Marta Moraes; Eduardo Fernandez. 2020. Kielmeyera bifaria (Calophyllaceae). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Espécie endêmica do Brasil (Flora do Brasil 2020 em construção, 2019), com ocorrência nos seguintes estados: BAHIA, municípios de Abaíra (Sano 50872), Barra da Estiva (Fonseca et al. 346), Rio de Contas (Nascimento 334); MINAS GERAIS, municípios de Belo Horizonte (Barreto 2904), Diamantina (Duarte 9713); Ouro Preto (Saddi MG-27), Santa Luzia (Sampaio 6692), Santana do Riacho (Antar 610), Serro (Hatschbach e Ahumada 31688), Serra do Cipó. (Duarte 10390).
Árvore de até 10 m, endêmica do Brasil (Flora do Brasil 2020 em construção, 2019) ocorre em áreas de Cerrado (lato sensu), em Floresta Ciliar ou Galeria (Santos et al., 2015) e também em muitas áreas de Campos Rupestres ao longo da Cadeia do Espinhaço, em Minas Gerais e Bahia. Apresenta AOO=72km² e está sujeita a quatro situações de ameaça. O desmatamento, a agricultura, pecuária e a mineração são as principais ameaças à espécie. Em diversos municípios que fazem parte da Cadeia do Espinhaço, a atividade pecuarista é intensa, a silvicultura caracterizada por plantações de eucaliptos ou pinus, sendo o impacto alto pela supressão vegetal causando perda de biodiversidade e fragmentação de habitats (Silva et al., 2008). Mineração a céu aberto, queimadas, extração de madeira e espécies invasoras são grandes ameaças nos Campos Rupestres (Kolbek e Alves, 2008, Silveira et al., 2016). A queima de vegetação para criação de gado é uma prática comum que intensifica a disseminação do capim invasivo Melinis minutiflora, que é capaz de crescer novamente em áreas queimadas mais rápido que a maioria das espécies nativas, (Kolbek e Alves, 2008, Silveira et al., 2016). Embora registrada em Unidades de Conservação, infere-se o declínio contínuo de AOO, extensão e qualidade do habitat. A espécie foi assim considerada Em Perigo (EN) de extinção, devendo ser incentivadas ações de pesquisa (distribuição e censo populacional) e conservação (in situ e ex situ, inclusão em Plano de Ação e Planos de Manejo) para garantir sua perpetuação na natureza.
Descrita originalmente em: Kew Bulletin 42(1): 223, f. 1987. Kielmeyera bifaria assemelha-se a K. petiolaris e K. lathrophyton devido às sépalas oblatas a orbiculares, mas difere de ambas pelas folhas com nervuras secundárias imersas na face adaxial (vs. planas a proeminentes) e pecíolo geralmente mais curto (até 2 cm vs. 1,54,5 cm compr.) (Santos et al., 2015).
| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 2.3 Livestock farming & ranching | locality,habitat,occurrence | past,present | regional | high |
| Em diversos municípios que fazem parte da Cadeia do Espinhaço, a atividade pecuarista é intensa, comprometendo em muitos casos a preservação do meio ambiente (Silva et al., 2008). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.2 Ecosystem degradation | 8.1.2 Named species | habitat | present | regional | medium |
| Atualmente esta em curso uma acelerada invasão de gramíneas exóticas na Cadeia do espinhaço, como o capim-gordura (Melinis minutiflora Beauv.) e a Braquitária (Brachiaria decumbens Stapf.) decorrentes das pastagens que são grandes ameaças biológicas ao meio ambiente (Silva et al., 2008). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.2 Ecosystem degradation | 1.3 Tourism & recreation areas | habitat | present | regional | medium |
| A atividade turística desordenada também constitui um risco para a preservação das espécies ameaçadas da Cadeia do Espinhaço (Silva et al., 2008). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 2.2.2 Agro-industry plantations | habitat,occurrence | present,future | regional | high |
| Muitos dos municípios que fazem parte da Cadeia do Espinhaço, a silvicultura é caracterizada por plantações de eucaliptos ou pinus, sendo o impacto alto porque leva a supressão vegetal causando perda de biodiversidade e fragmentação de habitats (Silva et al., 2008). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 2 Agriculture & aquaculture | habitat,occurrence | past,present | national | very high |
| Apesar de sua enorme importância para a conservação de espécies e a prestação de serviços ecossistêmicos, o Cerrado perdeu 88 Mha (46%) de sua cobertura vegetal original, e apenas 19,8% permanece inalterado. Entre 2002 e 2011, taxas de desmatamento no Cerrado (1% por ano) foram 2,5 vezes maiores do que no Amazônia (Strassburg et al., 2017). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.2 Ecosystem degradation | 3.2 Mining & quarrying | habitat,occurrence | past,present,future | regional | high |
| Mineração a céu aberto, queimadas, extração de madeira e espécies invasoras são grandes ameaças nos Campos Rupestres (Kolbek e Alves, 2008, Silveira et al., 2016). A queima de vegetação para criação de gado é uma prática comum neste bioma (Kolbek e Alves, 2008, Silveira et al., 2016). Embora a maioria das espécies de Campos Rupestres pareça ser resistente ao fogo (Kolbek e Alves, 2008, Silveira et al., 2016), essa prática intensifica a disseminação do capim invasivo Melinis minutiflora, que é capaz de crescer novamente em áreas queimadas mais rápido que a maioria das espécies nativas, formando uma cobertura densa e impedindo a regeneração das espécies nativas(Kolbek e Alves, 2008). | |||||
Referências:
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| Ação | Situação |
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| 1.1 Site/area protection | on going |
| Foi documentada nas seguintes Unidades de Conservação: ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL MORRO DA PEDREIRA, PARQUE NACIONAL DA SERRA DO CIPÓ, PARQUE NATURAL MUNICIPAL DE PIRAPUTANGAS, ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL MORRO DA PEDREIRA, ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL ÁGUAS VERTENTES, ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL SERRA DO BARBADO. | |
| Ação | Situação |
|---|---|
| 2.1 Site/area management | needed |
| A espécie ocorre em um território que será contemplado por Plano de Ação Nacional (PAN) Territorial, no âmbito do projeto GEF pró-espécies: todos contra a extinção : Território Centro-Minas - 10 (MG) e Território Mucugê - 40 (BA). | |
| Uso | Proveniência | Recurso |
|---|---|---|
| 17. Unknown | ||
| Não existem dados sobre usos efetivos ou potenciais. | ||