Sapotaceae

Manilkara decrescens T.D.Penn.

Como citar:

Monira Bicalho; undefined. 2023. Manilkara decrescens (Sapotaceae). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

VU

EOO:

72.512,213 Km2

AOO:

136,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Espécie endêmica do Brasil (Alves-Araújo e Almeida Jr., 2022), com distribuição: no estado de Alagoas — no município Colônia Leopoldina —, e no estado da Bahia — nos municípios Camaçari, Canavieiras, Conde, Entre Rios, Esplanada, Ilhéus, Itacaré, Lauro de Freitas, Maraú, Mata de São João, Prado e Salvador.

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2023
Avaliador: Monira Bicalho
Revisor:
Critério: B2ab(ii,iii)
Categoria: VU
Justificativa:

Árvore com até 15 m de altura, endêmica da Mata Atlântica do estado de Alagoas e Bahia, em fitofisionomias de restinga. Apresenta EOO igual a 60847km² e AOO igual a 136km², e sete a dez localizações condicionadas à ameaça. Considerando áreas de infraestrutura urbana, silvicultura e áreas de pastagem como os principais vetores de ameaça contra a perpetuação da espécie. Em 2020, a espécie apresentava 25,20% (3.326,42 ha) da sua AOO convertidos em áreas de infraestrutura urbana, atividade que cresceu a uma taxa de 2,92% ao ano desde 2009 até 2020. Além disso, os municípios de ocorrência da espécie possuem entre 5,18% e 18,58% de seus territórios convertidos em áreas de silvicultura. Ademais, em 2020, a espécie apresentava 15,62% (2.061,87 ha) da sua AOO convertidos em áreas de mosaico de agricultura e pastagem, atividade que cresceu a uma taxa de 0,65% ao ano desde 2004 até 2020. Assim, infere-se declínio continuado de área de ocupação e qualidade de habitat. Desta maneira, a espécie foi avaliada como vulnerável (VU) à extinção. Recomendam-se buscas por novos registros de ocorrências, ações de pesquisa e de conservação in situ e ex situ a fim de ampliar o conhecimento disponível e garantir sua sobrevivência na natureza.

Possivelmente extinta? Não
Razão para reavaliação? Other
Justificativa para reavaliação:

Transcorridos mais de 5 anos após a última avaliação da espécie.

Houve mudança de categoria: Sim
Histórico:
Ano da valiação Categoria
2011 VU

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Descrita em: Fl. Neotrop. Monogr. 52: 75, 1990. É afim de Manilkara salzmanii pela morfologia das folhas, mas difere por ter folhas com margens fortemente revolutas (vs. levemente revoluta) e pedicelo muito maior (Alves-Araújo e Almeida Jr., 2022).

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Desconhecido
Detalhes: Não é conhecido valor econômico da espécie.

População:

Flutuação extrema: Desconhecido
Detalhes: Não existem dados populacionais.

Ecologia:

Substrato: terrestrial
Forma de vida: bush
Fenologia: perenifolia
Longevidade: perennial
Biomas: Mata Atlântica
Vegetação: Restinga
Habitats: 1.5 Subtropical/Tropical Dry Forest, 3.5 Subtropical/Tropical Dry Shrubland, 13.3 Coastal Sand Dunes
Clone: unkown
Rebrotar: unkown
Detalhes: Arbusto de 6 m (Pennington, 1990) a 35 m de altura (conforme os registros de ocorrência da espécie). Ocorre na Mata Atlântica, em Restinga (Alves-Araújo e Almeida Jr., 2022).
Referências:
  1. Alves-Araújo, A., Almeida Jr., E.B., 2022. Manilkara. Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. URL https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB14476 (acesso em 13 de outubro de 2022)
  2. Pennington, T.D., 1990. Sapotaceae. Flora Neotrop. 52, 1–770.

