OXALIDACEAE

Oxalis praetexta Progel

Como citar:

Luiz Antonio Ferreira dos Santos Filho; Tainan Messina. 2012. Oxalis praetexta (OXALIDACEAE). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

EN

EOO:

893,927 Km2

AOO:

24,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Endêmica do Estado do Paraná (Abreu; Fiaschi, 2012).

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2012
Avaliador: Luiz Antonio Ferreira dos Santos Filho
Revisor: Tainan Messina
Critério: B1ab(ii,iii,iv)
Categoria: EN
Justificativa:

<i>Oxalis praetexta</i> é endêmica do Brasil, restrita ao bioma Mata Atlântica. Ocorre em Campos de Altitude e Formações Campestres, no município de Palmeira e Ponta Grossa; neste, remanescem apenas 8% da cobertura florestal original, no Estado do Paraná. Apresenta EOO de 797,90 km². Apesar de estar supostamente protegida por unidade de conservação (SNUC) (Parque Estadual de Vila Velha), seu hábitat é constantemente ameaçado, havendo supressão da AOO e no número de subpopulações, que pode ser atribuída principalmente à expansão das atividades agropecuárias e silviculturais. Essas atividades favorecem ainda a invasão de espécies exóticas de alto poder competitivo; além disso, a instalação de infraestrutura de telecomunicações e o turismo desordenado configuram ameaças diretas à perpetuação da espécie. Sendo pouco representada em coleções científicas, <i>O. praetexta </i>foi considerada "Em perigo" (EN), sendo necessários investimentos em pesquisa científica e esforços de coleta a fim de certificar a existência de subpopulações, tendo em vista a viabilidade populacional e sua proteção.

Perfil da espécie:

Obra princeps:

​Descrita em Fl. Bras. (Martius) 12(2): 513. 1877.

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Desconhecido

População:

Flutuação extrema: Sim

Ecologia:

Biomas: Mata Atlântica
Fitofisionomia: Ocorre em campos de altitude e formações campestres (Abreu; Fiaschi, 2012; Abreu; Fiaschi, 2009).
Habitats: 1 Forest, 1.9 Subtropical/Tropical Moist Montane, 3 Shrubland, 3.7 Subtropical/Tropical High Altitude, 4 Grassland
Detalhes: Caracteriza-se por ervas, terrícolas(Abreu; Fiaschi, 2012).

Ameaças (3):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.5 Invasive alien species (directly impacting habitat) local medium
A contaminação biológica por Pinus sp. na Serrado Ibitiraquire, que há poucos anos atingia apenas montanhas de menoresaltitudes, já é verificada em trechos mais elevados e em setores mais distantesdas áreas antropizadas. Também foram encontradas outras espécies exóticasinvasoras, como Lilium regale, Cortaderia selloana e Plantago australis,geralmente associadas a acampamentos (Mocochinsky; Scheer, 2008).
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.4.8 Power line local high
As obras de infra-estrutura de telecomunicaçõesameaçam constantemente os ecossistemas em regiões montanhosas. Os problemasnormalmente são agravados pelo fato de os executores das obras terem pouca ounenhuma orientação quanto a técnicas de minimização de impactos. A instalaçãode uma antena de transmissão de ondas de rádio no Pico Caratuva, na Serra doIbitiraquire, teve conseqüências desastrosas para os campos de altitude. Alémda supressão da vegetação para a instalação dos equipamentos, foram abertasdiversas clareiras desnecessárias. O transporte do material, feitoinadequadamente por terra, gerou grandes impactos ao longo da trilha de acessoao cume. Na mesma serra, em outra montanha, décadas após a construção de umaestrutura de telecomunicação, as conseqüências da falta de compromisso com aconservação do local ainda estão presentes. No local permanece grandequantidade de resíduos, como latões, vigas de aço e chapas metálicas, que foramliteralmente descartadas em meio à vegetação (Mocochinsky; Scheer, 2008).
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.4.3 Tourism/recreation medium
A conduta inadequada de pessoas em atividadesrecreativas vem causando impactos significativos aos campos de altitude doParaná. Os mais comuns são o estabelecimento descontrolado de áreas deacampamento, abertura de trilhas e atalhos, uso inadequado do fogo e coleta deespécies vegetais para uso ornamental. Os impactos resultantes podem seragravados com o estabelecimento de espécies exóticas invasoras nas áreasimpactadas, que tendem a se propagar com maior vigor que a vegetação nativa emregeneração (Mocochinsky; Scheer, 2008).

Ações de conservação (2):

Ação Situação
1.2.1.2 National level on going
Aespécie consta no Anexo II da Instrução Normativa nº 6, de 23 de Setembro de2008 (MMA, 2008) sendo considerada oficialmente ameaçada de extinção. Foiconsiderada "Vulnerável" (VU) em avaliação de risco de extinção empreendida pelaFundação Biodiversitas (Biodiversitas, 2005).
Ação Situação
4.4 Protected areas on going
Espécie ocorre em unidades de conservação (SNUC): Parque Estadual de Vila Velha, no estado do Paraná (CNCFlora, 2012).