BROMELIACEAE

Neoregelia paulistana E.Pereira

Como citar:

Miguel d'Avila de Moraes; Tainan Messina. 2012. Neoregelia paulistana (BROMELIACEAE). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

EN

EOO:

2.140,133 Km2

AOO:

12,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

A espécie é endêmica do Brasil, ocorrendo exclusivamente nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro (Forzza et al., 2012). Há possível equivoco existente em coleta atribuída a esta espécie proveniente de Santa Maria Magdalena, no Estado do Rio de Janeiro (Leme, 1997). Parece ocorrer exclusivamente na região costeira de São Paulo, representando um endemismo restrito deste Estado (Leme, 1998; Giulietti et al. 2009; Martinelli et al. 2008).

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2012
Avaliador: Miguel d'Avila de Moraes
Revisor: Tainan Messina
Critério: B1ab(iii)
Categoria: EN
Justificativa:

<i>Neoregelia paulistana</i> é endêmica do Brasil e ocorre nos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. Especialistas alertam para o possível equívoco existente em coleta atribuída a essa espécie no município de Santa Maria Madalena, no Estado do Rio de Janeiro. Parece ocorrer exclusivamente na região costeira de São Paulo, representando um endemismo restrito daquele Estado. Dessa forma, desconsiderando a ocorrência da espécie no Rio de Janeiro, sua AOO estimada é inferior a 10 km². Se o equívoco na determinação do material for confirmado, a distribuição da espécie estará restrita a apenas uma localidade, considerada uma única situação de ameaça. Além disso, a região litorânea dos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro perdeu significativa porcentagem da cobertura vegetal original, devido à expansão de grandes centros urbanos que resultaram na perda de área e no declínio contínuo da qualidade do hábitat. <i>N. paulistana</i> foi considerada "Extinta" (EX) em avaliação de risco de extinção empreendida no Estado de São Paulo.

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Descrita em Sellowia 27: 76. 1975. A espécie apresenta afinidades morfológicas com N. diversifolia, diferindo-se desta principalmente pelo porte maior, estolhos recobertos por catáfilos persistentes, sub-rígidos, suberetos, estreitamente triangulares e acuminado-caudados, as folhas distintamente nervadas, especialmente em vida, próximo as margens e em direção a base, e as pétalas mais altamente concrescidas na base. O habito de N. paulistana remete também a N. bragarum, especialmente o modo de propagação por estolhos recobertos por catáfilos, em forma e disposição, muito semelhantes a esta espécie no Rio de Janeiro (Leme, 1998).

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Desconhecido

Ecologia:

Biomas: Mata Atlântica
Fitofisionomia: Florestas Ombrófilas Densas (Martinelli et al. 2009).
Detalhes: Planta herbácea, epífita; ocorre em Florestas Ombrófilas Densas (Martinelli et al., 2009) associadas ao bioma Mata Atlântica. Floresce entre os meses de agosto e outubro (Leme, 1998).

Ações de conservação (2):

Ação Situação
5.7 Ex situ conservation actions on going
A espécie está cultivada em coleções. Entretanto, todo o material existente, tanto no Brasil como no exterior, parece ser proveniente do espécime-tipo (Leme, 1997)
Ação Situação
1.2.1.3 Sub-national level on going
A espécie foi considerada "Extinta" (EX) em avaliação de risco de extinção empreendida no Estado de São Paulo (SMA-SP, 2004).