APOCYNACEAE

Ditassa cipoensis (Fontella) Rapini

Como citar:

; Tainan Messina. 2012. Ditassa cipoensis (APOCYNACEAE). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

EN

EOO:

647,361 Km2

AOO:

24,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Minas Gerais (Koch; Rapini, 2011). Planta rara (Rapini et al., 2009).

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2012
Avaliador:
Revisor: Tainan Messina
Critério: B1ab(iii)+2ab(iii)
Categoria: EN
Justificativa:

Espécie de liana dos Campos Rupestres da Serra do Cipó no Estado de Minas Gerais. Tem distribuição restrita, com EOO de 553,01 km² e AOO de 24 km². Está sujeita a quatro situações de ameaça, nos municípios de Conceição do Mato Dentro, Congonhas do Norte, Santana do Riacho e Jaboticatubas. Nesses locais a espécie foi coletada 10 vezes entre 1968 e 2003. É encontrada em unidades de conservação (SNUC). Encontra-se ameaçada pela perda da qualidade do habitat em decorrência doaumento da frequência e magnitude de incêndios, favorecidos por alteração de uso do solo em torno da Serra do Cipó, incluindo a silvicultura, criação de gado e especulação imobiliária.

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Trepadeira; ramos vilosos. Folhas elípticas, pilosas a hirsutas adaxialmente, pilosas a vilosas abaxialmente. Flores alvas, em glomérulos (Rapini et al, 2009).

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Desconhecido

População:

Flutuação extrema: Desconhecido
Detalhes: Frequência de ocorrência: esparsa (Biodiversitas, 2005).

Ecologia:

Biomas: Cerrado
Fitofisionomia: Campos rupestres (Rapini et al., 2009).
Detalhes: Trepadeira tomentosa dos campos rupestres da Serra do Cipó (Konno, 2005; Rapini et al., 2009). Heliófila (Biodiversitas, 2005). Coletada com flores nos meses de fevereiro, março e novembro e frutos em fevereiro e março (Konno, 2005).

Ameaças (2):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.4.3 Tourism/recreation high
Por sua expressiva beleza cênica e atrativos naturais, a região da Cadeia do Espinhaço vêm se constituindo num alvo de mudanças socioespaciais ocasionadas pelo afluxo cada vez maior de visitantes e turistas, além da crescente ocupação caracterizada pelas segundas residências de lazer. Tal fluxo turístico e ocupação exógena adquiriu expressão a partir do final dos anos sessenta e vem aumentando significativamente nos dias atuais (Oliveira, 2002).
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.4.2 Human settlement medium
A grande quantidade de áreas pouco alteradas ao longo de todo o corredor da Cadeia do Espinhaço e o recente reconhecimento de sua importância com a criação da Reserva da Biosfera do Espinhaço apontam para a necessidade de se atuar com rigor na ordenação da ocupação do solo em todo este corredor, sobretudo controlando a especulação imobiliária e o turismo desordenado e o desmatamento para carvoaria e, em certas áreas, a mineração (Madeira; Ribeiro, 2009). Por sua expressiva beleza cênica e atrativos naturais, esta região vem se constituindo num alvo de mudanças socioespaciais ocasionadas pelo afluxo cada vez maior de visitantes e turistas, além da crescente ocupação caracterizada pelas segundas residências de lazer. Tal fluxo turístico e ocupação exógena adquiriu expressão a partir do final dos anos sessenta e vem aumentando significativamente nos dias atuais (Oliveira, 2002).

Ações de conservação (1):

Ação Situação
1.2.2.2 National level on going
Considerada "Deficiente de dados" na Lista vermelha da flora do Brasil (MMA, 2008), anexo 2.