ASTERACEAE

Lychnophora diamantinana Coile & Jones

Como citar:

Raquel Negrão; Marta Moraes. 2019. Lychnophora diamantinana (ASTERACEAE). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

EN

EOO:

2.676,922 Km2

AOO:

132,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Espécie endêmica do Brasil (Flora do Brasil 2020 em construção, 2018), com ocorrência no estado de MINAS GERAIS, município de Diamantina (Loeuille 530), Gouveia (Semir et al. 116), Serro (Feres et al. 9856). Ocorre entre 950-1390 m de latitude (Loeuille et al., 2019)

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2019
Avaliador: Raquel Negrão
Revisor: Marta Moraes
Critério: B1ab(i,ii,iii,iv)+2ab(i,ii,iii,iv)
Categoria: EN
Justificativa:

Árvore, arvoreta ou arbusto, de até 4 m de altura (Flora do Brasil 2020 em construção, 2019), endêmica do Brasil e coletada entre 950-1390 m de altitude (Flora do Brasil 2020 em construção, 2019; Loeuille et al., 2019). Ocorre nos domínios do Cerrado, especificamente nos Campos rupestres do Planalto de Diamantina (Flora do Brasil 2020 em construção, 2019; Loeuille et al., 2019), apenas no estado de Minas Gerais, nos municípios de Diamantina, Gouveia e Serro. Apresenta EOO= 2275 km², AOO= 140 km² e está sujeita de 3 situações de ameaça. Os habitats da espécie são considerados fragmentados por causas naturais relacionadas a distribuição insular característica dos Campos rupestres (Giulietti et al., 1987; 1997) e por causas antrópicas relacionadas as atividades mineradoras do passado e presente nas áreas rochosas da Chapada Diamantina. O desmatamento, mineração, pecuária, agricultura florestas plantadas, aumento da frequência de incêndios, expansão urbana, turismo, invasão de espécies exóticas e coleta de espécies (Giulietti et al., 1987; Silva et al., 2008; Vasconcelos et al., 2008; Landgraf & Paiva, 2009; Semir et al., 2011; Silva et al., 2013; Pougy et al., 2015; G1/Globo Repórter, 2016; Strassburg et al., 2017; Lapig, 2019) são responsáveis pelo declínio de EOO, AOO, qualidade do habitat e número de subpopulações. A espécie foi considerada "Em perigo" (EN) de extinção em avaliação de risco de extinção anterior (MMA, 2014). Atualizações ampliaram a distribuição de ocorrência da espécie, porém não alteraram os limiares de risco entre categorias. Assim, a espécie foi mantida na categoria "Em perigo", levando em conta sua distribuição restrita associada a declínio,e a atualização da informação sobre ameaças incidentes e potenciais na Serra do Espinhaço Meridional, que inclui os municípios de Diamantina, Gouveia e Serro (Pougy et al., 2015). Não existem dados sobre a população. Portanto, recomenda-se pesquisa sobre tamanho e tendência populacional. Além disso, é necessária a proteção dos habitats preferenciais, especialmente nas Unidades de Conservação onde ocorre, bem como avaliação das potencialidades para sua conservação ex situ (incluindo coleta e armazenamento em banco de germoplasma, teste de germinação e possíveis reintroduções em caso de extinções locais). O monitoramento e controle das ameaças incidentes (incluindo restrição legal de atividades minerárias em áreas prioritárias para conservação e em unidades de conservação com registro de espécies ameaçadas), é imprescindível para manutenção dos habitats preferenciais na Serra do Espinhaço Meridional e perpetuação da espécie.

Último avistamento: 2013
Quantidade de locations: 3
Possivelmente extinta? Não
Severamente fragmentada? Sim
Razão para reavaliação? Other
Justificativa para reavaliação:

A espécie foi avaliada pelo CNCFlora em 2013 (Martinelli e Moraes, 2013) e consta como "Em Perigo" (EN) na Portaria MMA 443/2014 (MMA, 2014), sendo então necessário que tenha seu estado de conservação reavaliado após 5 anos da última avaliação.

Houve mudança de categoria: Sim
Histórico:
Ano da valiação Categoria
2012 EN

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Descrita em: Brittonia 33: 532, figs. 198.

