Sapotaceae

Manilkara cavalcantei Pires & W.A.Rodrigues ex T.D.Penn.

Como citar:

Monira Bicalho; undefined. 2023. Manilkara cavalcantei (Sapotaceae). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

LC

EOO:

971.846,721 Km2

AOO:

124,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Espécie endêmica do Brasil (Alves-Araújo e Almeida Jr., 2022), com distribuição: no estado do Amazonas — nos municípios Carauari, Careiro, Itacoatiara, Lábrea, Manaus, Rio Preto da Eva e São Sebastião do Uatumã —, e no estado do Pará — nos municípios Gurupá, Juruti, Moju, Oriximiná, Prainha, Santarém e Tucuruí.

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2023
Avaliador: Monira Bicalho
Revisor:
Categoria: LC
Justificativa:

Árvore com até 20 m de altura, endêmica do Brasil, ocorrendo em diferentes fitofisionomias da Amazônia, Caatinga e Mata Atlântica. Apresenta um extenso EOO igual a 786921km², mais de 10 localizações condicionadas a ameaças e, registros em Unidades de Conservação. Os valores de EOO e o número de situações de ameaça, extrapolam os limiares para a inclusão da espécie em uma categoria de ameaça. Somado a isto, não existem dados de declínios populacionais para aplicação de outros critérios. Assim, a espécie foi considerada de Menor Preocupação (LC), demandando ações de pesquisa (distribuição, tendências e números populacionais) a fim de ampliar o conhecimento disponível e garantir sua sobrevivência na natureza.

Último avistamento: 2017
Possivelmente extinta? Não
Razão para reavaliação? New information
Justificativa para reavaliação:

Transcorridos mais de 5 anos após a última avaliação da espécie.

Houve mudança de categoria: Sim
Histórico:
Ano da valiação Categoria
2011 DD

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Descrita em: Notes Bot. Sapot. 40, 1891. É afim de Manilkara paraensis, pelo mesmo indumento apremido colorido na face inferior da folha, mas difere pela nervura central afundada, nervuras secundárias ligeiramente mais curvas (mais ou menos retas em M. paraensis), venação mais saliente abaixo, pedicelos mais longos, tubo da corola muito curto, filamentos livres e estaminódios pouco desenvolvidos. Popularmente conhecida como maparajuba, massaranduba, massaranduba folha miúda, massaranduba-jacaré e pendaria (Pennington, 1990).

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Desconhecido
Detalhes: Não é conhecido valor econômico da espécie.

População:

Flutuação extrema: Desconhecido
Detalhes: Não existem dados populacionais.

Ecologia:

Substrato: terrestrial
Forma de vida: tree
Fenologia: semideciduifolia
Longevidade: perennial
Biomas: Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga
Vegetação: Floresta de Terra-Firme, Restinga
Habitats: 1.6 Subtropical/Tropical Moist Lowland Forest, 1.5 Subtropical/Tropical Dry Forest, 3.5 Subtropical/Tropical Dry Shrubland, 13.3 Coastal Sand Dunes
Clone: no
Rebrotar: no
Detalhes: Árvore com até 20 m de altura (Pennington, 1990). Ocorre na Amazônia, na Caatinga e na Mata Atlântica, em Floresta de Terra Firme e Restinga (Alves-Araújo e Almeida Jr., 2022).
Referências:
  1. Alves-Araújo, A., Almeida Jr., E.B., 2022. Manilkara. Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. URL https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB39446 (acesso em 16 de novembro de 2022)
  2. Pennington, T.D., 1990. Sapotaceae. Flora Neotrop. 52, 1–770.

Reprodução:

Detalhes: As flores são brancas a creme, frutos maduros laranja. Floresce de abril a dezembro, frutifica de abril a julho (Pennington, 1990). A espécie é hermafrodita, e iterópara.
Fenologia: flowering (Apr~Dec), fruiting (Apr~Jul)
Estratégia: iteropara
Sistema sexual: hermafrodita
Sistema: unkown
Referências:
  1. Pennington, T.D., 1990. Sapotaceae. Flora Neotrop. 52, 1–770.

Ações de conservação (2):

Ação Situação
5.1.2 National level on going
A espécie ocorre em Lábrea (AM), Lábrea (AM) e Moju (PA), municípios da Amazônia Legal considerados prioritários para fiscalização, referidos no Decreto Federal 6.321/2007 (BRASIL, 2007) e atualizado em 2018 pela Portaria MMA nº 428/18 (MMA, 2018).
Referências:
  1. BRASIL, 2007. Decreto Federal nº 6.321, de 21 de dezembro de 2007. Diário Oficial da União, 21/12/2007, Edição Extra, Seção 1, p. 12. URL http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Decreto/D6321.htm (acesso em 05 de janeiro de 2023).
  2. MMA - Ministério do Meio Ambiente, 2018. Portaria MMA nº 428, de 19 de novembro de 2018. Diário Oficial da União, 20/11/2018, Edição 222, Seção 1, p. 74. URL http://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/50863140/do1-2018-11-20-portaria-n-428-de-19-de-novembro-de-2018-50863024 (acesso em 05 de janeiro de 2023).
Ação Situação
1.1 Site/area protection on going
A espécie foi registrada nas seguintes Unidades de Conservação: Área de Proteção Ambiental do Lago de Tucurui, Área de Proteção Ambiental Margem Esquerda do Rio Negro-Setor Aturiá-Apuauzinho, Floresta Nacional do Iquiri, Reserva de Desenvolvimento Sustentável Alcobaça e Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã.

Ações de conservação (1):

Uso Proveniência Recurso
17. Unknown
Não existem dados sobre usos efetivos ou potenciais.