Oxalidaceae

Oxalis blackii Lourteig

Como citar:

Mariana Sartor; undefined. 2023. Oxalis blackii (Oxalidaceae). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

EN

EOO:

20.096,402 Km2

AOO:

36,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Espécie endêmica do Brasil (Fiaschi et al., 2020), com distribuição nos estados de Espírito Santo e Minas Gerais.

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2023
Avaliador: Mariana Sartor
Revisor:
Critério: B2ab(ii,iii)
Categoria: EN
Justificativa:

Oxalis blackii é um subarbusto ramificado endêmico da Mata Atlântica, ocorrendo no Espírito Santo e em Minas Gerais. Possui EOO de 17.243 km² e AOO de 36 km², com registros válidos em dez localidades, sendo duas delas consideradas localizações condicionadas à ameaça pela perda de habitat para expansão urbana. Outras ameaças incluem a presença de espécies exóticas invasoras, incluindo a silvicultura de eucalipto no interior do ES. Sendo estas ameaças históricas, infere-se declínio contínuo da qualidade do habitat e da área de ocupação da espécie, e da mesma forma se estas ameaças não forem controladas, há risco de declínio no futuro. Sendo assim, a espécie é considerada Em Perigo (EN).

Quantidade de locations: 2
Possivelmente extinta? Não
Razão para reavaliação? New information
Justificativa para reavaliação:

Novas coletas.

Houve mudança de categoria: Sim
Histórico:
Ano da valiação Categoria
2012 CR

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Descrita em: Bradea 7(1): 138, 1994. É afim de Oxalis monochasiata, mas difere pelos pedicelos glabros (vs. pedicelos com tricomas glandulares curtos em O. monochasiata), folhas agrupadas (vs. não agrupados em O. monochasiata) em pseudo-verticilos, e os frutos mais curtos (vs. tão longos ou mais longos) que o cálice lacinia (Fiaschi, P., 2014).

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Desconhecido
Detalhes: Não é conhecido valor econômico da espécie.

População:

Flutuação extrema: Desconhecido
Detalhes: Não existem dados populacionais.

Ecologia:

Substrato: terrestrial
Forma de vida: bush
Biomas: Mata Atlântica
Vegetação: Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial)
Fitofisionomia: Floresta Ombrófila Densa, Afloramento Rochoso
Habitats: 1.6 Subtropical/Tropical Moist Lowland Forest
Detalhes: Erva ou subarbusto com até 2 metros de altura. Ocorre em Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial) e Vegetação Sobre Afloramentos Rochosos (Fiaschi et al., 2022).
Referências:
  1. Fiaschi, P.; Costa-Lima, J.L.; M.C. de Abreu; Costa, T.S. 2020. Oxalis in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB12450>. Acesso em: 22 fev. 2022

Reprodução:

Fenologia: flowering (Nov~Jun), fruiting (Nov~undefined)
Estratégia: iteropara
Sistema sexual: hermafrodita