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Sim
Detalhes: Apresenta diferentes compostos orgânicos que possuem efeitos antinociceptivos e anticonvulsivantes (Semir et al., 2011 apud CNCFlora, 2012.2). As substancias pinocembrina e goiazensolido foram identificadas par a espécie (Silva et al., 2013). O goiazensolido e a centraterina são os mais potentes representantes anti-inflamatórios dessa classe de substâncias (Silva et al., 2013).

População:

Detalhes: Não existem dados sobre a população.

Ecologia:

Substrato: terrestrial
Forma de vida: tree, small tree, bush
Biomas: Cerrado
Vegetação: Campo Rupestre
Fitofisionomia: Savana Parque
Habitats: 4 Grassland
Detalhes: Árvore, arvoreta ou arbusto, de até 4 m de altura (Semir et al. 116; Flora do Brasil 2020 em construção, 2019), ocorrendo nos domínios do Cerrado (Flora do Brasil 2020 em construção, 2019), especificamente nos Campos rupestres do Planalto de Diamantina (Loeuille et al., 2019).
Referências:
  1. Loeuille et al. 2019. A synopsis of Lychnophorinae (Asteraceae: Vernonieae). Phytotaxa 398: 1 -141
  2. Lychnophora in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB27249>. Acesso em: 17 Abr. 2019

Reprodução:

Detalhes: Espécie polinizada por insetos e dispersada pelo vento (Borges, com. pessoal apud CNCFlora 2012.2). Foi coletada com flores nos meses de janeiro (Loeuille 108), fevereiro (Mansanares et al. 229), março (Mansanares et al. 224), junho (Semir et al. 116), julho (Souza 12022), novembro (Forzza 4864), dezembro (Franco 1143) e coletada com frutos nos meses de junho (Semir et al. 1172), novembro (Mansanares et al. 12), fevereiro (Mansanares et al. 229), março (Mansanares et al. 224). Nos meses de fevereiro e marços os indivíduos apresentavam frutos velhos.
Fenologia: flowering (Jan~Dec), fruiting (Jun~Nov)
Síndrome de polinização: entomophily
Dispersor: Espécie dispersada pelo vento (Borges, com. pessoal apud CNCFlora 2012.2).
Síndrome de dispersão: anemochory
Polinizador: Espécie polinizada por insetos (Borges, com. pessoal apud CNCFlora 2012.2).
Referências:
  1. CNCFlora. Lychnophora diamantinana in Lista Vermelha da flora brasileira versão 2012.2 Centro Nacional de Conservação da Flora. Disponível em <http://cncflora.jbrj.gov.br/portal/pt-br/profile/Lychnophora diamantinana>. Acesso em 17 abril 2019.

