MORACEAE

Dorstenia contensis Carauta & C.C.Berg

Como citar:

Raquel; Luiz Santos. 2014. Dorstenia contensis (MORACEAE). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

VU

EOO:

212.901,342 Km2

AOO:

32,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Endêmica do estado da Bahia (Romaniuc Neto et al., 2009; 2013); encontrada entre 578 m e 850 m (J.G. Jardim 998; A.M. Amorim 3591).

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2014
Avaliador: Raquel
Revisor: Luiz Santos
Critério: B1ab(i,ii,iii,iv)
Categoria: VU
Justificativa:

Erva endêmica do estado da Bahia, em diferentes localidades da Serra da Jibóia, nos municípios de Ubaitaba, Boa Nova, Elísio Mendrado, Santa Teresinha, Almadinha, Ipiaú e Gandú (Romaniuc Neto et al., 2009; 2013; CNCFlora, 2013). Desenvolve-se em altitudes de 578 m a 850 m, e está associada aos domínios Cerrado e Mata Atlântica, sendo encontrada em Floresta Ombrófila Mista e Mata Higrófila, em borda de curso d’água e estradas, com subpopulações aparentemente numerosas (Romaniuc Neto et al., 2009; CNCFlora, 2013). Apresenta EOO de 8.611,82 km², e está sujeita a sete situações de ameaça considerando as localidades de ocorrência na Serra da Jiboia e na Reserva Jequitibá. Apesar de haver um registro de ocorrência em Unidade de Conservação, os últimos remanescentes florestais do sul da Bahia estão seriamente ameaçados por atividades de grande impacto, como a expansão da pecuária extensiva, o cultivo de café e pupunha e exploração madeireira (Araujo et al., 1998), o que resulta em declínio contínuo da EOO, AOO e qualidade do hábitat, bem como na redução de subpopulações da espécie.

Quantidade de locations: 7
Possivelmente extinta? Não
Severamente fragmentada? Desconhecido

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Espécie descrita em Proc. Kon. Ned. Akad. Wetensch. C 88(3): 261(-263), 1985.

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Não

População:

Detalhes: Na localidade de Serra da Jibóia, apresenta subpopulação aparentemente numerosa (R.M. Castro 1038).

Ecologia:

Forma de vida: herb
Longevidade: unkown
Biomas: Cerrado, Mata Atlântica
Fitofisionomia: Floresta Ombrófila Mista Montana, Savana Parque
Habitats: 2.1 Dry Savanna, 1.9 Subtropical/Tropical Moist Montane Forest
Clone: unkown
Rebrotar: unkown
Detalhes: Erva encontrada nos domínios do Cerrado e da Mata Atlântica (Romaniuc Neto et al., 2009; 2013), tendo sido coletada em Floresta Ombrófila Mista (J.G. Jardim 998), mata higrófila da região sul do estado da Bahia (A.M. Amorim 3591) e em borda de curso d'água (R.M. Castro 1072).
Referências:
  1. ROMANIUC NETO, S.; CARAUTA, J.P.P.; VIANNA FILHO, M.D.M. et al.2013. Moraceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB10126)
  2. ROMANIUC NETO, S.; CARAUTA, J.P.P.; VIANNA FILHO, M.D.M. et al.Moraceae. In :Plantas raras do Brasil / organizadores, Giulietti, A.M.; Rapini, A.; Andrade, M.J.G. et al – Belo Horizonte, MG : Conservação Internacional. 496 p. : il., fots. color., mapas; 26 cm. Co-editora: Universidade Estadual de Feira de Santana. ISBN: 978-85-98830-12-4. 2009

Reprodução:

Estratégia: unknown
Sistema: unkown

Ameaças (1):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
2.2.2 Agro-industry plantations habitat,occupancy past,present,future regional very high
Os últimos remanescentes florestais do sul da Bahia estão fortemente ameaçados, mesmo com a duplicação das áreas públicas protegidas, e a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural. A principal razão da ameaça é a grave crise da cultura do cacau, fortemente associada às últimas florestas restantes. A partir de 1988, a região passou de uma economia exclusivamente cacaueira para uma economia diversificada, principalmente com atividades fortemente impactantes: pecuária extensiva, café, pupunha e exploração madeireira (Araujo et al., 1998).
Referências:
  1. ARAUJO, M.; ALGER, K.; ROCHA, R.; MESQUITA, C.A.B. A Mata Atlântica do Sul da Bahia: situação atual, ações e perspectivas. Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (Instituto Florestal), Ministério do Meio Ambiente, São Paulo, n.8, p.27, 1998.