Ameaças (4):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 2.1.4 Scale Unknown/Unrecorded habitat,occupancy,occurrence past,present,future local high
Em 2014, a espécie apresentava 20,12% (482,85ha) da sua AOO útil (2400ha) em áreas de mosaico de agricultura e pastagem, enquanto em 2019, a espécie apresentava 27,62% (662,84ha), o que representou um acréscimo de 7,5% (179,99ha) em áreas de mosaico de agricultura e pastagem. Em 2014, a espécie apresentava 18,08% (93097,14ha) da sua EOO em áreas de mosaico de agricultura e pastagem, enquanto em 2019, a espécie apresentava 27,2% (140014,39ha), o que representou um acréscimo de 0% (0ha) em áreas de mosaico de agricultura e pastagem (MapBiomas, 2021).
Referências:
  1. MapBiomas, 2021. Projeto MapBiomas - Coleção 5 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 2014 e 2019. URL https://https://mapbiomas.org (acesso em 04 de novembro de 2021).
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 2.2.3 Scale Unknown/Unrecorded habitat past,present,future local medium
De acordo com o IBGE, os municípios Marilândia (ES) e Santa Teresa (ES) possuem, respectivamente, 6,3% (2064ha) e 13,63% (9312ha) de seus territórios convertidos em áreas de silvicultura, segundo dados de 2019 (IBGE, 2021).
Referências:
  1. IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2021. Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, dados de 2019. Municípios: Marilândia (ES) e Santa Teresa (ES). URL https://sidra.ibge.gov.br/Tabela/5930 (acesso em 04 de novembro de 2021).
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 2.3.4 Scale Unknown/Unrecorded habitat,occupancy,occurrence past,present,future regional high
De acordo com o Atlas das Pastagens Brasileiras, os municípios Afonso Cláudio (ES), Barra de São Francisco (ES), Itarana (ES), Marilândia (ES) e Santa Teresa (ES) possuem, respectivamente, 42,88% (40355ha), 60,97% (57585ha), 36% (10626ha), 36,26% (11879ha) e 23,93% (16348ha) de seus territórios convertidos em áreas de pastagem, segundo dados de 2019 (Lapig, 2021). De acordo com o MapBiomas, os municípios Afonso Cláudio (ES), Barra de São Francisco (ES), Itarana (ES), Marilândia (ES) e Santa Teresa (ES) possuem, respectivamente, 42,85% (40331ha), 60,75% (57384ha), 35,92% (10604ha), 33,68% (11035ha) e 23,9% (16326ha) de seus territórios convertidos em áreas de pastagens, segundo dados de 2019 (MapBiomas, 2021a). Em 2014, a espécie apresentava 32,24% (773,85ha) da sua AOO útil (2400ha) em áreas de pastagem e 20,12% (482,85ha) em áreas de mosaico de pastagem e agricultura, enquanto em 2019, a espécie apresentava 28,37% (680,9ha) em áreas de pastagem e 27,62% (662,84ha) em áreas de pastagem e agricultura, o que representou um acréscimo de 3,63% (87,04ha) em áreas de pastagem e mosaico de pastagem e agricultura. Em 2014, a espécie apresentava 52,77% (271670,65ha) da sua EOO em áreas de pastagem e 18,08% (93097,14ha) em áreas de mosaico de pastagem e agricultura, enquanto em 2019, a espécie apresentava 45,39% (233664,96ha) em áreas de pastagem e 27,2% (140014,39ha) em áreas de mosaico de pastagem e agricultura, o que representou um acréscimo de 1,74% (373679,35ha) em áreas de pastagem e mosaico de pastagem e agricultura (MapBiomas, 2021b).
Referências:
  1. Lapig - Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento, 2021. Atlas Digital das Pastagens Brasileiras, dados de 2019. Municípios: Afonso Cláudio (ES), Barra de São Francisco (ES), Itarana (ES), Marilândia (ES) e Santa Teresa (ES). URL https://www.lapig.iesa.ufg.br/lapig/index.php/produtos/atlas-digital-das-pastagens-brasileiras (acesso em 04 de novembro de 2021).
  2. MapBiomas, 2021a. Projeto MapBiomas - Coleção 5 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 2019. Municípios: Afonso Cláudio (ES), Barra de São Francisco (ES), Itarana (ES), Marilândia (ES) e Santa Teresa (ES). URL https://mapbiomas-br-site.s3.amazonaws.com/EstatADsticas/Dados_Cobertura_MapBiomas_5.0_UF-MUN_SITE_v2.xlsx (acesso em 04 de novembro de 2021).
  3. MapBiomas, 2021b. Projeto MapBiomas - Coleção 5 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 2014 e 2019. URL https://https://mapbiomas.org (acesso em 04 de novembro de 2021).
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
2.3.7 Reduced reproductive success 8.1 Invasive non-native/alien species/diseases habitat past,present regional medium
Nas cidades onde a espécie ocorre, há a presença documentada de espécies de plantas invasoras, como, por exemplo, <⁣i>Terminalia catappa L.</i> (castanheira), as quais, se não controladas, causam impactos ecológicos na vegetação nativa por competir por recursos no processo de sucessão natural, eliminar a regeneração por sombreamento denso e por alelopatia (Martins et al., 2018).
Referências:
  1. Martins, W.P., Aoyama, E.M., Furlan, M.R., Elias, L., 2018. Plantas exóticas na floresta atlântica do Espírito Santo. Rev. Eletrônica Thesis XV, 16–45.

Ações de conservação (4):

Ação Situação
5.1.2 National level on going
A espécie foi avaliada como Criticamente em Perigo (CR) e está incluída no ANEXO I da Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção (MMA, 2014).
Referências:
  1. MMA - Ministério do Meio Ambiente, 2014. Portaria nº 443, de 17 de dezembro de 2014. Diário Oficial da União, 18/12/2014, Seção 1, p. 110-121. URL http://www.dados.gov.br/dataset/portaria_443 (acesso em 04 de novembro de 2021).
Ação Situação
5.1.2 National level needed
A espécie ocorre em território que poderá ser contemplado por Plano de Ação Nacional (PAN) Territorial, no âmbito do projeto GEF Pró-Espécies - Todos Contra a Extinção: Território PAT Capixaba-Gerais - 33 (ES).
Ação Situação
1.1 Site/area protection needed
A espécie não é conhecida em nenhuma unidade de conservação, mas claramente existe a necessidade de melhorar a proteção do habitat nos locais onde se sabe que ela ocorre. São necessárias pesquisas adicionais para determinar se esta espécie está ou não experimentando um declínio efetivo ou está passando por flutuações naturais da população.
Ação Situação
5.1.3 Sub-national level on going
A espécie foi avaliada como Em Perigo (EN) na lista oficial das espécies ameaçadas de extinção no Estado do Espírito Santo (Espírito Santo, 2005).
Referências:
  1. Espírito Santo, 2005. Lista de Espécies Ameaçadas de Extinção no Espírito Santo. Decreto nº 1.499-R. Diário Oficial do Estado do Espírito Santo, 14/06/2005.

Ações de conservação (1):

Uso Proveniência Recurso
17. Unknown
Não existem dados sobre usos efetivos ou potenciais