Ameaças (10):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1 Ecosystem/community stresses 3.2 Mining & quarrying locality,habitat,occupancy,occurrence past,present,future regional high
​A mineração constitui a principal ameaça na região central do Espinhaço (Vasconcelos et al., 2008). A atividade mineradora no município de Diamantina, Minas Gerais, já foi a principal fonte de economia da região, causando grande prejuízo ao meio ambiente (Giulietti et al., 1987)
Referências:
  1. Vasconcelos, M.F.; Lopes, L.E.; Machado, C.G.; Rodrigues, M. As aves dos campos rupestres da Cadeia do Espinhaço: diversidade, endemismo e conservação., Megadiversidade, n.1-2, p.221-241, 2008.
  2. Giulietti, N., Giulietti, A.M., Pirani, J.R., Menezes, N.L., 1987. Estudos em sempre-vivas: importância econômica do extrativismo em Minas Gerais, Brasil. Acta Botanica Brasilica, 1(2):179-193.
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 1 Residential & commercial development habitat,locality,occupancy,occurrence past,present,future regional medium
​A expansão urbana configurauma importante ameaça a região central do Espinhaço (Vasconcelos et al., 2008).
Referências:
  1. Vasconcelos, M.F.; Lopes, L.E.; Machado, C.G.; Rodrigues, M. As aves dos campos rupestres da Cadeia do Espinhaço: diversidade, endemismo e conservação., Megadiversidade, n.1-2, p.221-241, 2008.
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.2 Ecosystem degradation 1.3 Tourism & recreation areas habitat,locality,occupancy,occurrence past,present,future regional medium
​O turismo descontrolado e crescente na regiãocentral do Espinhaço também é uma ameaça a área de ocorrência da espécie(Vasconcelos et al., 2008).
Referências:
  1. Vasconcelos, M.F.; Lopes, L.E.; Machado, C.G.; Rodrigues, M. As aves dos campos rupestres da Cadeia do Espinhaço: diversidade, endemismo e conservação., Megadiversidade, n.1-2, p.221-241, 2008.
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 2.3 Livestock farming & ranching locality,habitat,occupancy,occurrence past,present,future regional high
​Em diversos municípios que fazem parte da Cadeia do Espinhaço, a atividade pecuarista é intensa comprometendo em muitos casos a preservação do meio ambiente (Silva et al., 2008). A formação de pastagens para a criação de gado também é uma importante ameaça a região centraldo Espinhaço (Vasconcelos et al., 2008). O município de Serro, com 121781 ha, tém 20,77% (25300 ha) de seu território convertido em pastagens (Lapig, 2018).
Referências:
  1. Vasconcelos, M.F.; Lopes, L.E.; Machado, C.G.; Rodrigues, M. As aves dos campos rupestres da Cadeia do Espinhaço: diversidade, endemismo e conservação., Megadiversidade, n.1-2, p.221-241, 2008.
  2. Lapig, 2019. http://maps.Lapig.iesa.ufg.br/Lapig.html (acesso em 17 de abril 2019).
  3. Lapig, 2018. Disponível em: http://maps.Lapig.iesa.ufg.br/Lapig.html (acesso em 19 de novembro 2018).
  4. Silva, J.A., Machado, R.B., Azevedo, A.A., Drumond, G.M., Fonseca, R.L., Goulart, M.F., Júnior, E.A.M., Martins, C.S., Neto, M.B.R., 2008. Identificação de áreas insubstituíveis para conservação da Cadeia do Espinhaço, Estados de Minas Gerais e Bahia, Brasil. Megadiversidade, 4(1-2):272-309.
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.2 Ecosystem degradation 7.1.1 Increase in fire frequency/intensity locality,habitat,occupancy,occurrence past,present,future regional high
As constantes queimadas também são uma ameaça a região central do Espinhaço (Vasconcelos et al., 2008).
Referências:
  1. Vasconcelos, M.F.; Lopes, L.E.; Machado, C.G.; Rodrigues, M. As aves dos campos rupestres da Cadeia do Espinhaço: diversidade, endemismo e conservação., Megadiversidade, n.1-2, p.221-241, 2008.
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
2.1 Species mortality 5.2 Gathering terrestrial plants mature individuals,occupancy,occurrence past,present regional medium
Devido ao intenso extrativismo de algumas espécies para fins terapeuticos, populações botânicas nativas correm o risco de desaparecer ou sofrer drástica redução, como exemplo, muitas espécies do gênero Lychnophora (Semir et al., 2011; Silva et al., 2013). Na medicina popular são conhecidas como “arnica” e suas folhas e flores são utilizadas, comumente, como anti-inflamatórios, analgésicos e cicatrizantes (Semir et al., 2011; Silva et al., 2013). O perfil químico do gênero é caracterizado pela presença de lactonas sesquiterpênicas, sesquiterpenos, diterpenos, triterpenos, flavonoides, esteroides, poliacetilenos e derivados de cariofileno, contendo, também, lignanas com atividade analgésica (Silva et al., 2013). A atividade extrativista de plantas ornamentais no município de Diamantina, Minas Gerais, é bastante considerável causando a perda da biodiversidade na região (Landgraf & Paiva, 2009).
