Maria Marta V. de Moraes; Tainan Messina. 2012. Griffinia liboniana (AMARYLLIDACEAE). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
A espécie é endêmica do Brasil, ocorrendo nos Estados da Bahia e Minas Gerais (Dutilh; Oliveira, 2012). Dutilh (com. pess.) cita este táxon para o município de Jaguaré, ES, confirmando a ocorrência desta espécie para o Estado.
A espécieocorre nos Estados do Espírito Santo, Minas Gerais e possivelmente Bahia. Apresenta EOO de 193,47 km² e AOO de 12 km². Apresenta população severamente fragmentada, ocorrendo em áreas de Cerrado e de Mata Atlântica, com poucas e esparsas subpopulações e com número reduzido de indivíduos em cada uma delas. Segundo informação disponível, a espécie vem sofrendo com aconstante redução e degradação de seu habitat, o que ocasiona declínio de EOO, AOO, de qualidade de habitat e número de subpopulações. Além disso, apresenta baixa taxa de regeneração, o que torna sua existência ainda mais vulnerável. Não é encontrada em unidade de conservação de proteção integral (SNUC), apenas em uma unidade de uso sustentável (SNUC). É planta ornamental, usada em paisagismo e apreciada pelos colecionadores deplantas bulbosas, o que aumenta a pressão sobre as sub-populações naturais. Por esses motivos, a espécie foi considerada "Em perigo" (EN) de extinção.
Descritas originalmente na obra Ann. Soc. Roy. Agr. Bot. 1: 143 (1845), G. liboniana compõe um complexo de espécies ainda não totalmente delineado taxonomicamente (Preuss, 1999). Dutilh (com. pess.) indica enorme diversidade morfológica nesta espécie.
| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 9.2 Poor recruitment/reproduction/regeneration | very high | ||||
| A espécie apresenta ainda baixa taxa de regeneração, o que vulnerabiliza ainda mais sua existência (Biodiversitas, 2005) | |||||
| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 Habitat Loss/Degradation (human induced) | national | high | |||
| No domínio fitogeográfico Mata Atlântica, visando a utilização da área para a agricultura, pastagem, extração de madeira e ocupação humana ao longo dos últimos dois séculos causou, quase sua total destruição, restando hoje cerca de 7% a 8% de sua área original (SOS Mata Atlântica, 2012). Desta forma, a maioria das espécies que vivem nesses fragmentos remanescentes compõem populações isoladas de populações que habitam outros fragmentos (Galindo-Leal; Câmara, 2005). | |||||
| Ação | Situação |
|---|---|
| 1.2.1.2 National level | on going |
| A espécie consta no Anexo I, da Instrução Normativa nº6, de 23 de setembro de 2008 (MMA, 2008), sendo, portanto, considerada oficialmente ameaçada de extinção. Foi considera ainda "Vulnerável" (VU) em avaliação de risco de extinção empreendida pela Fundação Biodiversitas (Biodiversitas, 2005). | |
| Ação | Situação |
|---|---|
| 4.4 Protected areas | needed |
| A espécie não possui registros em nenhuma categoria de Unidade de Conservação de Proteção Integral. Foi registarda somente dentro da APA Carste de Lagoa Santa (CNCFlora, 2011). | |
| Uso | Proveniência | Recurso |
|---|---|---|
| Ornamental | ||
| A espécie é utilizada no paisagismo e comercializada por colecionadores de plantas bulbosas (Preuss, 2011). | ||