SAPOTACEAE

Micropholis gnaphaloclados (Mart.) Pierre

Como citar:

Miguel d'Avila de Moraes; Eduardo Fernandez. 2011. Micropholis gnaphaloclados (SAPOTACEAE). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

NT

EOO:

2.354.067,708 Km2

AOO:

128,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Espécie com distribuição no leste e centro do Brasil, tendo sido coletada na Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais e Pernambuco (Bruniera; Gropo, 2008).

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2011
Avaliador: Miguel d'Avila de Moraes
Revisor: Eduardo Fernandez
Categoria: NT
Justificativa:

?<i>Micropholis gnaphaloclados</i> (Mart.) Pierre ocorre em vegetações arbustivas e campestres de Cerrado e Caatinga, do leste a região central do Brasil. O limite sul de sua distribuição é o estado de São Paulo, mas sua ocorrência se estende até o estado do Pará, no domínio fitogeográfico Amazônico. Esta região é onde está localizado o arco de expansão da fronteira agrícola da soja no Brasil. A perda e fragmentação de habitat nesta região vem aumentando significativamente, o que em breve pode colocar <i>M. gnaphaloclados </i>na categoria de <i>Vulnerable </i>(VU). Portanto, consideramos a espécie como <i>Near Threatened </i>(NT).

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Micropholis gnaphaloclados é muito próxima à M. venulosa sendo que poucas diferenças as separam, os quais são basicamente: o formato das folhas e as características do indumento que as recobrem (Penninton, 1990). Essa espécie também é vegetativamente muito semelhante a M. gardneriana (Bruniera; Gropo, 2008).

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Desconhecido

População:

Flutuação extrema: Desconhecido
Detalhes: Scolforo (2008) amostrou 72 indivíduos (em 136,785 ha) em área de cerrado sensu stricto em Inventário Florestal do estado de Minas Gerais. Werneck et al. (2000) em acompanhamento de uma área pós-distúrbio de fragmento florestal no triângulo mineiro registrou 26,9 ind./ha (área basal: 0,2964 m2.ha-1) no ano de 1994 e 20,5 ind./ha (área basal: 0,1532 m2.ha-1) no ano de 1998, os autores explicam que essa diminuição foi causada possivelmente pela área estar em processo de recuperação (até 1993 era bastante perturbada) e o aumento do sombreamente poderia ter reduzido a espécie que é heliófita.

Ecologia:

Biomas: Caatinga e cerrado
Fitofisionomia: Desenvolve-s em cerrado, caatinga e campo rupestre de 700 até 1200m alt. (Penninton, 1990).
Detalhes: Arvoreta ou arbusto de até 6 m de altura, com látex branco. Suas flores são esverdeadas ou creme (Penninton, 1990).

Ameaças (1):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1 Habitat Loss/Degradation (human induced) high
​A espécie encontra em ameaça por seu ambiente encontrar-se altamente fragmentado (Oldfield et al., 1998).

Ações de conservação (1):

Ação Situação
1.2.1.1 International level on going
Quase ameaçada (LR/nt). Lista vermelha da IUCN (1998) (O'Brien, 1998).