Eduardo Amorim; Monira Bicalho. 2022. Carajasia cangae (Rubiaceae). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Espécie endêmica do Brasil (Salas et al., 2020), com distribuição: no estado do Pará — nos municípios Canaã dos Carajás, Marabá e Parauapebas. Endêmica da Serra dos Carajás, estado do Pará, Brasil, onde foi registrada na Serra Sul: S11A, S11B, S11C e S11D (Zappi et al., 2017).
A espécie é descrita como erva, ocorrendo em áreas de canga e locais expostos, próximo de cursos d’água e solos brejosos, e em fendas de rochas. É endêmica da Serra dos Carajás, no estado do Pará, apenas encontrada na Serra Sul em poucas e pequenas populações, sendo 1 (uma) delas em área licenciada para mineração. Apresenta EOO igual a 1022km², AOO igual a 64km² e cinco situações de ameaças. Considerando as atividades mineradoras e pecuaristas como os principais ameaças que podem afetar a perpetuação da espécie na natureza. Um total de 20,04% (11,22km²) da AOO útil da espécie queimaram em 2020. Assim, infere-se declínio de qualidade de habitat e área de ocupação. Diante a isso, a espécie foi avaliada como Em Perigo (EN) de extinção. Recomendam-se ações de pesquisa como buscas por novas localidades e estimativas populacionais e, ações de conservação ex situ.
Descrita em: Phytotaxa 206: 16, 2015. Carajasia cangae difere dos demais gêneros de Spermacoceae por apresentar ramos floridos com duas flores axilares em cada nó, flores homostílicas, corola com franja de cerdas moniliformes, estiletes pubescentes com distintos lobos estigmatizantes, discos nectaríferos bilobados, grãos de pólen birreticulados, frutos secos com deiscência septicida em dois mericarpos caducos deixando um carpóforo basal e cada mericarpo coberto por uma parede hialina do septo intercarpelar (Salas et al., 2015).
| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 2.3.4 Scale Unknown/Unrecorded | habitat | past,present,future | regional | high |
| De acordo com o MapBiomas, os municípios Canaã dos Carajás (PA), Marabá (PA) e Parauapebas (PA) possuem, respectivamente, 45,92% (144502,95ha), 51,55% (779800,85ha) e 14,48% (99702,14ha) de seus territórios convertidos em áreas de pastagens, segundo dados de 2020 (MapBiomas, 2022). De acordo com o Atlas das Pastagens Brasileiras, os municípios Canaã dos Carajás (PA), Marabá (PA) e Parauapebas (PA) possuem, respectivamente, 41,98% (132112,07ha), 47,32% (715919,82ha) e 12,78% (88005,05ha) de seus territórios convertidos em áreas de pastagem, segundo dados de 2020 (Lapig, 2022). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 7.1.3 Trend Unknown/Unrecorded | habitat,occupancy | past,present,future | regional | medium |
| Um total de 20,04% (11,22km²) da AOO útil da espécie queimaram em 2020 [Mineração (11,9%), Formação Campestre (7,53%), Savana (0,54%), Floresta (0,06%), Campo Alagado e Área Pantanosa (0,01%)] (MapBiomas-Fogo, 2022). | |||||
Referências:
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| Ação | Situação |
|---|---|
| 1.1 Site/area protection | on going |
| A espécie foi registrada na seguinte Unidade de Conservação: Floresta Nacional de Carajás. | |
| Ação | Situação |
|---|---|
| 5.1.2 National level | needed |
| A espécie ocorre em território que poderá ser contemplado por Plano de Ação Nacional (PAN) Territorial, no âmbito do projeto GEF Pró-Espécies - Todos Contra a Extinção: Território PAT Meio Norte - 1 (PA). | |
| Ação | Situação |
|---|---|
| 5.1.2 National level | on going |
| A espécie ocorre em Marabá (PA), município da Amazônia Legal considerado prioritário para fiscalização, referido no Decreto Federal 6.321/2007 (BRASIL, 2007) e atualizado em 2018 pela Portaria MMA nº 428/18 (MMA, 2018). | |
Referências:
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| Uso | Proveniência | Recurso |
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| 17. Unknown | ||
| Não existem dados sobre usos efetivos ou potenciais. | ||