Reprodução:

Fenologia: flowering (Jan~Jan)
Estratégia: iteropara
Sistema sexual: hermafrodita
Sistema: unkown

Ameaças (3):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 1.1 Housing & urban areas habitat,occupancy past,present,future regional high
De acordo com o MapBiomas, os municípios Camaçari (BA), Lauro de Freitas (BA) e Salvador (BA) possuem, respectivamente, 14,67% (11525,36ha), 57,89% (3360,34ha) e 29,67% (20572,65ha) de seus territórios convertidos em áreas de infraestrutura urbana, segundo dados de 2020 (MapBiomas, 2022a). Em 2020, a espécie apresentava 25,20% (3.326,42 ha) da sua AOO convertidos em áreas de infraestrutura urbana, atividade que cresce a uma taxa de 0,88% aa desde 1985 até 2020. No entanto, desde 2009 até 2020, a conversão tem crescido a uma taxa de 2,92% aa (MapBiomas, 2022b).
Referências:
  1. MapBiomas, 2022a. Projeto MapBiomas - Coleção 6 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 2020. Municípios: Camaçari (BA), Lauro de Freitas (BA) e Salvador (BA). URL https://drive.google.com/file/d/1RT7J2jS6LKyISM49ctfRO31ynJZXX_TY/view?usp=sharing (acesso em 18 de novembro de 2022).
  2. MapBiomas, 2022b. Projeto MapBiomas - Coleção 6 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 1985 e 2020. URL https://https://mapbiomas.org (acesso em 18 de novembro de 2022).
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 2.2.3 Scale Unknown/Unrecorded habitat past,present,future regional high
De acordo com o MapBiomas, os municípios Entre Rios (BA) e Prado (BA) possuem, respectivamente, 10,91% (12959,32ha) e 5,18% (8763,7ha) de seus territórios convertidos em áreas de silvicultura, segundo dados de 2020 (MapBiomas, 2022). De acordo com o IBGE, os municípios Conde (BA), Entre Rios (BA), Esplanada (BA), Mata de São João (BA) e Prado (BA) possuem, respectivamente, 5,66% (5272ha), 18,58% (22074ha), 9,07% (11786ha), 8,17% (4946ha) e 6,2% (10487ha) de seus territórios convertidos em áreas de silvicultura, segundo dados de 2020 (IBGE, 2022).
Referências:
  1. MapBiomas, 2022. Projeto MapBiomas - Coleção 6 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 2020. Municípios: Entre Rios (BA) e Prado (BA). URL https://drive.google.com/file/d/1RT7J2jS6LKyISM49ctfRO31ynJZXX_TY/view?usp=sharing (acesso em 18 de novembro de 2022).
  2. IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2022. Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, dados de 2020. Municípios: Conde (BA), Entre Rios (BA), Esplanada (BA), Mata de São João (BA) e Prado (BA). URL https://sidra.ibge.gov.br/Tabela/5930 (acesso em 18 de novembro de 2022).
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 2.3.4 Scale Unknown/Unrecorded habitat,occupancy past,present,future regional high
De acordo com o Atlas das Pastagens Brasileiras, os municípios Colônia Leopoldina (AL), Camaçari (BA), Canavieiras (BA), Conde (BA), Entre Rios (BA), Esplanada (BA), Ilhéus (BA), Lauro de Freitas (BA), Maraú (BA), Mata de São João (BA), Prado (BA) e Salvador (BA) possuem, respectivamente, 35,05% (7288,74ha), 35,46% (27849,83ha), 45,87% (61198,53ha), 27,05% (25188,39ha), 33,89% (40256,37ha), 35,87% (46602,95ha), 11,52% (18296,2ha), 25,88% (1502,26ha), 7,74% (6571,81ha), 30,99% (18751,53ha), 47,86% (80991,14ha) e 6,16% (4273,15ha) de seus territórios convertidos em áreas de pastagem, segundo dados de 2020 (Lapig, 2022). De acordo com o MapBiomas, os municípios Camaçari (BA), Canavieiras (BA), Colônia Leopoldina (AL), Conde (BA), Entre Rios (BA), Esplanada (BA), Ilhéus (BA), Lauro de Freitas (BA), Maraú (BA), Mata de São João (BA) e Prado (BA) possuem, respectivamente, 25,96% (20387,15ha), 42,52% (56733,26ha), 31,74% (6599,97ha), 26% (24207,03ha), 30,67% (36433,17ha), 34,05% (44240,56ha), 11,12% (17662,32ha), 10,37% (601,99ha), 7,08% (6013,08ha), 28,9% (17491,02ha) e 44,04% (74519,14ha) de seus territórios convertidos em áreas de pastagens, segundo dados de 2020 (MapBiomas, 2022a). Em 2020, a espécie apresentava 9,56% (1.262,11 ha) da sua AOO convertidos em áreas de pastagem, atividade que cresce a uma taxa de 0,03% aa desde 1985 até 2020. No entanto, desde 1995 até 2020, a conversão tem diminuído a uma taxa de -0,30% aa. Ademais, em 2020, a espécie apresentava 15,62% (2.061,87 ha) da sua AOO convertidos em áreas de mosaico de agricultura e pastagem, atividade que diminui a uma taxa de -0,28% aa desde 1985 até 2020. No entanto, desde 2004 até 2020, a conversão tem crescido a uma taxa de 0,65% aa (MapBiomas, 2022b).
Referências:
  1. Lapig - Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento, 2022. Atlas Digital das Pastagens Brasileiras, dados de 2020. Municípios: Colônia Leopoldina (AL), Camaçari (BA), Canavieiras (BA), Conde (BA), Entre Rios (BA), Esplanada (BA), Ilhéus (BA), Lauro de Freitas (BA), Maraú (BA), Mata de São João (BA), Prado (BA) e Salvador (BA). URL https://www.lapig.iesa.ufg.br/lapig/index.php/produtos/atlas-digital-das-pastagens-brasileiras (acesso em 18 de novembro de 2022).
  2. MapBiomas, 2022a. Projeto MapBiomas - Coleção 6 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 2020. Municípios: Camaçari (BA), Canavieiras (BA), Colônia Leopoldina (AL), Conde (BA), Entre Rios (BA), Esplanada (BA), Ilhéus (BA), Lauro de Freitas (BA), Maraú (BA), Mata de São João (BA) e Prado (BA). URL https://drive.google.com/file/d/1RT7J2jS6LKyISM49ctfRO31ynJZXX_TY/view?usp=sharing (acesso em 18 de novembro de 2022).
  3. MapBiomas, 2022b. Projeto MapBiomas - Coleção 6 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 1985 e 2020. URL https://https://mapbiomas.org (acesso em 18 de novembro de 2022).

