BROMELIACEAE

Neoregelia coriacea (Antoine) L.B.Sm.

Como citar:

Rodrigo Amaro; Tainan Messina. 2017. Neoregelia coriacea (BROMELIACEAE). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

EN

EOO:

0,00 Km2

AOO:

8,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Espécie endêmica do estado do Rio de Janeiro (Forzza et al., 2015). Possui um registro histórico coletad no município do Rio de Janeiro, em São Cristóvão (E.H.G. Ule s.n.), no ano de 1896. Ocorrência descrita também na localidade "Rio Ita, 8a Pedreira do D.R." (J. A. De Jesus, 1484) e no município de Petrópolis, na Serra da Estrela, BR 135 (E. Pereira, 10628). Espécie teve um aporte de novos dados provenientes das consultas realizadas durante a “Campanha Procura-se” em herbários não digitalizados (I.M. Kessous 47).

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2017
Avaliador: Rodrigo Amaro
Revisor: Tainan Messina
Critério: B2ab(i,ii,iii)
Categoria: EN
Justificativa:

Espécie epífita, endêmica do estado do Rio de Janeiro (BFG, 2015), conhecida por registros de coleta antigos para o município do Rio de Janeiro, sendo um deles de São Cristóvão (Ule, E.H.G. s.n.), em 1896, e o outro, do ano de 1972 na localidade Rio Ita (J.A. Jesus 1484), e por coletas mais recentes no município de Petrópolis, na Serra dos Órgãos (Kessous I.M. 47, 48, 49) e na Serra da Estrela (E. Pereira 10628). Possui AOO=8 km² e está sujeita três situações de ameaça. Suspeita-se de declínio contínuo da qualidade de hábitat, da EOO e AOO. O aumento da frequência de incêndios na Serra dos Órgãos e na Área de Proteção Ambiental Petrópolis representa uma ameaça preocupante para a espécie na região (Ibama, 2014; ICMBio, 2014). Além disso, a vegetação da região metropolitana do Rio de Janeiro sofre o impacto da ocupação indevida de áreas florestais (Dantas et al., 2005).

Último avistamento: 2013
Quantidade de locations: 3
Possivelmente extinta? Não

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Espécie descrita inicialmente em Smithsonian Misc. Collect. 126(1): 27. 1955.

Ecologia:

Substrato: epiphytic
Forma de vida: herb
Biomas: Mata Atlântica
Vegetação: Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial)
Fitofisionomia: Floresta Ombrófila Densa
Habitats: 1.9 Subtropical/Tropical Moist Montane Forest
Detalhes: Espécie herbaceae, epífita, de ocorrência na Mata Atlântica, em áreas de Floresta Ombrófila (Forzza et al., 2015).
Referências:
  1. Forzza, R.C.; Costa, A.; Siqueira Filho, J.A.; Martinelli, G.; Monteiro, R.F.; Santos-Silva, F.; Saraiva, D. P.; Paixão-Souza, B.; Louzada, R.B.; Versieux, L., 2015. Bromeliaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB6132>. Acesso em: 13 Mar. 2015

Reprodução:

Detalhes: Encontrada com flores em agosto (J. A. De Jesus, 1484).
Fenologia: flowering (Aug~Aug)

Ameaças (2):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.2 Ecosystem degradation 7.1.1 Increase in fire frequency/intensity habitat,occupancy,occurrence,mature individuals,locality past,present local high
O aumento da frequência de incêndios na Serra dos Órgãos, presentes na Áreas de Proteção Ambiental Petrópolis representa uma ameaça à espécie (IBAMA, 2014; ICMBio, 2014).
Referências:
  1. IBAMA, 2014. Ibama combate incêndio no Parque Nacional Serra dos Órgãos. Disponível em <http://www.ibama.gov.br/publicadas/ibama-combate-incendio-no-parque-nacional-serra-dos-orgaos>.
  2. ICMBio, 2014. ICMBio e Ibama trabalham para conter incêndio na Serra dos Órgãos. Meio Ambiente. Disponível em < http://www.brasil.gov.br/meio-ambiente/2014/10/icmbio-e-ibama-trabalham-para-conter-incendio-na-serra-dos-orgaos>.
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Housing & urban areas
A vegetação da região metropolitana do Rio de Janeiro sofre o impacto vindo da ocupação populacional, sendo muitos terrenos urbanizados, inadequados para tal tipo de uso, tais como os ambientes florestais, mangues e brejos, principalmente no entorno da baía de Guanabara (Dantas etal., 2005). Dado o registro de ocorrência da espécie para a região de São Cristóvão ser datado do ano de 1896, e não haverem novos registros nesta região, é possível que a espécie não ocorra mais neste local.
Referências:
  1. DANTAS, M.E.; SHINZATO, E.; MEDINA, A.I.M.; SILVA, C.R.D.; PIMENTAL, J.; LUMBRERASJ.F.;. Diagnóstico geoambiental do estado do Rio de Janeiro in Serviço Geológico do Brasil ? CPRM. Disponivel em: <http://urutau.proderj.rj.gov.br/inea_imagens/downloads/pesquisas/PE_Ilha_Grande/Dantas_etal_2005.pdf>. Acesso em: 20/03/2012

Ações de conservação (1):

Ação Situação
Espécie presente Área de Proteção Ambiental de Petrópolis (Moura e Vieira, 2014).
Referências:
  1. Moura, R. & Vieira, C.M. 2014. Bromeliaceae. Catálogo das espécies de plantas vasculares e briófitas do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://florariojaneiro.jbrj.gov.br

Ações de conservação (1):

Uso Proveniência Recurso
13. Pets/display animals, horticulture natural whole plant
A maioria das Bomeliaceae apresenta potencial ornamental, o que vem causando o declínio das populações naturais de algumas espécies (Souza e Lorenzi, 2012).
Referências:
  1. Souza, V. C.; Lorenzi, H. 2008. Botânica sistemática: guia ilustrado para identificação das famílias de fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado na APG III. 3a ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 768 p.