SAPINDACEAE

Magonia pubescens A.St.-Hil.

Como citar:

Daniel Maurenza de Oliveira; Tainan Messina. 2012. Magonia pubescens (SAPINDACEAE). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

LC

EOO:

3.853.773,173 Km2

AOO:

668,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Detalhes:

A espécie ocorre no Brasil, leste da Bolívia e norte do Paraguai (Somner et al., 2009). No Brasil ocorre nos estados de Rondônia, Maranhão, Piauí, Ceará, Bahia, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo (Somner et al., 2012).

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2012
Avaliador: Daniel Maurenza de Oliveira
Revisor: Tainan Messina
Categoria: LC
Justificativa:

<i>M. pubescens</i> é uma arbórea com distribuição ampla, ocorre no Cerrado brasileiro e arredores, bem como em outros países sul-americanos. As subpopulações foram encontradas com densidades variadas, alcançando até 120 indivíduos por hectare.

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Descrita originalmente em Hist. Pl. Remarq. Bresil 1: 239, pl. 23, f. A, pl. 24, f. A 239 1824. Essa espécie faz parte de um gênero monotípico com distribuição sulamericana (Somner et al., 2009).

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Sim
Detalhes: Estudos de compostos químicos retirados da casca da espécie vem demonstrado o potencial uso de extratos da planta para controle de larvas do mosquito Aedes aegypti Linnaeus e do carrapato Rhipicephalus microplus Canestrini (Silva et al., 2004; Fernandes, 2008). O extrato bruto etanólico retirado da casca, semente e raíz da espécie também apresentou atividade antimicrobiana para bácterias Gram-positivas, inclusive estafilococos multirresistentes e Candida albicans, o que sugere sua utilização como anti-séptico ou desínfetante (Pimenta et al., 2000).

População:

Flutuação extrema: Sim
Detalhes: Em estudo realizado em área 2,7 ha de cerrado no município de Santo Antônio do Leverger (MT), a representatividade da espécie foi de 7 indivíduos (VI= 5,38) (Borges; Shepherd, 2005). Em área amostrada de 1 ha de cerrado no município de Paraopeba (MG), a espécie foi a terceira em valor de importância (VI = 8,52) possuindo 120 indíviduos que estavam bem distribuidos na área amostrada (Neri, 2009). Em estudo em uma área amostrada de 1,125 ha na Floresta ripária as margens do rio São Francisco em Três Marias (MG) a representatividade da espécie foi de 29 indíviduos (VI = 6) com DAS = 5 cm, não apresentando nenhum indíviduo em áreas com solo do tipo neossolo flúvico (Carvalho et al., 2005).

Ecologia:

Biomas: Amazônia, Cerrado
Fitofisionomia: Ocorre em matas mesófitas e cerrado, sempre em áreas altas e bem drenadas (Lorenzi, 2002; Somner et al., 2009).
Habitats: 1.9 Subtropical/Tropical Moist Montane, 3.6 Subtropical/Tropical Moist
Detalhes: Espécie arbórea de até 10 m altura, monóica, apresentando folhas decíduas, floração ocorrendo de Junho a Outubro e frutificação de Maio a Agosto, ocorre em áreas de matas mesófitas e cerrado em solos bem drenados onde ocorrem baixos teores de alumínio e alto teor de cálcio, sendo considerada espécie indicadora de áreas de Cerrado mesotrófico (Carvalho et al., 2005; Somner et al., 2009; Neri, 2009).

Ameaças (1):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Agriculture
A espécie é considerada característica de cerrado com isso sofre com ameaças típicas para essas regiões que são principalmente a erosão do solo, queimadas e invasão de espécies exóticas, por exempo gramíneas africanas, para utilização dessas áreas como pastagem (Klink; Machado, 2005).

Ações de conservação (1):

Ação Situação
1.2.1.3 Sub-national level on going
​Vulnerável (VU). Lista vermelha da flora de São Paulo (SMA-SP, 2004).

Ações de conservação (1):

Uso Proveniência Recurso
Bioativo
​Utilizada por moradores da região de Alto Paraíso de Goiás, estado de Goiás, para confecção de sabonetes para dermatites, seborréia, inseticida e mata piolho (Sousa; Felfili, 2006).