Referências:
  1. Semir, J.; Monge, M.; Rezende, A.R.; Lopes, N.P. As Arnicas Endêmicas das Serras do Brasil - uma visão sobre a biologia e a química das espécies de Lychnophora (Asteraceae). 2011.
  2. Silva, P. S. S. da, Linhares, J. F. P., & Marques, M. O. M. (2013). Caracterização morfológica, perfil químico, atividade biológica e conservação in situ do gênero Lychnophora Mart. (Asteraceae: Vernonieae: Lychnophorinae), Brasil. Biotemas, 26(2), 9–18. https://doi.org/10.5007/2175-7925.2013v26n2p9
  3. Landgraf, P. R. C., Paiva, P. D de O., 2009. Produção de flores cortadas no estado de Minas Gerais. Ciência e Agrotecnologia, 33(1):120-126.
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 5.3 Logging & wood harvesting habitat past,present,future national very high
O Cerrado perdeu 88 Mha (46%) de sua cobertura vegetal nativa, e apenas 19,8% permanecem inalterados. Entre 2002 e 2011, as taxas de desmatamento no Cerrado (1% por ano) foram 2,5 vezes maiores que na Amazônia. A proteção atual permanece fraca. As áreas protegidas públicas cobrem apenas 7,5% do bioma (em comparação com 46% da Amazônia) e, de acordo com o Código Florestal brasileiro, apenas 20% (em comparação com 80% na Amazônia) de terras privadas são destinadas a conservação (Strassburg et al., 2017). Como resultado, 40% da vegetação natural remanescente pode agora ser legalmente convertida (Soares-Filho et al., 2014).
Referências:
  1. Soares-Filho, B., Rajão, R., Macedo, M., Carneiro, A., Costa, W., Coe, M., Rodrigues, H., Alencar, A., 2014. Cracking Brazil’s Forest Code. Science (80-. ). 344, 363–364.
  2. Strassburg, B.B.N., Brooks, T., Feltran-Barbieri, R., Iribarrem, A., Crouzeilles, R., Loyola, R., Latawiec, A.E., Oliveira-Filho, F.J.B., Scaramuzza, C.A.M., Scarano, F.R., Soares-Filho, B., Balmford, A., 2017. Moment of truth for the Cerrado hotspot. Nat. Ecol. Evol. 1, 0099.
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 2 Agriculture & aquaculture locality,habitat,occupancy,occurrence past,present,future regional high
A Chapada Diamantina (municípios de Ibicoara, Mucugê e Abaíra) é uma importante região produtora de frutas, batatas e de um dos melhores cafés do Brasil (G1/Globo Repórter, 2016)
Referências:
  1. G1. Globo Repórter. http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2016/11/circulos-cheios-de-videiras-mudam-o-cenario-da-chapada-diamantina.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=grep (acesso em setembro 2018)
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
2.3 Indirect species effects 8.1.2 Named species habitat,occupancy,occurrence past,present,future regional high
Atualmente esta em curso uma acelerada invasão de gramíneas exóticas na Cadeia do espinhaço, como o capim-gordura (Melinis minutiflora Beauv.) e a Braquitária (Brachiaria decumbens Stapf.) decorrentes das pastagens que são grandes ameaças biológicas ao meio ambiente (Silva et al., 2008).
Referências:
  1. Silva, J.A., Machado, R.B., Azevedo, A.A., Drumond, G.M., Fonseca, R.L., Goulart, M.F., Júnior, E.A.M., Martins, C.S., Neto, M.B.R., 2008. Identificação de áreas insubstituíveis para conservação da Cadeia do Espinhaço, Estados de Minas Gerais e Bahia, Brasil. Megadiversidade, 4(1-2):272-309.
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 2.2 Wood & pulp plantations habitat,locality,occupancy,occurrence present,future regional high
Muitos dos municípios que fazem parte da Cadeia do Espinhaço, a silvicultura é caracterizada por plantações de eucaliptos ou pinus, sendo o impacto alto porque leva a supressão vegetal causando perda de biodiversidade e fragmentação de habitats (Silva et al., 2008). Por exemplo, o município de Bocaiúva possui 11.495 ha transformados em floresta plantada (Lapig, 2019)
Referências:
  1. Silva, J.A., Machado, R.B., Azevedo, A.A., Drumond, G.M., Fonseca, R.L., Goulart, M.F., Júnior, E.A.M., Martins, C.S., Neto, M.B.R., 2008. Identificação de áreas insubstituíveis para conservação da Cadeia do Espinhaço, Estados de Minas Gerais e Bah
  2. Lapig, 2019. http://maps.Lapig.iesa.ufg.br/Lapig.html (acesso em 17 de abril 2019).

