Sapotaceae

Manilkara paraensis (Huber) Standl.

Como citar:

Monira Bicalho; undefined. 2023. Manilkara paraensis (Sapotaceae). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

LC

EOO:

450.947,946 Km2

AOO:

204,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Espécie endêmica do Brasil (Alves-Araújo e Almeida, 2022), com distribuição: no estado do Maranhão — nos municípios Capinzal do Norte, Caxias, Centro Novo do Maranhão, Chapadinha, Codó, Governador Eugênio Barros, Itapecuru Mirim, Mata Roma, Monção, Nina Rodrigues, Santo Amaro do Maranhão, São Luís, São Raimundo do Doca Bezerra, Timbiras e Vargem Grande —, e no estado do Pará — nos municípios Acará, Anapu, Aurora do Pará, Belém, Belterra, Breu Branco, Castanhal, Goianésia do Pará, Gurupá, Irituia, Maracanã, Melgaço, Moju, Paragominas, Peixe-Boi, Santa Izabel do Pará, Santarém, São Francisco do Pará e Viseu.

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2023
Avaliador: Monira Bicalho
Revisor:
Categoria: LC
Justificativa:

Árvore com até 40 m de altura, endêmica da Amazônia brasileira, em fitofisionomias de Floresta de Terra Firme, nos estados do Maranhão e Pará. Apresenta EOO igual a 364517km², e, apesar de os valores de AOO poderem enquadrá-la como ameaçada, os valores de EOO são extensos e os muito dos registros conhecidos estão localizados em Unidades de Conservação. Somado a isto, não existem dados de declínios populacionais para aplicação de outros critérios. Assim, a espécie foi considerada como de Menor Preocupação (LC), demandando ações de pesquisa (expedições botânicas direcionadas a buscar pela espécie na localidade típica e em outras localidades próximas são necessárias para aumentar o conhecimento sobre sua distribuição e dinâmica populacional) a fim de ampliar o conhecimento disponível e garantir sua sobrevivência na natureza.

Possivelmente extinta? Não
Razão para reavaliação? Other
Justificativa para reavaliação:

Transcorridos mais de 5 anos após a última avaliação da espécie.

Houve mudança de categoria: Sim
Histórico:
Ano da valiação Categoria
2011 NT

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Descrita em: Trop. Woods 34: 41, 1933. É afim de Manilkara bidendata e M. triflora, mas difere pelo indumento apresso persistente na face abaxial da lâmina foliar, pelo tubo da corola relativamente maior, pela fusão parcial de filamentos e estaminódios em um tubo curto (vs. filamentos e estaminódios livres). Também difere de M. triflora pelas folhas maiores e estaminódios bífidos, maiores e mais desenvolvidos (vs. rudimentares em M. triflora). É afim de M. subsericea e M. salzmannii pelo indumento marrom ou marrom acinzentado de suas folhas (vs. prateado em M. subsericea, vs. ausente em M. salzmanii), pelo ovário 6-loculado (vs. 8-11-locular em M. subsericea e M. salzmanii) (Pennington, 1990). Popularmente conhecida como maçarandubinha no estado do Pará (Pennington, 1990, Alves-Araújo e Almeida, 2022).

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Desconhecido
Detalhes: Não é conhecido valor econômico da espécie.

População:

Flutuação extrema: Desconhecido
Detalhes: Não existem dados populacionais.

Ecologia:

Substrato: terrestrial
Forma de vida: tree
Fenologia: perenifolia
Longevidade: perennial
Biomas: Amazônia
Vegetação: Floresta de Terra-Firme
Habitats: 1.6 Subtropical/Tropical Moist Lowland Forest
Clone: no
Rebrotar: unkown
Detalhes: Árvore com até 40 m de altura (Pennington, 1990). Ocorre na Amazônia, em Floresta de Terra Firme (Alves-Araújo e Almeida, 2022).
Referências:
  1. Alves-Araújo, A., Almeida Jr., E.B., 2022. Manilkara. Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. URL https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB21008 (acesso em 13 de outubro de 2022)
  2. Pennington, T.D., 1990. Sapotaceae. Flora Neotrop. 52, 1–770.

Reprodução:

Detalhes: A espécie é hermafrodita, e iterópara. Flores alvo-esverdeadas e frutos pálidos, verde-amarelados, às vezes rosados de um lado. Foi coletada com flores: de julho a outubro (Pennington, 1990).
Estratégia: iteropara
Sistema sexual: hermafrodita
Sistema: unkown
Referências:
  1. Pennington, T.D., 1990. Sapotaceae. Flora Neotrop. 52, 1–770.

