BROMELIACEAE

Dyckia martinellii B.R. Silva & Forzza

Como citar:

Rodrigo Amaro; Tainan Messina. 2017. Dyckia martinellii (BROMELIACEAE). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

CR

EOO:

0,00 Km2

AOO:

4,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Espécie endêmica do estado do Rio de Janeiro (Forzza et al., 2015), coletada no município de Paraty, em costões rochosos entre Paratymirim e Mamanguá (G. Martinelli, 14413).

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2017
Avaliador: Rodrigo Amaro
Revisor: Tainan Messina
Critério: B2ab(ii,iii)
Categoria: CR
Justificativa:

Espécie rupícola, endêmica do estado do Rio de Janeiro (BFG, 2015), de ocorrência restrita aos costões rochosos entre Paraty Mirim e Mamanguá, no Parque Estadual de Paraty Mirim, no município de Paraty. Possui AOO=8 km² e está sujeita a uma única situação de ameaça. Suspeita-se que a espécie sofra perda de qualidade de hábitat, além de declínio de AOO. A região em questão é muito acessada por turistas, que atuam de maneira desordenada e sem a fiscalização adequada (Vidal e Pinaud, 2012).

Último avistamento: 2003
Quantidade de locations: 1
Possivelmente extinta? Não

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Espécie descrita inicialmente em Novon 14(2): 168 (-170; fig. 1). 2004.

Ecologia:

Substrato: rupicolous
Forma de vida: herb
Luminosidade: heliophytic
Biomas: Mata Atlântica
Vegetação: Vegetação sobre afloramentos rochosos
Fitofisionomia: Afloramento Rochoso
Habitats: 6 Rocky Areas [e.g. inland cliffs, mountain peaks]
Detalhes: Erva rupícola heliófila, crescendo associada a Vriesea regina, Vriesea procera e Vellozia candida (G. Martinelli, 14413). Encontrada em domínio fitogeográfico Mata Atlântica, Vegetação Sobre Afloramentos Rochosos (Forzza et al., 2015).
Referências:
  1. Forzza, R.C.; Costa, A.; Siqueira Filho, J.A.; Martinelli, G.; Monteiro, R.F.; Santos-Silva, F.; Saraiva, D. P.; Paixão-Souza, B.; Louzada, R.B.; Versieux, L., 2015. Bromeliaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB6132>. Acesso em: 13 Mar. 2015

Reprodução:

Detalhes: Coletada com flores em setembro (G. Martinelli, 14413).
Fenologia: flowering (Sep~Sep)

Ameaças (2):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.2 Ecosystem degradation 1.1 Housing & urban areas habitat past,present,future local low
A região da Península da Joatinga, em Paraty, entre Paratimirim e Trindade, abrange várias áreas ocupadas comunidades e núcleos isolados de caiçaras, veranistas e inúmeros interesses especulativos ligados aos setores, turístico e imobiliário, de baixa ação antrópica, constituindo um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica do sul do Estado do Rio de Janeiro (Vidal e Pinaud, 2012).
Referências:
  1. Vidal, D. da S., Pinaud, D.Z., 2012. A ambientalização dos discursos na cidade de Paraty: assimetrias e convergências. Rev. VITAS 2, 1–30.
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.2 Ecosystem degradation 1.3 Tourism & recreation areas locality,habitat present,future local high
A região da Península da Joatinga, em Paraty, entre Paratimirim e Trindade, é muito acessada por turistas, que atuam de maneira desordenada, sem a fiscalização adequada (Vidal e Pinaud, 2012).
Referências:
  1. Vidal, D. da S., Pinaud, D.Z., 2012. A ambientalização dos discursos na cidade de Paraty: assimetrias e convergências. Rev. VITAS 2, 1–30.

Ações de conservação (2):

Ação Situação
3.4 Ex-situ conservation on going
Cultivada no Jardim Botânico do Rio de Janeiro (G. Matinelli, 12089).
Ação Situação
1.1 Site/area protection on going
Ocorre no Parque Estadual de Parati Mirim (Moura e Vieira, 2014).
Referências:
  1. Moura, R. & Vieira, C.M. 2014. Bromeliaceae. Catálogo das espécies de plantas vasculares e briófitas do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://florariojaneiro.jbrj.gov.br>

Ações de conservação (1):

Uso Proveniência Recurso
13. Pets/display animals, horticulture natural whole plant
A maioria das Bomeliaceae apresenta potencial ornamental, o que vem causando o declínio das populações naturais de algumas espécies (Souza e Lorenzi, 2012).
Referências:
  1. Souza, V. C.; Lorenzi, H. 2008. Botânica sistemática: guia ilustrado para identificação das famílias de fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado na APG III. 3a ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 768 p.