 335–344.
  2. Siqueira, J.D.P., Lisboa, R.S., Ferreira, A.M., Souza, M.F.R., Araújo, E., Lisbão-Júnior, L., Siqueira, M. de M., 2004. Estudo ambiental para os programas de fomento florestal da Aracruz Celulose S.A. e extensão florestal do governo do estado do Espírito Santo. Floresta 34, 3–67.
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.2 Ecosystem degradation 5.3 Logging & wood harvesting habitat,mature individuals past,present,future national very high
Em Santa Teresa restam cerca de 20% da Mata Atlântica original no município (Fundação SOS Mata Atlântica e INPE, 2018). Dados publicados recentemente (Fundação SOS Mata Atlântica e INPE, 2018) apontam para uma redução maior que 85% da área originalmente coberta com Mata Atlântica e ecossistemas associados no Brasil. De acordo com o relatório, cerca de 12,4% de vegetação original ainda resistem. Embora a taxa de desmatamento tenha diminuído nos últimos anos, ainda está em andamento, e a qualidade e extensão de áreas florestais encontram-se em declínio contínuo há pelo menos 30 anos (Fundação SOS Mata Atlântica e INPE, 2018).
Referências:
  1. Fundação SOS Mata Atlântica e INPE, 2018. Atlas dos remanescentes florestais da Mata Atlântica. Período 2016-2017. Relatório Técnico, São Paulo, 63p.

Ações de conservação (1):

Ação Situação
1 Land/water protection on going
A espécie foi registrada na Estação Biológica de Santa Lucia (Alves-Araújo e Mônico, 2017).
Referências:
  1. Alves-Araújo, A., Mônico, A.Z., 2017. Pouteria samborae, a new species of Sapotaceae (Chrysophylloideae) from Espírito Santo, Brazil. Syst. Bot. 42, 358–363.

Ações de conservação (1):

Uso Proveniência Recurso
Não existem dados sobre usos efetivos ou potenciais.