Ameaças (2):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 2.1.4 Scale Unknown/Unrecorded habitat past,present,future national high
De acordo com o MapBiomas, os municípios Acará (PA), Mata Roma (MA) e Paragominas (PA) possuem, respectivamente, 6,33% (27483,46ha), 8,61% (4721,85ha) e 5,33% (103091,37ha) de seus territórios convertidos em áreas de culturas agrícolas (exceto soja e cana-de-açúcar), segundo dados de 2020 (MapBiomas, 2022a). De acordo com o MapBiomas, os municípios Mata Roma (MA) e Paragominas (PA) possuem, respectivamente, 8,61% (4721,85ha) e 5,33% (103091,37ha) de seus territórios convertidos em áreas de culturas de soja, segundo dados de 2020 (MapBiomas, 2022b).
Referências:
  1. MapBiomas, 2022a. Projeto MapBiomas - Coleção 6 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 2020. Municípios: Acará (PA), Mata Roma (MA) e Paragominas (PA). URL https://drive.google.com/file/d/1RT7J2jS6LKyISM49ctfRO31ynJZXX_TY/view?usp=sharing (acesso em 18 de novembro de 2022).
  2. MapBiomas, 2022b. Projeto MapBiomas - Coleção 6 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 2020. Municípios: Mata Roma (MA) e Paragominas (PA). URL https://drive.google.com/file/d/1RT7J2jS6LKyISM49ctfRO31ynJZXX_TY/view?usp=sharing (acesso em 18 de novembro de 2022).
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 2.3.4 Scale Unknown/Unrecorded habitat,occupancy past,present,future national high
De acordo com o Atlas das Pastagens Brasileiras, os municípios Acará (PA), Anapu (PA), Aurora do Pará (PA), Belterra (PA), Breu Branco (PA), Castanhal (PA), Goianésia do Pará (PA), Irituia (PA), Moju (PA), Paragominas (PA), Peixe-Boi (PA), Santa Izabel do Pará (PA), São Francisco do Pará (PA), Viseu (PA), Capinzal do Norte (MA), Caxias (MA), Centro Novo do Maranhão (MA), Codó (MA), Governador Eugênio Barros (MA), Itapecuru Mirim (MA), Monção (MA), São Luís (MA), São Raimundo do Doca Bezerra (MA), Timbiras (MA) e Vargem Grande (MA) possuem, respectivamente, 9,59% (41681,21ha), 16,68% (198425,89ha), 44,24% (80154,25ha), 7,64% (33617,38ha), 47,74% (188193,22ha), 30,57% (31466,58ha), 40,05% (281298,82ha), 35,71% (49464,3ha), 17,16% (156010,37ha), 20,52% (396911,21ha), 17,58% (7914,71ha), 19,23% (13797,59ha), 31,71% (15202,27ha), 26,1% (129779,14ha), 32,54% (19215,93ha), 6,89% (35812,18ha), 16,85% (141553,61ha), 21,74% (94826,59ha), 28,79% (23524,2ha), 14,72% (21764,59ha), 48,53% (60442,34ha), 7,46% (4346,48ha), 39,4% (16521,73ha), 9,19% (13655,09ha) e 12,31% (24103,8ha) de seus territórios convertidos em áreas de pastagem, segundo dados de 2020 (Lapig, 2022). De acordo com o MapBiomas, os municípios Acará (PA), Anapu (PA), Aurora do Pará (PA), Belterra (PA), Breu Branco (PA), Capinzal do Norte (MA), Castanhal (PA), Centro Novo do Maranhão (MA), Codó (MA), Goianésia do Pará (PA), Governador Eugênio Barros (MA), Irituia (PA), Itapecuru Mirim (MA), Maracanã (PA), Moju (PA), Monção (MA), Paragominas (PA), Peixe-Boi (PA), Santa Izabel do Pará (PA), Santarém (PA), São Francisco do Pará (PA), São Luís (MA), São Raimundo do Doca Bezerra (MA) e Viseu (PA) possuem, respectivamente, 28,5% (123823,74ha), 24,16% (287330,4ha), 60,86% (110269,97ha), 9,86% (43386,45ha), 55,12% (217287,09ha), 30,81% (18187,32ha), 60,08% (61842,75ha), 21,03% (176669,25ha), 14,08% (61416,47ha), 45,13% (316994,31ha), 22,39% (14506ha), 66,99% (92790,1ha), 20,06% (29698,44ha), 26,3% (21242,48ha), 26,69% (242678,43ha), 52,68% (65612,11ha), 24,55% (474836,67ha), 57,31% (25800,97ha), 44,34% (31819,98ha), 6,78% (121264,13ha), 66,64% (31951,95ha), 12,73% (7422,27ha), 38% (15941,63ha) e 36,3% (180510,5ha) de seus territórios convertidos em áreas de pastagens, segundo dados de 2020 (MapBiomas, 2022a). Em 2020, a espécie apresentava 19,53% (3.125,37 ha) da sua AOO convertidos em áreas de pastagem, atividade que cresce a uma taxa de 0,69% aa desde 1985 até 2020. No entanto, desde 2010 até 2020, a conversão tem crescido a uma taxa de 1,47% aa (MapBiomas, 2022b).
Referências:
  1. Lapig - Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento, 2022. Atlas Digital das Pastagens Brasileiras, dados de 2020. Municípios: Acará (PA), Anapu (PA), Aurora do Pará (PA), Belterra (PA), Breu Branco (PA), Castanhal (PA), Goianésia do Pará (PA), Irituia (PA), Moju (PA), Paragominas (PA), Peixe-Boi (PA), Santa Izabel do Pará (PA), São Francisco do Pará (PA), Viseu (PA), Capinzal do Norte (MA), Caxias (MA), Centro Novo do Maranhão (MA), Codó (MA), Governador Eugênio Barros (MA), Itapecuru Mirim (MA), Monção (MA), São Luís (MA), São Raimundo do Doca Bezerra (MA), Timbiras (MA) e Vargem Grande (MA). URL https://www.lapig.iesa.ufg.br/lapig/index.php/produtos/atlas-digital-das-pastagens-brasileiras (acesso em 18 de novembro de 2022).
  2. MapBiomas, 2022a. Projeto MapBiomas - Coleção 6 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 2020. Municípios: Acará (PA), Anapu (PA), Aurora do Pará (PA), Belterra (PA), Breu Branco (PA), Capinzal do Norte (MA), Castanhal (PA), Centro Novo do Maranhão (MA), Codó (MA), Goianésia do Pará (PA), Governador Eugênio Barros (MA), Irituia (PA), Itapecuru Mirim (MA), Maracanã (PA), Moju (PA), Monção (MA), Paragominas (PA), Peixe-Boi (PA), Santa Izabel do Pará (PA), Santarém (PA), São Francisco do Pará (PA), São Luís (MA), São Raimundo do Doca Bezerra (MA) e Viseu (PA). URL https://drive.google.com/file/d/1RT7J2jS6LKyISM49ctfRO31ynJZXX_TY/view?usp=sharing (acesso em 18 de novembro de 2022).
  3. MapBiomas, 2022b. Projeto MapBiomas - Coleção 6 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 1985 e 2020. URL https://https://mapbiomas.org (acesso em 18 de novembro de 2022).

