Eduardo Fernandez; Patricia da Rosa. 2020. Dinizia jueirana-facao (FABACEAE). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Árvore de até 40 m, endêmica do Brasil (Morim, 2018; Lewis et al., 2017). Foi coletada em Floresta Estacional Semidecidual Submontana (Mata de Tabuleiro e Mata Ciliar) associada a Mata Atlântica no estado do Espírito Santo, municípios de Linhares e Sooretama. Apresenta distribuição muito restrita, EOO=12 km², população pequena e em declínio, e habitat severamente fragmentado. A Mata Atlântica encontra-se atualmente reduzida a cerca de 15% de sua extensão original (Ribeiro et al., 2009). O Espírito Santo resguarda somente 12% de sua cobertura florestal original (SOS Mata Atlântica e INPE, 2018). Linhares e Sooretama perderem entre 58% e 75% de sua cobertura florestal original (SOS Mata Atlântica e INPE, 2018). Além disso, Linhares possui 34% de sua área convertida em pastagens (Lapig 2018) e extensos cultivos de cana-de-açúcar (Pinheiro et al., 2010; Mendonça et al., 2000) e eucalipto (Lapig, 2018) dominam a paisagem . A espécie ocorre dentro dos limites de área protegida particular, onde 12 árvores adultas foram documentadas. A localidade fora da área protegida possui dez a 12 árvores. Até o momento, a espécie é conhecida por menos de 25 indivíduos maduros (Lewis et al., 2017). Diante do exposto, portanto, a espécie foi considerada Criticamente em Perigo (CR) de extinção, pela perda de habitat como consequência do desmatamento para desenvolvimento urbano, agricultura, pecuária e mineração. Infere-se declínio populacional contínuo análogo à taxas de perda de vegetação (85-90%), além de provável declínio em EOO, AOO, qualidade e extensão de habitat e no número de indivíduos maduros. Adicionalmente, embora uma das localidades esteja em área protegida, esta é de propriedade da mineradora privada Vale e, se a empresa assim quiser, a reserva poderá perder sua proteção (Lewis et al., 2017). Recomendam-se ações de pesquisa (busca por novos indivíduos, particularmente dentro da REBIO Sooretama, números e tendências populacionais) e conservação (Plano de Ação e de Manejo) urgentes a fim de se garantir a perpetuação de D. jueirana-facao na natureza no futuro.
A espécie foi avaliada como "Criticamente em perigo" (CR) na lista vermelha da IUCN (Canteiro e Lewis, 2019). O BP-RLA reavaliou a espécie, mediante novas informações disponibilizadas pelos especialistas e novas avaliações referentes à distribuição.