Eduardo Fernandez; Mário Gomes. 2020. Casearia paranaensis (Salicaceae). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Espécie endêmica do Brasil (Flora do Brasil 2020 em construção, 2020), com ocorrência nos seguintes estados: PARANÁ, município de Campina Grande do Sul, Morretes, São José dos Pinhais, Tijucas do Sul; SANTA CATARINA, município de Joinville; SÃO PAULO, município de Bertioga, Natividade da Serra, São Luís do Paraitinga e Ubatuba. Segundo a Flora do Brasil 2020 a espécie não ocorre no estado do SANTA CATARINA.
Árvore de até 22 m, endêmica do Brasil (Flora do Brasil 2020 em construção, 2020). Popularmente conhecida por lagarteira, foi documentada em Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial), Floresta Ombrófila Mista e Restinga associadas a Mata Atlântica presenta em 9 municípios distribuídos pelos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Apreseneta distibuição ampla, EOO=22787km², ao menos sete situações de ameaça e presença em multiplas fitofisionomias ao longo da Mata Atlântica. Também vem sendo constantemente registrada em herbários. Muitas subpopulações conhecidas para o táxon se encontram protegidas por Unidades de Conservação de proteção integral (Parque Estadual da Serra do Mar e Estação Ecológica Juréia-Itatins). Entretanto, sabe-se que nas Restingas, onde a espécie ocorre de forma mais proeminente, existe forte pressão exercida especulação imobiliária que resulta em um processo contínuo de degradação, colocando em risco espécies da flora (Rocha et al., 2007). Mesmo com o atual panorama de fragmentação da Mata Atlântica nos estados de ocorrência, as subpopulações dessa espécie não parecem estar severamente fragmentadas, uma vez que são dispersas por aves. Poderia ser considerada Em Perigo (EN) por B2. Entretanto, o uso do AOO não é o parâmetro mais adequado para sua avaliação, uma vez que o habitat não é específico, e em algumas localidades, seu habitat está sofrendo declínio contínuo. Deste modo, a espécie pode se encontrar ameaçada em um futuro próximo. Diante desse cenário, portanto, a espécie foi considerada Quase Ameaçada (NT) de extinção nesta ocasião. Recomendam-se ações de pesquisa (busca direcionada por subpopulações, censo e tendências populacionais, busca pela espécie em UCs de proteção integral) e conservação (Plano de Ação) a fim de se garantir sua perpetuação na natureza, pois as pressões verificadas ao longo de sua distribuição podem ampliar seu risco de extinção.
A espécie foi avaliada pelo CNCFlora em 2013 (Martinelli e Moraes, 2013) e consta como Vulnerável (VU) na Portaria MMA 443/2014 (MMA, 2014), sendo então necessário que tenha seu estado de conservação reavaliado após cinco anos da última avaliação.
| Ano da valiação | Categoria |
|---|---|
| 2012 | VU |
Descrita em: Flora Neotropica, Monograph 22: 365–366. 1980. Caracterizada por apresentar folhas persistentes, glabras, flores brancas a creme. Casearia paranaensis é próxima de C. decandra se distinguindo pelas nervuras secundárias muitas vezes subopostas e evidentes na face abaxial, presença de domácias e pelas características dos frutos (Torres e Ramos, 2007). Popularmente conhecida por lagarteira (Torres e Ramos, 2007).
| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 1.1 Housing & urban areas | habitat | past,present,future | national | very high |
| Vivem no entorno da Mata Atlântica aproximadamente 100 milhões de habitantes, os quais exercem enorme pressão sobre seus remanescentes, seja por seu espaço, seja pelos seus inúmeros recursos. Ainda que restem exíguos 7,3% de sua área original, apresenta uma das maiores biodiversidades do planeta. A ameaça de extinção de algumas espécies ocorre porque existe pressão do extrativismo predatório sobre determinadas espécies de valor econômico e também porque existe pressão sobre seus habitats, sejam, entre outros motivos, pela especulação imobiliária, seja pela centenária prática de transformar floresta em área agrícola (Simões e Lino, 2003). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.2 Ecosystem degradation | 1.2 Commercial & industrial areas | habitat | past,present | national | very high |
| Perda de habitat como consequência do desmatamento pelo desenvolvimento urbano, mineração, agricultura e pecuária representa a maior causa de redução na biodiversidade da Mata Atlântica. Estima-se que restem apenas entre 11,4% a 16% da vegetação original deste hotspot, e cerca de 42% da área florestal total é representada por fragmentos menores que 250 ha (Ribeiro et al., 2009). Os centros urbanos mais populosos do Brasil e os maiores centros industriais e de silvicultura encontram-se na área original da Mata Atlântica (Critical Ecosystem Partnership Fund, 2001). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.2 Ecosystem degradation | 1.3 Tourism & recreation areas | habitat | past,present | regional | high |
| A Restinga é um ambiente naturalmente frágil (Henriques, Araújo e Hay., 1981), condição que vem sendo agravada pela forte especulação imobiliária, pela extração de areia e turismo predatório, além do avanço da fronteira agrícola, introdução de espécies exóticas e coleta seletiva de espécies vegetais de interesse paisagístico. A pressão exercida por essas atividades resulta em um processo contínuo de degradação, colocando em risco espécies da flora e da fauna (Rocha et al., 2007). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.2 Ecosystem degradation | 2.1.3 Agro-industry farming | habitat | past,present | national | high |
| Perda de habitat como consequência do desmatamento pelo desenvolvimento urbano, mineração, agricultura e pecuária representa a maior causa de redução na biodiversidade da Mata Atlântica. Estima-se que restem apenas entre 11,4% a 16% da vegetação original deste hotspot, e cerca de 42% da área florestal total é representada por fragmentos menores que 250 ha (Ribeiro et al., 2009). Os centros urbanos mais populosos do Brasil e os maiores centros industriais e de silvicultura encontram-se na área original da Mata Atlântica (Critical Ecosystem Partnership Fund, 2001). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 3.2 Mining & quarrying | habitat | past,present | national | very high |
| Perda de habitat como consequência do desmatamento pelo desenvolvimento urbano, mineração, agricultura e pecuária representa a maior causa de redução na biodiversidade da Mata Atlântica. Estima-se que restem apenas entre 11,4% a 16% da vegetação original deste hotspot, e cerca de 42% da área florestal total é representada por fragmentos menores que 250 ha (Ribeiro et al., 2009). Os centros urbanos mais populosos do Brasil e os maiores centros industriais e de silvicultura encontram-se na área original da Mata Atlântica (Critical Ecosystem Partnership Fund, 2001). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 5.3.2 Intentional use: large scale (species being assessed is the target) [harvest] | habitat | past,present,future | national | very high |
| Dados publicados recentemente (Fundação SOS Mata Atlântica e INPE, 2018) apontam para uma redução maior que 85% da área originalmente coberta com Mata Atlântica e ecossistemas associados no Brasil. De acordo com o relatório, cerca de 12,4% de vegetação original ainda resistem. Embora a taxa de desmatamento tenha diminuído nos últimos anos, ainda está em andamento, e a qualidade e extensão de áreas florestais encontram-se em declínio contínuo há pelo menos 30 anos (Fundação SOS Mata Atlântica e INPE, 2018). O Paraná lidera este ranking do desmatamento acumulado, com 456514 hectares desmatados, seguido por Minas Gerais (383637 ha) e Santa Catarina (283168 ha). O total consolidado de desmatamento identificado pelo Atlas desde a sua criação, que não incluiu alguns Estados em determinados períodos, chega a 1887596 hectares (Fundação SOS Mata Atlântica e INPE, 2016). | |||||
Referências:
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| Ação | Situação |
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| 1.1 Site/area protection | on going |
| A espécie foi registrada na Área de Proteção Ambiental de Cananéia-Iguapé-Peruíbe (US), Área de Proteção Ambiental Serra Dona Francisca (US), Estação Ecológica de Juréia-Itatins (PI) e Parque Estadual da Serra Do Mar (PI). | |
| Ação | Situação |
|---|---|
| 5.1.2 National level | on going |
| A espécie foi avaliada como Vulnerável (VU) e está incluída no ANEXO I da Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção (MMA, 2014). | |
Referências:
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| Ação | Situação |
|---|---|
| 2.1 Site/area management | needed |
| A espécie precisa que sejam garantidos e efetivados os Planos de Manejo das Unidades de Conservação onde ocorre. | |
| Uso | Proveniência | Recurso |
|---|---|---|
| 17. Unknown | ||
| Não existem dados sobre usos efetivos ou potenciais. | ||