Ações de conservação (2):

Ação Situação
5.1.2 National level on going
A espécie ocorre em Moju (PA), Paragominas (PA) e Anapu (PA), municípios da Amazônia Legal considerados prioritários para fiscalização, referidos no Decreto Federal 6.321/2007 (BRASIL, 2007) e atualizado em 2018 pela Portaria MMA nº 428/18 (MMA, 2018).
Referências:
  1. BRASIL, 2007. Decreto Federal nº 6.321, de 21 de dezembro de 2007. Diário Oficial da União, 21/12/2007, Edição Extra, Seção 1, p. 12. URL http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Decreto/D6321.htm (acesso em 18 de novembro de 2022).
  2. MMA - Ministério do Meio Ambiente, 2018. Portaria MMA nº 428, de 19 de novembro de 2018. Diário Oficial da União, 20/11/2018, Edição 222, Seção 1, p. 74. URL http://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/50863140/do1-2018-11-20-portaria-n-428-de-19-de-novembro-de-2018-50863024 (acesso em 18 de novembro de 2022).
Ação Situação
1.1 Site/area protection on going
A espécie foi registrada nas seguintes Unidades de Conservação: Área de Proteção Ambiental da Baixada Maranhense, Área de Proteção Ambiental de Upaon-Açu/Miritiba/Alto Preguiças, Floresta Nacional de Tapajós, Reserva Biológica do Gurupi e Reserva Extrativista Maracanã.

Ações de conservação (1):

Uso Proveniência Recurso
17. Unknown
Não existem dados sobre usos efetivos ou potenciais.