Miguel d'Avila de Moraes; Tainan Messina. 2012. Neoregelia bahiana (BROMELIACEAE). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
A espécie é endêmica do Brasil, ocorrendo exclusivamente nos Estados de Minas Gerais e Bahia (Forzza et al., 2012). Versieux et al. (2008) indicam N. bahiana como um endemismo restrito à Cadeia do Espinhaço, com ampla distribuição nesta serra nos Estados de MG e BA. Entretanto, há uma coleta de 1933 realizada por Hoeehne no município de Santo André (SP), na Serra de Paranapiacaba que vem sendo atribuído a esta espécie (Wanderley et al. 2007). Leme (1998) menciona esse fato, afirmando que a determinação desta coleção parece estar equivocada, uma vez que tal registro mudaria consideravelmente o padrão de distribuição da espécie. O mesmo autor afirma ainda que a espécie ocupa uma faixa altitudinal na Cadeia do Espinhaço que varia de 450 m até mais de 1.300 m. Marques; Lemos Filho (2007) registraram a espécie numa altitude de 1664 m na Serra da Piedade (MG).
?Espécie com ampla distribuição nos Estados de Minas Gerais e Bahia. Apesar de ocorrer apenas sobre campos rupestres da Cadeia do Espinhaço, a espécie ocorre em diversas unidades de conservação (SNUC) e não apresenta risco de se extinguir em um futuro próximo.
Entre todas as espécies do subgênero Longipetalopsis, N. bahiana é apontada como a mais variável de todas quanto à forma, coloração e dimensões. Essa variações levaram a diversas descrições equivocadas de espécies novas, principalmente no Estado de Minas Gerais, o que gerou um grande número de sinonímias para o taxa. A espécie morfologicamente mais próxima de N. bahiana é N. mucugensis, ocorrendo em simpatria. N. bahiana se distingue de N. mucugensis pelas folhas mais coriáceas e as vezes suculentas, sépalas linear-lanceoladas e maiores, pétalas altamente concrescidas na base e estigma quase duas vezes mais curto e de coloração branca (Leme, 1998).
| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 Habitat Loss/Degradation (human induced) | |||||
| O emprego secular dos campos rupestres como pastagens naturais, associado à mineração, às queimadas, ao extrativismo e ao desmatamento das matas de galeria comprometem a sobrevivência de muitas espécies de Bromeliaceae da Bahia e Minas Gerais (Versieux et al., 2008). | |||||
| Ação | Situação |
|---|---|
| 1.2.1.3 Sub-national level | on going |
| Considerada "Em perigo" (EN) pela Lista vermelha da flora de São Paulo (SMA-SP, 2004). | |
| Ação | Situação |
|---|---|
| 4.4.3 Management | on going |
| Em Minas Gerais, a espécie foi registrada nas seguintes unidades de conservação (SNUC): Parque Nacional da Serra do Cipó, Parque Estadual do Pico do Itambé, RPPN Parque Natural do Caraça (Versieux, 2005). No Estado da Bahia, N. bahiana foi registrada no Parque Nacional da Chapada Diamantina e no Parque Municipal de Mucugê (Leme, 1998). | |