Eduardo Fernandez; Eduardo Amorim. 2018. Plinia delicata (Myrtaceae). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Espécie endêmica do Brasil (Flora do Brasil 2020 em construção, 2018), com ocorrência nos estados: MINAS GERAIS, município de Rio Preto (Antunes 172); RIO DE JANEIRO, município de Mangaratiba (Braga et al. 6620). Foi coletada entre 1050-1400 m de altitude (Antunes et al., 2013)
Árvore de até 4 m, endêmica do Brasil (Flora do Brasil 2020 em construção, 2018). Foi coletada em Floresta Ombrófila e Campos Rupestres associados a Mata Atlântica nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Descrita em 2013, é conhecida por somente quatro coletas, incluindo o material-tipo, e desde sua última documentação na natureza em 2007, pouco se avançou em relação ao seu estado de conhecimento desde então. A espécie aparentemente é restrita a habitats severamente fragmentados e poderia ser incluída em categoria de ameaça pelo critério B. Entretanto, diante da carência de dados geral, a espécie foi considerada como Dados Insuficientes (DD) neste momento, uma vez que o conjunto de informações disponíveis não possibilitou a condução de avaliação de risco de extinção. Novos estudos buscando encontrar a espécie em outras localidades na região próxima a sua área de ocorrência fazem-se necessários para melhorar o conhecimento sobre sua distribuição e assim possibilitar uma robusta avaliação de seu risco de extinção.
Descrita em: Phytotaxa 131(1): 45. 2013.
| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 5.3 Logging & wood harvesting | habitat | past,present,future | national | very high |
| Dados publicados recentemente (Fundação SOS Mata Atlântica e INPE, 2018) apontam para uma redução maior que 85% da área originalmente coberta com Mata Atlântica e ecossistemas associados no Brasil. De acordo com o relatório, cerca de 12,4% de vegetação original ainda resistem. Embora a taxa de desmatamento tenha diminuído nos últimos anos, ainda está em andamento, e a qualidade e extensão de áreas florestais encontram-se em declínio contínuo há pelo menos 30 anos (Fundação SOS Mata Atlântica e INPE, 2018). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.2 Ecosystem degradation | 3.2 Mining & quarrying | habitat,locality,occurrence | past,present,future | regional | high |
| A perda e fragmentação de habitat no domínio da Mata Atlântica está aumentando rapidamente (Galindo-Leal et al., 2003; Tabarelli, Silva e Gascon, 2004). Afloramentos graníticos também estão sofrendo um conjunto particular de ameaças, incluindo exploração de pedreiras, mineração e invasões biológicas (Porembski, 2000; Forzza et al., 2003; Martinelli, 2007), que reforçam a necessidade de proteção dos inselbergs e de sua extraordinária biodiversidade, especialmente como resultado dos altos níveis de endemismo. Martinelli (2007) alertou para a necessidade de ações urgentes de conservação e propôs a inclusão dos afloramentos rochosos na agenda brasileira de conservação da diversidade biológica (L.F.A. de Paula et al., 2016). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.2 Ecosystem degradation | 2 Agriculture & aquaculture | habitat,occurrence | past,present,future | regional | high |
| Desde 1914, a Fazenda Goiabal, onde atualmente está estabelecida a Reserva Biológica de Rio das Pedras, era conhecida pela produção de banana (Medeiros et al., 2004). Atualmente, na região da Rebio Rio das Pedras(Mangaratiba), a cultura de banana prata ainda é realizada (Medeiros et al., 2004). A extração de palmito também realizada na área,é uma ameaça a espécie (Medeiros et al., 2004) | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 2.3 Livestock farming & ranching | habitat,occurrence,locality | past,present,future | regional | high |
| O município de Rio Preto (MG), com cerca de 34.814 ha, contém 39,92% de sua área convertida em pastagens (Lapig, 2018). | |||||
Referências:
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| Ação | Situação |
|---|---|
| 1 Land/water protection | on going |
| A espécie foi registrada em área protegida apenas na região de Mangaratiba: PARQUE ESTADUAL CUNHAMBEBE (PI) e ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DE MANGARATIBA (US). | |
| Ação | Situação |
|---|---|
| 5.1.2 National level | on going |
| A espécie ocorre no território de abrangência do Plano de Ação Nacional para a conservação da flora endêmica ameaçada de extinção do estado do Rio de Janeiro (Pougy et al., 2018). | |
Referências:
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| Ação | Situação |
|---|---|
| 5.1.2 National level | needed |
| Os “inselbergs” ou formações rochosas do Leste Brasileiro têm estreitas relações com um tipo de vegetação conhecido como "campo rupestre" (Alves e Kolbeck, 1994). Este termo tem sido empregado para o complexo mosaico de tipos de vegetação, típico de um grande número de cadeias montanhosas no Escudo Brasileiro. Fisionômica e florísticamente, a flora saxícola do campo rupestre e a dos inselbergs estudados compartilham muitos elementos comuns. Além disso, certos elementos ligam inselbergs a formações costeiras de "restinga" (tipos de vegetação que ocupam planícies costeiras arenosas). Pelo fato destas formações rochosas não atraírem interesse para a agricultura, elas foram preservadas dos impactos humanos e mantiveram suas características de refúgio. Entretanto, devido ao alto grau de desmatamento da Floresta Atlântica, estas formações rochosas estão perdendo seus atributos de “ilhas”. É possível perceber a presença de espécies invasoras que se estabelecem por diversos mecanismos como a abertura de estradas e de clareiras como vias de acesso. Espécies exóticas como Melinis repens (Willd.) Zizka e M. multiflora P.Beauv. já se estabeleceram em diversos inselbergs do Leste Brasileiro. Para proteger esta flora diversa e singular é preciso integrar este ecossistema em todos os planos de ação para a conservação (Porembsky et al., 1998). | |
Referências:
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| Uso | Proveniência | Recurso |
|---|---|---|
| 17. Unknown | ||
| Não existem dados sobre usos efetivos ou potenciais. | ||