Oxalidaceae

Oxalis ciliata Spreng.

Como citar:

Mariana Sartor; Eduardo Amorim. 2023. Oxalis ciliata (Oxalidaceae). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

LC

EOO:

362.959,261 Km2

AOO:

300,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Endêmica do Brasil, ocorre nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal.

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2023
Avaliador: Mariana Sartor
Revisor: Eduardo Amorim
Categoria: LC
Justificativa:

Oxalis ciliata possui distribuição endêmica do Cerrado brasileiro, com uma EOO de 307.061 km² e AOO de 292 km². Sua população é relativamente bem representada pelos registros de coleta e não está fragmentada. A espécie encontra-se também presente em algumas Unidades de Conservação. Pelos motivos citados, é classificada como Pouco Preocupante (LC). No entanto é importante monitorar os registros limítrofes da Extensão de Ocorrência e aumentar a proteção legal no Cerrado, visto a expansão da agropecuária intensiva no bioma, e a intensificação das mudanças climáticas nos próximos anos.

Último avistamento: 2019
Possivelmente extinta? Não

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Subarbusto (40 cm altura) densamente hirsuto-pubescente com tricomas amarelos no caule. Folhas geralmente unifolioladas com lâmina suborbiculada, com alguns pelos sobre a nervura central e borda da lâmina hirsuto-ciliada (característica que dá nome ao epíteto). Flores amarelas.

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Desconhecido
Detalhes: Não é conhecido valor econômico da espécie.

População:

Detalhes: Não existem dados populacionais.

Ecologia:

Substrato: terrestrial
Forma de vida: subshrub
Biomas: Cerrado
Vegetação: Cerrado (lato sensu),
Fitofisionomia:
Habitats: 2.1 Dry Savanna
Referências:
  1. Lourteig, A., 1994. Oxalis L. subgéneros Thamnoxys (Endl.) Reiche emend. Lourt. Bradea 7, 1–99.

Reprodução:

Estratégia: iteropara
Sistema sexual: hermafrodita

Ameaças (1):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 2.1.4 Scale Unknown/Unrecorded habitat past,present national medium
Segundo dados do MapBiomas, o Cerrado brasileiro perdeu cerca de 20,9% da sua vegetação nativa apenas entre 1985 e 2021. Essa perda se deve pela conversão da vegetação em mosaico de agropecuária intensiva (monoculturas de soja e milho, principalmente, e pastagem), cujo uso do solo teve aumento em 45,4% no mesmo período. Todos os estados onde a espécie ocorre tiveram expansão da agropecuária, sendo Mato Grosso o mais representativo. Esta situação se mostra ainda atual e com tendências de continuação, sendo que 58,3% da dinâmica agropecuária ocorreu a partir da abertura de novas áreas (7,1 Mha), nos últimos 10 anos, o que constitui uma das principais ameaças para o habitat da espécie.
Referências:
  1. Projeto MapBiomas – Mapeamento Anual de Cobertura e Uso da Terra no Brasil - Coleção 7, acessado em 10 jan. 2023 através do link: https://mapbiomas-br-site.s3.amazonaws.com/MapBiomas_Cole%C3%A7%C3%A3o7_2022_10.10.pdf
  2. “Projeto MapBiomas – Mapeamento Anual de Cobertura e Uso da Terra no Cerrado - Coleção 7, acessado em 10 jan. 2023 através do link: https://mapbiomas-br-site.s3.amazonaws.com/MapBiomas_CERRADO_2022_09092022__1_.pdf

Ações de conservação (1):

Ação Situação
1.1 Site/area protection on going
A espécie foi registrada nas seguintes Unidades de Conservação: Parque Estadual do Sumidouro, Área de Proteção Ambiental Carste de Lagoa Santa, Floresta Nacional de Paraopeba, Parque Estadual da Serra de Caldas Novas, Área de Proteção Ambiental do Planalto Central, Estação Ecológica de Águas Emendadas, Parque Nacional Chapada dos Veadeiro.

Ações de conservação (1):

Uso Proveniência Recurso
17. Unknown
Não existem dados sobre usos efetivos ou potenciais.