Ações de conservação (4):

Ação Situação
5.1.2 National level on going
A espécie avaliada como "Em perigo" está incluída no ANEXO I da Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção (MMA, 2014). Anteriormente também esteve incluída no Anexo II da Lista de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção do Brasil (MMA, 2008 apud CNCFlora, 2012.2) e na Lista da Biodiversitas de espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção na categoria "Vulnerável" (VU) (Biodiversitas, 2005 apud CNCFlora, 2012.2).
Referências:
  1. Ministério do Meio Ambiente (MMA). Portaria nº 443/2014. Anexo I. Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção. Disponível em: http://dados.gov.br/dataset/portaria_443. Acesso em 14 de abril 2019.
  2. CNCFlora. Lychnophora diamantinana in Lista Vermelha da flora brasileira versão 2012.2 Centro Nacional de Conservação da Flora. Disponível em <http://cncflora.jbrj.gov.br/portal/pt-br/profile/Lychnophora diamantinana>. Acesso em 17 abril 2019.
  3. MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Instrução Normativa n. 6, de 23 de setembro de 2008. Espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção e com deficiência de dados, Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 24 set. 2008. Seção 1, p.75-83, 2008.
  4. FUNDAÇÃO BIODIVERSITAS. Revisão da lista da flora brasileira ameaçada de extinção. Belo Horizonte, MG: FUNDAÇÃO BIODIVERSITAS PARA A CONSERVAÇÃO DA NATUREZA, 2005.
Ação Situação
5.1.3 Sub-national level on going
Citada como "Em perigo" (EN) na Lista Vermelha da flora ameaçada de Minas Gerais (COPAM-MG, 1997 apud CNCFlora 2012.2).
Referências:
  1. CONSELHO ESTADUAL DE POLÍTICA AMBIENTAL, MINAS GERAIS. Deliberação COPAM n. 85, de 21 de outubro de 1997. Aprova a lista das espécies ameaçadas de extinção da flora do Estado de Minas Gerais, Diário Oficial do Estado de Minas Gerais, Diário do Executivo, Belo Horizonte, MG, 30 out. 1997, 1997.
  2. CNCFlora. Lychnophora diamantinana in Lista Vermelha da flora brasileira versão 2012.2 Centro Nacional de Conservação da Flora. Disponível em <http://cncflora.jbrj.gov.br/portal/pt-br/profile/Lychnophora diamantinana>. Acesso em 17 abril 2019.
Ação Situação
5.1.2 National level on going
A espécie ocorre no território de abrangência do Plano de Ação Nacional para a conservação da flora ameaçada de extinção da Serra do Espinhaço Meridional, que inclui os municípios de Diamantina, Gouveia e Serro (Pougy et al., 2015).
Referências:
  1. Pougy, N., Verdi, M., Martins, E., Loyola, R., Martinelli, G. (Orgs.), 2015. Plano de Ação Nacional para a conservação da flora ameaçada de extinção da Serra do Espinhaço Meridional. CNCFlora : Jardim Botânico do Rio de Janeiro : Laboratório de Biogeografia da Conservação : Andrea Jakobsson Estúdio, Rio de Janeiro. 100 p.
Ação Situação
1.1 Site/area protection on going
A espécie foi registrada na ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL ÁGUAS VERTENTES (US), PARQUE ESTADUAL BIRIBIRI (PI)

Ações de conservação (1):

Uso Proveniência Recurso
3. Medicine - human and veterinary natural
Provavelmente usada pela população local como "arnica", considerando suas propriedades fitoterapicas como antinociceptivos e anticonvulsivantes (Semir et al., 2011 apud CNCFlora, 2012.2) e anti-inflamatorio (Silva et al., 2013).
Referências:
  1. Semir, J.; Monge, M.; Rezende, A.R.; Lopes, N.P. As Arnicas Endêmicas das Serras do Brasil - uma visão sobre a biologia e a química das espécies de Lychnophora (Asteraceae). 2011.
  2. CNCFlora. Lychnophora diamantinana in Lista Vermelha da flora brasileira versão 2012.2 Centro Nacional de Conservação da Flora. Disponível em <http://cncflora.jbrj.gov.br/portal/pt-br/profile/Lychnophora diamantinana>. Acesso em 17 abril 2019.
  3. Silva, P. S. S. da, Linhares, J. F. P., & Marques, M. O. M. (2013). Caracterização morfológica, perfil químico, atividade biológica e conservação in situ do gênero Lychnophora Mart. (Asteraceae: Vernonieae: Lychnophorinae), Brasil. Biotemas, 26(2), 9–18. https://doi.org/10.5007/2175-7925.2013v26n2p9