ARECACEAE

Butia paraguayensis (Barb.Rodr.) Bailey

Como citar:

Pablo Viany Prieto; Tainan Messina. 2012. Butia paraguayensis (ARECACEAE). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

LC

EOO:

961.929,82 Km2

AOO:

72,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Detalhes:

No Brasil, a espécie ocorre em Cerrado, nos Estados do Mato Grosso do Sul, Minas Gerias, São Paulo e Paraná (Leitman et al., 2012). A espécie ocorre no Estado Rio Grande do Sul (Trindade, 2003; Trindade et al., 2008; Lorenzi et al., 2010; Bauermann et al., 2010). No entanto Soares; Longhi (2011) mencionam que a ocorrência da espécie no estado é duvidosa pois até alguns anos atrás Butia lallemantii e Butia paraguayensis eram consideradas a mesma espécie, conhecidas pelo segundo nome e, desde que foram separadas, subpopulações naturais de Butia paraguayensis não foram confirmadas no Estado.

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2012
Avaliador: Pablo Viany Prieto
Revisor: Tainan Messina
Categoria: LC
Justificativa:

<i>Butia paraguayensis</i> apresenta uma distribuição geográfica relativamente ampla, abrangendo parte dos domínios da Mata Atlântica e do Cerrado nas regiões Sul, Sudeste e Centro-oeste.

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Espécie descrita na obra Gentes Herb. 4: 47. 1936. Conhecida popularmente como "butiá", "butiá-do-cerrado", "butiazeiro-do-cerrado", "coco-amargoso" e "coco-vassoura" (Lorenzi et al., 2010).

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Desconhecido

População:

Flutuação extrema: Sim
Detalhes: Durigan et al. (2002) realizaram estudo de caracterização do estrato arbóreo e inferior e em área de cerrado no município de Brotas, SP. A espécie apresentou DA de 40 indivíduos por hectare no estrato inferior (altura<50 cm e diâmetro inferior a 5 cm) e uma área amostral de 500 m². Marchiori (2002 apud Trindade, 2003) afirma que os campos de areia caracterizam-se pela presença típica da espécie, principalmente em São Francisco de Assis, Manoel Viana e Alegrete, no Sudoeste do Rio Grande do Sul.

Ecologia:

Biomas: Cerrado
Fitofisionomia: Segundo Lorenzi et al. (2010) a espécie ocorre em Cerrado de solos arenosos. Já Bauermann et al. (2010) afirmam que a espécie é característica de solo argiloso/seco dos campos.
Habitats: 3.5 Subtropical/Tropical Dry
Detalhes: Palmeira de caule solitário, ereto, de 0,5-3 m por 10-20 cm. Frutifica na primavera e verão e suas sementes demoram mais de quatro meses para germinar (Lorenzi et al., 2010).

Ameaças (1):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
8.2 Predator
Segundo Lorenzi et al. (2010) as sementes coletadas no campo habitualmente apresentam predação por insetos.

Ações de conservação (2):

Ação Situação
1.2.1.3 Sub-national level on going
A espécie foi considerada "Em Perigo" (EN) na Lista vermelha da flora do Paraná (SEMA/GTZ-PR, 1995) e na Lista vermelha da flora do Rio Grande do Sul (CONSEMA-RS, 2002).
Ação Situação
5.7.1 Captive breeding/Artificial propagation on going
A espécie é cultivada no Jardim Botânico Plantarum (Instituto Plantarum, 2011).

Ações de conservação (2):

Uso Proveniência Recurso
Ornamental
Espécie com atributos ornamentais que a tornam propícias para o cultivo paisagístico em regiões tropicais e subtropicais (Lorenziet al., 2010).
Uso Proveniência Recurso
Alimentício
Segundo Lorenzi et al. (2010), os frutos são comestíveis.