Ações de conservação (3):

Ação Situação
5.1.2 National level on going
A espécie foi avaliada como Vulnerável (VU) e está incluída no ANEXO I da Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção (MMA, 2014).
Referências:
  1. MMA - Ministério do Meio Ambiente, 2014. Portaria nº 443, de 17 de dezembro de 2014. Diário Oficial da União, 18/12/2014, Seção 1, p. 110-121. URL http://www.dados.gov.br/dataset/portaria_443 (acesso em 18 de novembro de 2022).
Ação Situação
1.1 Site/area protection on going
A espécie foi registrada nas seguintes Unidades de Conservação: Área de Proteção Ambiental Baía de Camamu, Área de Proteção Ambiental Baía de Todos Os Santos, Área de Proteção Ambiental Costa de Itacaré/Serra Grande, Área de Proteção Ambiental de Muricí, Área de Proteção Ambiental Lagoa Encantada, Área de Proteção Ambiental Lagoas de Guarajuba, Área de Proteção Ambiental Lagoas e Dunas do Abaeté, Área de Proteção Ambiental Plataforma Continental do Litoral Norte e Parque Natural Municipal da Restinga de Praia do Forte.
Ação Situação
5.1.3 Sub-national level on going
A espécie foi avaliada como Vulnerável (VU) na lista oficial das espécies da flora ameaçadas de extinção no Estado da Bahia (SEMA, 2017).
Referências:
  1. SEMA - Secretaria do Meio Ambiente do Governo do Estado da Bahia, 2017. Portaria SEMA nº 40, de 21 de agosto de 2017. Lista oficial das espécies da flora ameaçadas de extinção do Estado da Bahia. Diário Oficial do Estado da Bahia, Ano CI, nº 22.244, 22/08/2017, pp. 22-27. URL http://www.meioambiente.ba.gov.br/arquivos/File/Editais/portaria40flora.docx (acesso em 18 de novembro de 2022).

Ações de conservação (1):

Uso Proveniência Recurso
17. Unknown
Não existem dados sobre usos efetivos ou potenciais.