BROMELIACEAE

Dyckia agudensis Irgang & Sobral

Como citar:

Miguel d'Avila de Moraes; Tainan Messina. 2012. Dyckia agudensis (BROMELIACEAE). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

CR

EOO:

4,432 Km2

AOO:

12,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

A espécie ocorre na Mata Atlântica e Pampa, exclusivamente no Estado do Rio Grande do Sul (Forzza et al. 2011), mais precisamente no morro Agudo, município de Agudo (Silva et al., 2007; Giulietti et al., 2009), o qual compreende cerca de 536,10 Km² (Bojunga et al., 2005).

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2012
Avaliador: Miguel d'Avila de Moraes
Revisor: Tainan Messina
Critério: B1ab(iii)+2ab(iii)
Categoria: CR
Justificativa:

<i>Dyckia agudensis</i> é endêmica do Brasil e ocorre exclusivamente no Estado do Rio Grande do Sul, mais precisamente no Morro Agudo, município de Agudo. Tem distribuição restrita (EOO=4,12 km²) e ocupa uma AOO de apenas 8 km². A espécie é rupícola e cresce sobre formações basálticas, entre vegetação xerófila.<i> D. agudensis </i>está sujeita à perda e fragmentação do hábitat devido ao desmatamento causado por atividades agrícolas no entorno. Além disso, a espécie não está protegida por unidades de conservação (SNUC). Sua localidade de ocorrência foi considerada uma única situação de ameaça. Assim, a espécie foi avaliada como "Criticamente em perigo" (CR).

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Espécie com folhas suculentas, glabras, recobertas por cera. Inflorescência congesta, com escapo estriado e brácteas maiores que os internós (Giulietti et al., 2009; Irgang; Sobral, 1987).

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Desconhecido

Ecologia:

Biomas: Mata Atlântica, Pampa (Campos Sulinos)
Fitofisionomia: Afloramentos Rochosos (Martinelli et al., 2011)
Habitats: 6 Rocky Areas [e.g. inland cliffs, mountain peaks]
Detalhes: Espécie rupícola (Giulietti et al. 2009; Irgang, Sobral, 1987). Ocorre em topo de Cerro, de formação basáltica, entre vegetação xerófila (Biodiversitas, 2005).

Ameaças (3):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Agriculture
Existem significativas áreas em recuperação devido ao abandono do cultivo em encostas menos declivosas. Em área de 4.850,20 Km² (município de Agudos) resta uma cobertura vegetal abandonada que não estão contempladas em unidades de conservação (SNUC) (Bojunga et al., 2005).
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1 Habitat Loss/Degradation (human induced)
Bojunga et al. (2005) citam o estudo de Itaqui (2002), onde o departamento de Engenharia Rural da UFSM para a região da Quarta Colônia estimou a cobertura florestal média de 21,77% na área total de oito principais municípios, destacando-se Nova Palma, com 41,43%, seguindo-se Faxinal do Soturno, com 32,37% e Agudo, com 29,64% de florestas.
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1.1 Crop
A região apresenta aspectos econômicos diferenciados conforme as condições de relevo. No caso da Depressão Central, a atividade agrícola está muito ligada à fumicultura, na porção central e leste desta área (onde Agudos se situa), e à orizicultura, na porção oeste (Bojunga et al., 2005).

Ações de conservação (2):

Ação Situação
1.2.1.3 Sub-national level
Considerada "Em perigo" (EN) pela Lista vermelha da flora do Rio Grande do Sul (CONSEMA-RS, 2002)
Ação Situação
1.1.2 Implementation needed
No que se refere à presença de Dyckia agudensis no morro Agudo, este aspecto é um dos principais argumentos para sua proposição por parte de participantes do Seminário para avaliar novas áreas para UCs, realizado pelo DEFAP em outubro de 2004, para a criação de uma área de conservação que contemplasse esse morro (Bojunga et al., 2005).