Miguel d'Avila de Moraes; Tainan Messina. 2012. Eduandrea selloana (BROMELIACEAE). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
A espécie é endêmica do Brasil, ocorrendo exclusivamente no Estado de Minas Gerais (Martinelli et al., 2008; Forzza et al., 2010). O gênero é considerado endêmico da porção sul da Cadeia do Espinhaço, na região da Serra do Cipó, e do Quadrilátero Ferrífero (Versieux et al., 2008; Guarçoni, 2008). Altitude máxima registrada de 1700 m (Brown; Leme, 2005)
<i>Eduandrea selloana</i> é endêmica do Brasil. Tem distribuição restrita (EOO=2.865,53 km²) e exclusivanos Campos Rupestres da porção sul da Cadeia do Espinhaço de Estado de Minas Gerais. Está sujeita a cinco situações de ameaça distintas. O fogo, a mineração e a fragmentação da vegetação nativa na região reduzem a qualidade do hábitat da espécie. Portanto, <i>E. selloana</i> foi considerada "Em perigo" (EN).
Tem como sin. Het. Andrea solloana (Baker) Mez. Gênero montípico, a espécie pode ser caracterizada por espessos rizomas com raízes abundantes; folhas com superficie abaxial cobertas com uma espessa camada de tricomas brancos e margens inteiras, além de raquis visíveis e frutos subglobosos, verdes, perfumados com odor de maça-verde (Guarçoni, 2008).O gênero/espécie difere dos demais pelo hábito exclusivamente terrestre em areias quartzíticas acumuladas na beira de riachos encachoeirados nas matas de galeria, sempre muito próximo do linha d'água. As folhas possuem margens inteiras, com face abaxial totalmente recoberta por densa camada de tricomas brancos, contrastando com a face adaxial glabrescente. Sua inflorescência não tem capacidade de acumular água na base das brácteas primárias, que são comparativamente estreitas. Os fascículos basais da inflorescência posicionam-se ligeira a distintamente distanciados dos fascículos superiores. As sépalas possuem ápice agudo a apiculado a acuminado. Os frutos são brancos e perfumados, sugerindo dispersão por meio de pequenos mamíferos.
| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.3.1 Mining | high | ||||
| Na Cadeia do Espinhaço, em especial a região do Quadrilátero Ferrífero, os riscos de extinção de espécies é elevado em decorrência da destruição dos seus habitats pela ação de mineradoras (Viana; Lombardi, 2007 apud Guarçoni, 2008). Guarçoni (2008) indica que provavelmente a raridade atribuída a E. selloana deve ser consequência da perda de habitat favorável ao longo de sua distribuição, não estando diretamente ligada a suas estratégias reprodutivas. | |||||
| Ação | Situação |
|---|---|
| 1.2.1.2 National level | on going |
| Consta no Anexo II da Instrução Normativa nº 6, de 23 de setembro de 2008 (MMA, 2008), como "Deficiente de Dados" (DD). | |
| Ação | Situação |
|---|---|
| 1.2.1.3 Sub-national level | on going |
| Considerada "Criticamente em perigo" (CR) em avaliação de risco de extinção empreendida para a flora do Estado de Minas Gerais (COPAM-MG, 1997). | |