Eduardo Amorim; Lucas Jordão. 2021. Inga exilis (Fabaceae). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Espécie endêmica do Brasil (Garcia e Bonadeu, 2020), com distribuição: no estado do Amazonas — no município Lábrea —, e no estado de Rondônia — no município Porto Velho.
Inga exilis é uma árvore que ocorre em Florestas de Terra Firme, na Amazônia. Apresenta AOO= 20km² e quatro situações de ameaças. Considera-se as atividades agropecuárias como vetores que possam levar a espécie à extinção e, as ocorrências fora de áreas com ameaças diretas incidentes, foram justificadas como situações de ameaças independentes. Recentemente, cerca de 20,51% (4,1km²) da AOO útil da espécie queimaram em 2019. Diante as ameaças vigentes, infere-se declínio de qualidade de habitat. Assim, I. exilis foi considerada como Em Perigo (EN) de extinção. Recomendam-se ações de pesquisa (busca por novas áreas de ocorrência, censo e tendências populacionais, estudos de viabilidade populacional) e conservação (Planos de Ação, Conservação in situ e ex situ) urgentes a fim de se garantir sua perpetuação na natureza, pois as pressões verificadas ao longo de sua distribuição podem ampliar seu risco de extinção.
| Ano da valiação | Categoria |
|---|---|
| 2012 | DD |
Descrita em: Gen. Inga, Bot. 320, 1997. É reconhecida pelos ramos lenticelados, glabros. Folhas com estípulas 1-2 mm, lanceoladas, caducas; pecíolo 1,4-1,8cm, semitubular ou marginado, glabro; folíolos 1 par, elípticos, ápice atenuado, margem inteira, base atenuada, simétrica, glabros; apêndice terminal presente; nectários sésseis, ciatiformes. Inflorescência capituliforme, 2-3 por axila; pedúnculo 2,5-6cm, glabro; raque 1,5-2mm; brácteas ca. 0,25mm, deltoides, pubérulas, caducas. Flores 5-meras, pedicelo 0-0,5mm; cálice cupuliforme, ca. 0,4mm, minutamente pubérulo, lacínias irregulares, agudas; corola tubular, 6-8mm, minutamente pubérula; estames ca. 35, 7,5-9mm, brancos, glabros; tubo estaminal ca. 6mm, excerto; gineceu 1-carpelar, ovário séssil, ca. 14 óvulos, glabro, estilete excerto, glabro, estigma funiliforme (Garcia e Bonadeu, 2020). A espécie foi avaliada como Vulnerável (VU, D2) na Lista Vermelha da IUCN (World Conservation Monitoring Centre, 1998).
| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 2.1.4 Scale Unknown/Unrecorded | habitat,occupancy | past,present,future | national | very low |
| Em 2014, a espécie apresentava 3,81% (76,16ha) da sua AOO útil (2000ha) em áreas de agricultura, enquanto em 2019, a espécie apresentava 9,54% (190,72ha), o que representou um acréscimo de 5,73% (114,55ha) em áreas de agricultura (MapBiomas, 2021). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 2.3.4 Scale Unknown/Unrecorded | habitat,occupancy | past,present,future | national | medium |
| De acordo com o MapBiomas, os municípios Lábrea (AM) e Porto Velho (RO) possuem, respectivamente, 6,17% (420861ha) e 26,81% (913860ha) de seus territórios convertidos em áreas de pastagens, segundo dados de 2019 (MapBiomas, 2021). De acordo com o Atlas das Pastagens Brasileiras, os municípios Lábrea (AM) e Porto Velho (RO) possuem, respectivamente, 5,42% (370072ha) e 23,4% (797866ha) de seus territórios convertidos em áreas de pastagem, segundo dados de 2019 (Lapig, 2021). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 7.1.3 Trend Unknown/Unrecorded | habitat,occupancy | past,present,future | national | medium |
| Um total de 20,51% (4,1km²) da AOO útil da espécie queimaram em 2019 [Pastagem (16,95%), Formação Florestal (2,93%), Agricultura (0,47%), Formação Campestre (0,16%)]. Um total de 17,09% (1255,93km²) da EOO útil da espécie queimaram em 2019 [Agricultura (6,81%), Pastagem (6,81%), Formação Florestal (1,83%), Formação Campestre (1,64%)] (MapBiomas-Fogo, 2021). | |||||
Referências:
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| Ação | Situação |
|---|---|
| 1.1 Site/area protection | needed |
| A espécie não é conhecida em nenhuma unidade de conservação, mas claramente existe a necessidade de melhorar a proteção do habitat nos locais onde se sabe que ela ocorre. São necessárias pesquisas adicionais para determinar se esta espécie está ou não experimentando um declínio efetivo ou está passando por flutuações naturais da população. | |
| Ação | Situação |
|---|---|
| 5.1.2 National level | on going |
| A espécie ocorre em Lábrea (AM) e Porto Velho (RO), municípios da Amazônia Legal considerados prioritários para fiscalização, referidos no Decreto Federal 6.321/2007 (BRASIL, 2007) e atualizado em 2018 pela Portaria MMA nº 428/18 (MMA, 2018). | |
Referências:
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| Uso | Proveniência | Recurso |
|---|---|---|
| 17. Unknown | ||
| Não existem dados sobre usos efetivos ou potenciais. | ||