SOLANACEAE

Nicotiana mutabilis Stehmann & Semir

Como citar:

Pablo Viany Prieto; Tainan Messina. 2012. Nicotiana mutabilis (SOLANACEAE). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

VU

EOO:

162,136 Km2

AOO:

16,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Rio Grande do Sul (Stehmann et al., 2012). Na região de transição entre o litoral e a encosta inferior do Nordeste e Campos de Cima da Serra, áreas de altitude (Vignoli-Silva; Mentz, 2005).

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2012
Avaliador: Pablo Viany Prieto
Revisor: Tainan Messina
Critério: D2
Categoria: VU
Justificativa:

<i>Nicotiana mutabilis </i>foi descrita recentemente, em 2002, e até o momento foram identificadas apenas quatro situações de ameaça. Tem distribuição bastante restrita (EOO=150,29 km²). Embora a região em que ocorre seja relativamente bem preservada, devido ao relevo bastante acidentado, a espécie também habita locais degradados, como beiras de estradas e campos abandonados. São consideradas ameaças a coleta de sementes para fins ornamentais e a possibilidade de degradação de seu hábitat, tornando-a "Vulnerável" (VU).

Perfil da espécie:

Obra princeps:

A diferença de cores e tonalidades das flores, observadas em um mesmo indivíduo, deve-se à idade da flor. Este estado de caráter é observado somente nesta espécie. As flores mais jovens são brancas passando para rosa-claro até chegar a magenta, com o decorrer do tempo (Stehmann et al., 2002 apud Vignoli-Silva; Mentz, 2005).

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Sim
Detalhes: Potencial ornamental. Sementes são comercializadas.

Ecologia:

Biomas: Mata Atlântica
Fitofisionomia: Floresta ombrófila densa (Stehmann et al., 2009). habita terrenos acidentados com afloramento rochoso, margens de estradas com solos pedregosos e campos de cultivo abandonados (Vignoli-Silva; Mentz, 2005).
Detalhes: Erva anual ou bianual, 1-1,5 m alt, com ramos numerosos. Floração e frutificação entre os meses de primavera e verão (Vignoli-Silva; Mentz, 2005).

Ameaças (1):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1 Habitat Loss/Degradation (human induced)
Os remanescentes de mata atlântica do Rio Grande do Sul, representavam em 2010 somente 7,46% da cobertura original do bioma no Estado (SOS; INPE, 2011). A taxa média anual de deflorestamento no Estado é 0,03% (MMA; IBAMA, 2010).

Ações de conservação (1):

Ação Situação
1.2.1.2 National level on going
Presente na Lista vermelha da flora do Brasil (MMA, 2008),anexo 1.

Ações de conservação (1):

Uso Proveniência Recurso
Ornamental
​Espécie extremamente ornamental, cujas sementes são comercializadas (Stehmann, com. pess).