Eduardo Fernandez; Marta Moraes. 2019. Hortia superba (Rutaceae). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Espécie endêmica do Brasil (Flora do Brasil 2020 em construção, 2019), com ocorrência no estado: AMAZONAS, municípios de Rio Preto da Eva (Silva 2343), Manaus (Ducke 23767), Itacoatiara (Rodrigues 8146), Careiro (Silva 785).
Árvore de até 20 m, endêmica do Brasil (Flora do Brasil 2020 em construção, 2019) foi documentada em Floresta de Igapó, Floresta de Terra Firme e Floresta de Várzea associadas à Amazônia, no estado do Amazonas, municípios de Itacoatiara, Manaus e Rio Preto da Eva. Apresenta distribuição restrita à região central da Amazônia brasileira, EOO=11468 km² e cinco situações de ameaça, considerando-se o grau de perturbação ao qual suas localidades de coleta encontram-se submetidas. A madeira de H. superba, ainda que de boa qualidade, não tem uso comercial devido à sua escassez (Record e Hess 1940). Os eventos pequenos de desmatamento se espalharam por toda a Amazônia nos últimos anos, mesmo em áreas protegidas (Kalamandeen, 2017). Silva-Junior et al. (2018) mostraram que a suscetibilidade da paisagem aos incêndios florestais aumenta no início do processo de desmatamento. Nos últimos dez anos, Manaus, foi dentre os municípios mais populosos do Brasil, o que apresentou a maior taxa média geométrica de crescimento anual (Nogueira et al., 2007). Com uma alta densidade demográfica (41 hab./ha), na zona Norte de Manaus o crescimento populacional tem sido o principal responsável pela degradação ambiental que a mesma vem sofrendo. A construção de conjuntos habitacionais pelo poder público e privado é um dos principais responsáveis pelo desmatamento verificado nos últimos 18 anos. Essa expansão urbana é um vetor de pressão sobre a Reserva Florestal Adolpho Ducke, devido o surgimento cada vez mais intenso de ocupações irregulares em seu entorno (Nogueira et al., 2007). A espécie foi registrada ainda em regiões próximas a AM-010 que liga Manaus a Itacoatiara, e a BR-174, que constituem frentes de expansão do desmatamento, da agricultura e da pecuária na região (Lapig, 2018), mesmo dentro de áreas protegidas (Kuano et al., 2017). Assim, infere-se declínio contínuo de extensão e qualidade de habitat. H. superba foi considerada Vulnerável (VU) à extinção no momento, devendo ser incentivadas ações de pesquisa (distribuição e censo populacional) e conservação (in situ e ex situ, inclusão em Plano de Ação e Planos de Manejo) para garantir sua perpetuação na natureza.
Descrito em Arquivos do Instituto de Biologia Vegetal 1(3): 207. 1935. Não são conhecidos nomes comuns para esta espécie (Groppo, 2012).
| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 2 Agriculture & aquaculture | habitat | past,present | national | very high |
| Os centros de desmatamento de alta intensidade situados na Amazônia foram deslocados do tradicional Arco do Desmatamento brasileiro para a Bolívia, o Peru e a região Nordeste da Amazônia. Foi verificado ainda um aumento acentuado no desmatamento em pequena escala, parcialmente compensando os declínios relatados anteriormente. Os eventos pequenos de desmatamento se espalharam por toda a Amazônia nos últimos anos, mesmo em áreas protegidas. Em conjunto, esses resultados aumentam a percepção sobre novas formas de ameaças incidentes na Amazônia e apresentam novos desafios para a conservação das florestas dessa região (Kalamandeen, 2017). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 2.1 Species mortality | 7.1.1 Increase in fire frequency/intensity | habitat | past,present,future | regional | very high |
| Silva-Junior et al. (2018) mostraram que a suscetibilidade da paisagem aos incêndios florestais aumenta no início do processo de desmatamento. Em geral, seus resultados reforçam a necessidade de garantir baixos níveis de fragmentação na Amazônia brasileira, a fim de evitar a degradação de suas florestas pelo fogo e as emissões de carbono relacionadas. A redução do passivo florestal decorrente da última modificação do Código Florestal aumenta a probabilidade de ocorrência de degradação florestal pelo fogo, uma vez que permite a existência de áreas com menos de 80% de cobertura florestal, contribuindo para a manutenção de altos níveis de fragmentação. Os mesmo autores prevêem que a degradação florestal por fogo continuará a aumentar na região, especialmente à luz do relaxamento da lei ambiental mencionada e seus efeitos sinérgicos com mudanças climáticas em curso. Tudo isso pode afetar os esforços para reduzir as emissões do desmatamento e da degradação florestal (REDD). Esses autores indicam que ações para prevenir e gerenciar incêndios florestais são necessárias, principalmente para as propriedades onde existem passivos florestais que são compensados em outras regiões. | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 2.1 Species mortality | 1.2 Commercial & industrial areas | locality,occupancy,occurrence | past,present | local | high |
| Com uma alta densidade demográfica (41 hab./ha), na zona Norte de Manaus o crescimento populacional tem sido o principal responsável pela degradação ambiental que a mesma vem sofrendo. A construção de conjuntos habitacionais pelo poder público e privado é um dos principais responsáveis pelo desmatamento verificado nos últimos 18 anos. Essa expansão urbana é um vetor de pressão sobre a Reserva Florestal Adolpho Ducke, devido o surgimento cada vez mais intenso de ocupações irregulares em seu em torno (Nogueira et al., 2007). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.2 Ecosystem degradation | 9.1 Domestic & urban waste water | habitat | past,present | local | high |
| A crescente expansão demográfica e industrial nas últimas décadas devido à implantação da Zona Franca de Manaus, trouxe impactos ambientais à região. Como principal conseqüência o comprometimento das águas da bacia do Rio Tarumã-Açu por despejos de esgotos domésticos e industriais, restos de animais, detergentes, desinfetantes, erosão, lixo e detritos que são jogados dentre outros. (Melo, 2002) | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 2.1 Species mortality | 4.1 Roads & railroads | habitat,occupancy,occurrence | past,present | regional | high |
| Rio Preto da Eva é um município brasileiro localizado na Região Metropolitana de Manaus, no estado do Amazonas. Está situado a 78 km da capital amazonense. É atravessado pela AM-010 que liga Manaus a Itacoatiara, e a BR-174, frentes de expansão do desmatamento, da agricultura e da pecuária. O estabelecimento do município em 1981 deve-se ao fato de ter sido implantada a colônia agrícola por imigrantes japoneses e alguns colonos brasileiros que se instalaram em fins de 1967, assim como a abertura da AM-010 (Lapig, 2018) | |||||
Referências:
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| Ação | Situação |
|---|---|
| 5 Law & policy | needed |
| A espécie ocorre em território que possivelmente será contemplados por Plano de Ação Nacional (PANs) Territoriais, no âmbito do projeto GEF pró-espécies: todos contra a extinção: Território Manaus - TER4 (AM). | |
| Ação | Situação |
|---|---|
| 1.1 Site/area protection | on going |
| A espécie ocorre na Reserva Florestal Adolpho Ducke (Byron 5529). | |
| Uso | Proveniência | Recurso |
|---|---|---|
| 17. Unknown | ||
| A madeira, ainda que de boa qualidade, não tem uso comercial devido à sua escassez (Record e Hess 1940). | ||
Referências:
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