Ecologia:
Biomas: Mata Atlântica
Fitofisionomia: Restinga e Afloramentos Rochosos (Martinelli et al., 2009)
Habitats: 1.7 Subtropical/Tropical Mangrove Vegetation Above High Tide Level, 6 Rocky Areas [e.g. inland cliffs, mountain peaks]
Detalhes: Dyckia maritima é uma bromélia terrestre,ornamental e provida de numerosas folhas dispostas em roseta, com flores amarelo-alaranjadas arranjadas em uma inflorescência de 1-2,5 m de altura (Silva et al., 2008).Waldemar (1998) classificou a forma de vida da espécie como caméfita rosetada. O mesmo autor afirma que a espécie possui crescimento clonal.Reitz (1983) afirma que D. maritima é uma das maiores bromélias.Reitz (1983) afirma que a espécie é rupícola heliófita ou de luz difusa e seletiva xerófita, muito frequente nos costões rochosos do litoral, bem como nas rochas areníticas ao sul de Santa Catarina e ao leste do Rio Grande do Sul. Silva (1994) afirma que no interior da mata a espécie atinge proporções impressionantes, dividindo espaços com imensas colônias de Bromelia antiacantha. D. maritima é espécie indicadora de turfeira (fisionomia com presença predominante de musgos do gênero Sphagnum, caraterística em áreas úmidas, mal drenadas, contendo restos vegetais em variados graus de decomposição) que representam áreas bem conservadas (LEI Nº 14.675, de 13 de abril de 2009). Waldemar (1998) afirma que a colonização das ilhas de vegetação no Parque Estadual de Itapuã por D. maritima se dão após o aparecimento de liquéns (etapa 1), Campylopus (etapa 2), sendo então a etapa 3, enquanto o solo ainda se encontra xerofítico. A colonização por D. maritima torna o solo mesofítico e propicio para o estabelecimento de várias outras espécies. De acordo com o mesmo autor, Corteritermes silvestrii (cupins) vivem em associação com D. maritima estabelecendo uma relação de mutualismo (31,2% ou 15 das ilhas colonizadas por D. maritima).