ARECACEAE

Butia leptospatha (Burret) Noblick

Como citar:

Pablo Viany Prieto; Tainan Messina. 2012. Butia leptospatha (ARECACEAE). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

CR

EOO:

0,006 Km2

AOO:

8,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Detalhes:

Espécie não endêmica do Brasil, de ocorrência no Cerrado, exclusivamente no Estado do Mato Grosso do Sul (Leitman et al., 2012), tendo sido localizada apenas na região que se estende ao sul da cidade de Campo Grande, até Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, Paraguai (Lorenzi et al., 2010).

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2012
Avaliador: Pablo Viany Prieto
Revisor: Tainan Messina
Critério: B2ab(iii,v)
Categoria: CR
Justificativa:

<i>Butia leptospatha</i> é uma espécie com distribuição bastante restrita, extremamente rara e ameaçada pela expansão de plantações de soja. Suspeita-se, devido à conversão da vegetação nativa em lavouras na sua região de ocorrência, que seu habitat esteja declinando em área e qualidade, que a espécie esteja sofrendo um declínio no número de indivíduos maduros, e que as subpopulações remanescentes sejam pequenas e estejam isoladas umas das outras. A AOO é de 8 km².

Perfil da espécie:

Obra princeps:

A espécie foi coletada pela primeira vez em 1936 por Archer & Gehrt (holótipo, SP) em Campo Grande, descrita por Burret em 1940 e recoletada somente 58 anos depois no Paraguai (Noblick, 2006). Conhecida popularmente como "palmura" (Lorenzi et al., 2010).

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Desconhecido

População:

Flutuação extrema: Sim
Detalhes: Segundo Lorenzi et al. (2010) a espécie é extremamente rara em sua região de ocorrência.

Ecologia:

Biomas: Cerrado
Fitofisionomia: A espécie cresce em áreas abertas de cerrado alterado (Lorenzi et al., 2010)
Habitats: 2 Savanna
Detalhes: Espécie graminóide, de caule solitário, acaulescente ou subterrâneo, de até 40 cm de altura. Frutifica no final da primavera, e esses frutos são consumidos por pequenos roedores pelo fácil acesso (Lorenzi et al., 2010)

Ameaças (1):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1.1 Crop
​A espécie foi considerada extinta, no entanto foi reencontrada 50 anos depois de coleta do material-tipo, no Paraguai. Cresce em áreas abertas de cerrado alterado, encontrado-se seriamente ameaçada pelo avanço das plantações de soja (Lorenzi et al., 2010).

Ações de conservação (2):

Ação Situação
1.2.1.2 National level on going
​A espécie foi considerada Deficiente de Dados (DD) na Lista vermelha da flora do Brasil (MMA, 2008), anexo 2.
Ação Situação
5.7 Ex situ conservation actions on going
​Dois indivíduos da espécie são cultivados no Jardim Botânico Plantarum (Instituto Plantarum, 2008)

Ações de conservação (1):

Uso Proveniência Recurso
Ornamental
Espécie com ótimo potencial ornamental (Instituto Plantarum, 2008)