Fabaceae

Panurea bowdichioides C.H.Stirt. ex Povydysh & M.Yu.Gontsch.

Como citar:

Eduardo Fernandez; Marta Moraes. 2020. Panurea bowdichioides (Fabaceae). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

DD

EOO:

0,00 Km2

AOO:

4,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Espécie endêmica do Brasil (Flora do Brasil 2020 em construção, 2019), foi documentada exclusivamente no estado do AMAZONAS, município de São Gabriel da Cachoeira (P.J.M. Maas 6792).

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2020
Avaliador: Eduardo Fernandez
Revisor: Marta Moraes
Categoria: DD
Justificativa:

Árvore de até 15 m, endêmica do Brasil (Flora do Brasil 2020 em construção, 2019). Foi documentada em área de Campinarana arborizada associada a Amazônia, às margens do Rio Negro, município de São Gabriel da Cachoeira. Povydysh e Goncharov (2012), que a descreveram, o consideram uma espécie intermediária entre representantes do gênero Bowdichia e Panurea. Apesar deste interessante posicionamento, é conhecida somente pelo material-tipo, coletado em 1987, e desde sua descrição (2012), pouco se avançou em relação ao seu estado de conhecimento. A espécie poderia ser considerada em como de Menor Preocupação (LC), considerando-se o contexto do município em que foi registrada, área remota da Amazônia (região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Venezuela) onde ainda predominam na paisagem extensões significativas de vegetação prístina e em grande parte protegida por um mosaico de Unidades de Conservação. Entretanto, diante da carência de dados geral e pelo fato da espécie ter sido descrita a partir de material coletado em uma região predominantemente prístina da Amazônia, onde esforços de coleta ainda são considerados insuficientes, a espécie foi considerada como Dados Insuficientes (DD) neste momento. Novos estudos buscando encontra-la em outras localidades e levantar dados populacionais na região próxima à área de ocorrência conhecida atualmente fazem-se necessários para melhorar o conhecimento sobre sua distribuição e dinâmica populacional e assim possibilitar uma robusta avaliação de seu risco de extinção, urgente diante do aumento dos vetores de pressão que se apresentam para a Amazônia (Charity et al., 2016; Nepstad et al., 2006).

Último avistamento: 1987
Quantidade de locations: 1
Possivelmente extinta? Não
Severamente fragmentada? Desconhecido

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Descrita originalmente em: Novosti Sistematiki Vysshchikh Rastenii 43: 87. 2012. Povydysh e Goncharov (2012), que descrveram o táxon, o considerfam uma espécie intermediária entre representantes do gênero Bowdichia e Panurea.

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Desconhecido
Detalhes: Não é conhecido o valor econômico da espécie.

População:

Flutuação extrema: Desconhecido
Detalhes: Não existem dados quantitativos sobre a população.

Ecologia:

Substrato: terrestrial
Forma de vida: tree
Longevidade: unkown
Biomas: Amazônia
Vegetação: Campinarana
Fitofisionomia: Campinarana Arborizada
Habitats: 1.5 Subtropical/Tropical Dry Forest
Clone: unkown
Rebrotar: unkown
Detalhes: Árvore de até 15 m (Povydysh e Goncharov, 2012), com registro de coleta realizado em área de Campinarana arborizada associada a Amazônia, às margens doi Rio Negro (Povydysh e Goncharov, 2012).
Referências:
  1. Povydysh, M.; Goncharov, N., 2012. On the new species of the genus Panurea Spruce ex Benth. et Hook. f. (Diplotropideae, Fabaceae). Novosti Sistematiki Vysshikh Rastenii 43: 87–90.

Reprodução:

Estratégia: unknown
Sistema: unkown

Ameaças (3):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.2 Ecosystem degradation 1.2 Commercial & industrial areas habitat,occurrence past,present,future local medium
​A zona portuária do município de São Gabriel da Cachoeira representa uma ameaça à espécie, uma vez que foi construído dentro de sua área de distribuição (IBGE, 2011).
Referências:
  1. IBGE, 2011. Perfil dos municípios brasileiros. Rio de Janeiro: IBGE, 2011. Disponível em: <http://goo.gl/ttWv1Q>
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.2 Ecosystem degradation 3.2 Mining & quarrying habitat,occurrence future local high
O município de São Gabriel da Cachoeira contém reservas importantíssimas de minério (nióbio, manganês e fosfato) que estão sendo visadas para exploração, já possui rodovias dentro dos seus limites (Perimetral Norte e a Rodovia São Gabriel-Cucuí parcialmente construída), instalações militares, seis reservas indígenas, incluindo uma missão salesiana e está sofrendo invasões muito sérias por parte de garimpeiros (especialmente ao longo Rio Cauaburí) (Rylands e Pinto, 1998).
Referências:
  1. Rylands, A. B., Pinto, L. P. S., 1998. Conservação da Diversidade da Amazônia Brasileira: uma análise do sistema de conservação. Cadernos FBDS. Vol. 1. Rio de Janeiro: Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável.
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 5.3 Logging & wood harvesting habitat past,present,future regional high
A floresta amazônica perdeu 17% de sua cobertura florestal original, 4,7% somente entre 2000 e 2013, principalmente devido à atividades oriundas da agroindústria, pecuária extensiva, infraestrutura rodoviárias e hidrelétricas, mineração e exploração madeireira (Charity et al., 2016). O aumento do desmatamento entre 2002-2004 foi, principalmente, resultado do crescimento do rebanho bovino, que cresceu 11% ao ano de 1997 até o nível de 33 milhões em 2004, incluindo apenas aqueles municípios da Amazônia com florestas de dossel fechado compreendendo pelo menos 50% de sua vegetação nativa (Nepstad et al., 2006). Segundo Nepstad et al. (2006) a indústria pecuária da Amazônia, responsável por mais de dois terços do desmatamento anual, esteve temporariamente fora do mercado internacional devido a presença de febre aftosa na região. Contudo, o status de livre de febre aftosa conferido a uma grande região florestal (1,5 milhão de km²) no sul da Amazônia seja, talvez, a mudança mais importante que fortaleceu o papel dos mercados na promoção da expansão da indústria pecuária na Amazônia (Nepstad et al., 2006).
Referências:
  1. Nepstad, D.C., Stickler, C.M., Almeida, O.T., 2006. Globalization of the Amazon soy and beef industries: opportunities for conservation. Conserv. Biol. 20, 1595–1603.
  2. Charity, S., Dudley, N., Oliveira, D. and Stolton, S. (editors), 2016. Living Amazon Report 2016: A regional approach to conservation in the Amazon. WWF Living Amazon Initiative, Brasília and Quito.

Ações de conservação (1):

Ação Situação
1.1 Site/area protection needed
A espécie não foi documentada dentro dos limites de nenhuma Unidade de Conservação. Entretanto, ocorre em áreas onde ainda predominam na paisagem extensões significativas de vegetação natural pouco alterada por ações antrópicas e ainda pouco inventariadas botanicamente.

Ações de conservação (1):

Uso Proveniência Recurso
17. Unknown
Não existem dados sobre usos efetivos ou potenciais.